sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Um não querer...
Hoje eu queria expulsar palavras de mim. Ir a algum show de Rock'n roll, cantar frases "não-minhas". Fazer com que tudo fosse diferente. Melhor. Não deve ser tão difícil. Respiro fundo na intenção - quase desesperadora - de encher o peito de coragem, e ao mesmo instante, ter mais paciência.  Acordei com vontade de fazer algo que não sei bem o que é, mas que seja diferente do que faço todo dia. Um desejo de fugir pra um cantinho desconhecido, me arriscar na corda bamba, unir o céu e o mar, misturar cores e linhas... "e rabiscar com canetas hidrocor em suas costas, segredos que você não me contou. E rabiscar com canetas hidrocor pelo seu corpo frases para eu não esquecer quem sou" (Laptop - Fernanda Mello). E ao mesmo tempo, numa briga interna que me deixa metade dolorida e metade recuperada, eu insisto em não querer. Muitas vezes, manter a mente quieta torna-se tentador (não que seja uma tarefa fácil). Não quero tanto, pelo menos agora. Ás vezes sinto que me sobrecarrego de desejos e me perco - fico sem saber o que realmente quero. Como diz o ditado... Tudo que é demais, sobra. E agora, sobra tanta falta, tanto querer, tanto ser. Tudo quase vira um grande desperdício. Vejo por aí gente com mais, gente com menos - seja lá  que for. Mas vai saber se cada um tem apenas aquilo que merece? Vai saber que não merecemos apenas aquilo que vamos de encontro, que buscamos com uma atenção sinusiosa e uma esperança inabalável? Eu, como sempre cheia de pontos de interrogações. Não sei se meu salário irá aumentar, se ele irá me querer, se serei aplaudida, se meus pés aguentarão a noite inteira, se a "comédia' me fará rir, se conversarei com alguém da Croácia, se escreverei um livro, se irei algum dia para Austrália, ou Londres, ou Paris, ou Itália... Não sei, o que me faz querer menos ainda e fazer da vida uma grande surpresa, ao invés de querer tanto e ver a vida passar devagar presa em uma ansiedade que também faz parte de mim.


"Our hopes and expectations
Black holes and revelations,
YEAH" - Muse_Starlight
*

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Era outra estação. Você sentia frio no verão. Eu parti para um lugar onde fazia menos 5 graus e primaveras surgiam dentro de mim. Naquele momento, eu não me culpo por uma decisão. Estávamos sintozinados em estações diferentes. Mesmo assim, eu tinha (e gostava) da sua companhia quando eu mais precisava, ainda que apenas em palavras digitadas. Viva a globalização! Das poucas vezes que havia visto seus olhos, senti-me à vontade neles. Mas eu não podia ver, não sei o por quê, talvez fossem várias mudanças acontecendo ao mesmo tempo. Talvez fosse mesmo questão de tempo. Afinal, era outra estação. Mas eu voltei, e passamos a enxergar as mesmas cores, a sentir o mesmo cheiro (do vento), e a compartilhar dos amores e dores (que levamos com a vida). Sem perceber, me sintonizei em você. Está ouvindo a música? Estamos na mesma estação e eu estou torcendo para amanhã não chover. Mas se chover também, o que é que tem? Ninguém é perfeito, hoje em dia, conheço melhor os meus defeitos, também podemos se molhar.


Depois Da Meia-Noite
- Capital Inicial

Dias de verão e noites de inverno
A cidade as vezes é o inferno
Criei então um universo
Onde tudo era perfeito e feito pra nós dois

Passamos muito tempo sentados na calçada
Falando sobre tudo e não dizendo nada
Seu sorriso vale mais de mil palavras
Deixa que o futuro fica pra depois

Depois da meia-noite nós acendemos as luzes da cidade
Nos abraçamos e ficamos juntos até nascer o sol

Noites de verão e dias de inverno
Poucos minutos parecem eternos
Você sabe eu não sei mentir
Esse mundo perfeito nunca vai existir

Não quero esquecer as noites viradas
Falando sobre o mundo até a madrugada
Nos seus olhos eu vejo a verdade
Faça o que você fizer diga o que você quiser
Depois da meia-noite nós acendemos as luzes da cidade
Nos abraçamos e ficamos juntos até nascer o sol

Por quanto tempo só nós dois?
(...)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Na linha do horizonte________________________


Eu aponto para onde estou indo
Há uma linha que une o bem e o mal
Nós andamos por ela, presos ao nosso limite
Quando não há como voltar atrás, você procura
bem no fundo da sua mente algo para se libertar
Existe um ponto de luz que eu preciso consertar
Pois isso está me cegando
Como se eu estivesse sendo embrulhada pelo sol
e eu estou me desfazendo
As chamas passam pela minha pele
Eu posso sentir você perto de mim
Eu preciso correr, saltar e voar
Eu preciso perder o controle
Eu nunca quis ser alguém tão previsível
De perto eu lhe garanto que as coisas parecem bem maiores
Todos possuem escolhas fracassadas no passado
Eu não posso voltar atrás e essa é uma história sem fim
Eu não posso voltar atrás e isso é tudo que restou pra mim
Na minha frente: a linha do horizonte
Depois daquilo: coisas que eu não posso ver
Talvez alí esteja escondida a nossa glória
as nossas promessas despedaçadas
as gotas de fé que temos guardado até aqui
Quando você chegar na linha do horizonte
você não conseguirá mais fugir
você terá que lutar pelos seus sonhos
esse é o seu limite
É minha chance de resgatar minha vida
É minha chance de renovar meus medos
e as perguntas que tenho feito constantemente
Eu preciso correr, saltar e voar
Eu preciso perder o controle
Eu nunca quis ser alguém tão previsível
Quando eu chegar na linha do horizonte
Não conseguirei mais fugir
Terei que lutar pelos meus sonhos
esse é o meu limite
-


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Poderia ser assim... Eu lembro de você e você lembra de mim, algumas vezes ao dia. Nem demais e nem demenos. Na medida certa pra gente não se sufocar com o pensamento.
Poderia ser assim... A gente divide o sofá vendo um filme aos domingos, de pijama. Aos sábados nós nos jogamos à uma idéia nova, um novo caminho, um novo lugar.
Nos feriados você abre a porta do carro, eu entro sem saber onde vamos chegar. Nós poderíamos partir sem rumo, atravessar fronteiras...
Poderia ser assim... matamos a saudade com telefonemas e mensagens de texto com conversas descompromissadas.
A gente poderia nos ver, sem hora marcada. Nos falar, sem pretexto, sem frases prontas. Contar nossos planos, sem medo... Nos permitir e ponto.
(Poderíamos, não poderíamos?)



E você poderia roubar um girassol de um jardim para mim, me escrever um bilhete e esconder no meu caderno. Poderia adivinhar meu chocolate preferido, me levar para o show daquela banda que eu adoro. Não precisa pagar tudo, nem me acompanhar em tudo, apenas saber o que me faz feliz, me contar alguns segredos e dividir algumas respostas. Você poderia me amar para que tudo isso, que me dei ao trabalho de escrever, fosse apenas consequência.

♪ Eu não tenho muita coisa pra dizer. Eu não tenho o mundo pra te dar. Uma canção que faça a rima parecer melhor quando você está. Eu não sei porque a gente tem que entender se por acaso ninguém precisa explicar. Preciso de um verso apenas pra dizer que com você tudo muda... ♫
(Dias de sol - Cheiro de amor)

sábado, 28 de agosto de 2010

Sim, eu tive medo. Tremi em pensar que poderia realizar meus planos. Essa semana alguém me disse que somos mais capazes do que supunhamos. Parece ser verdade. Melhor ainda quando descobrimos "poderes" e sorte. Acredito em sorte, mas acho que somos nós que cruzamos com o caminho dela - e não o contrário. E em num momento da minha vida me senti mais abençoada do que nunca com meus "poderes" e minha sorte. Fico revivendo (isso seria mais que relembrar) esses flashes em minha mente e sinto saudades. Sinto vontade de voltar com o mesmo medo, a mesma expectativa, a mesma felicidade, os mesmos encontros. Sinto vontade de abraçar as pessoas que conheci, e mesmo aquelas das quais apenas vi. Sinto vontade de ouvir as conversas breves e até o silêncio da cidade. Sinto falta daquele céu estrelado, daquela vista da janela e até da estampa do edredom. Por mais que eu tente colocar esse sentimento pra fora - em palavras - ninguém irá entender. Nossas conquistas são mesmo solitárias. Ninguém irá dar o devido valor para cada lembrança que restou. Não que o presente não seja bom, ou que eu não ame o que possuo, não me entendam mal. É que apenas algumas coisas na nossa vida são tão boas para nós que dói se lembrar também que elas ficaram para trás.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

As respostas MAIS importantes.


 "Tudo que verdadeiramente importa no final, é o que você amou." (Regina Brett)



Deve existir algo a mais que eu possa fazer. Como descobrir isso eu não sei. Mas sei que um dia a resposta virá através de um sussuro - ou talvez venha num barulho estrondoso. (Quem sabe?) Nós vivemos sem saber exatamente o que estamos procurando, mas temos certeza de que era exatamente "aquilo" quando encontramos a resposta. Deve existir algo a mais que eu possa fazer por mim. Talvez seja parar de deixar tudo que eu realmente quero fazer para amanhã. Realizar os desejos mais insignificantes pode ser um começo. Há quanto tempo essa vida já começou? Por que muitos dos nossos dias passam como se tivéssemos a eternidade para aproveitá-los? Pensando por esse lado, todas aquelas reclamações sobre trânsito, política, religião, futebol, maridos, esposas e namorados parecem cada vez mais insignificantes. E os defeitos que insistimos em encontrar nas pessoas me parecem totalmente inúteis. Deve existir algo a mais que possamos fazer. Pois sabemos quando nenhum obstáculo importa. Somos aliados e cúmplices do nosso destino. Pra onde você quer ir? O que você quer ser? Coisas te modificam o tempo inteiro sem você perceber. Deve existir algo a mais que eu possa fazer por você. E talvez, coincidentemente, seja a mesma coisa que eu devo fazer por mim. (Quem sabe?) Deve haver um jeito de impedir que os momentos passem em vão. Deve haver um jeito de fazer com que tudo tenha um pedaço da gente.
Essa semana acabei de ler um livro que me fez pensar na seguinte questão: "O que eu faria se descobrisse que estivesse com câncer avançado? Lutaria para me manter viva ou deixaria a vida seguir seu rumo e realizaria tudo que tivesse vontade?" Não encontrei uma resposta, porém não me preocupei com isso, porque graças a Deus tenho saúde. Mas exatamente por esse motivo escrevo esse texto. Não acho que temos que esperar a vida nos colocar numa encruzilhada para percebermos o verdadeiro valor da vida, para fazermos algo a mais por nós e pelas pessoas ao nosso redor, para nos aproximarmos daqueles que realmente importam, deixar para trás o que não não faz parte da gente, para parar de perder tempo com reclamações tão pequenas. Não acho que temos que esperar a vida nos colocar numa encruzilhada para sermos quem sempre fomos, amar o que sempre amamos e também se permitir amar coisas novas, pessoas, idéias, lugares... Para realizar nossos desejos mais sinceros. Deve existir algo a mais que possamos fazer.(Quem sabe? - Você é a única pessoa que pode saber.).

Beijos mágicos.

sábado, 14 de agosto de 2010

SoRRia. Você está sendo filmado!

Seja linda, seja magra. Seja legal, conte piadas. Coloque as fotos no orkut - como se as pessoas pudessem te conhecer através disso. Goste de Roberto Carlos, Caetano e Justin Bieber. Reclame do presidente, do presente, de alguma coisa. Reclame e se irrite. Dê a eles o que eles querem. Se desculpe mesmo que não tenha feito nada. Não dê o braço a torcer. Não mostre-se fraco. Não chore. Numere todas as coisas das quais você gosta. Faça listas. Ordene. Concorde e façam com que os outros sigam a sua opinião. Conte as horas, você está atrasado. Faça alguém esperar - isso realmente aumenta sua aparência de charme e elegância. Mantenha-se ocupado o tempo inteiro, afinal, eles não gostam quando alguém não tem nada a fazer. Eles te condenarão por isso. O que você irá responder? O que eles querem ouvir. Você já devia saber. Você tem que saber. Você também tem que namorar, estudar, trabalhar, casar, ter filhos e saber cozinhar. É assim que tem que ser. Se está sujo, limpe. Se quebrou, arrume. Não fuja das responsabilidades que lhe deram em hipótese alguma. Desconsidere suas hipóteses e as coisas das quais somente você julga corretas. Observe o defeito alheio e comente com o primeiro que encontrar. É assim que se desvia a atenção dos seus próprios defeitos. Tenha uma religião, uma opinião formada sobre política e torça por um time de futebol. Mas jamais dê diga sua decisão, pois ela não deverá ser respeitada. Apareça sempre maquiada - niguém é obrigado a ver sua cara desajeitada. Uma roupa não é horrível se estiver na moda, portanto use-a. Dance com um sapato que doa seu pé se todos olharem para você. Não se esqueça de olhar a etiqueta e promover uma marca. Preencha o formulário corretamente. Coloque sua cor, sua classe social, sua tribo, seu carro, hotmail e o número mínimo de pessoas das quais já beijou. Faça alguém sofrer para que os outros vejam o seu poder. Não use franja, nem escute Fresno, pois eles te chamarão de emo e emos choram. Não mostre-se muito inteligente, isso o torna chato e nerd. Seja feliz a todo momento, pois isso ficará bom no porta retrato da sala de estar.
-

"Para aqueles que não me conhecem,
eu posso parecer um pouco louca
Ter que fazer do meu jeito,
24 horas por dia
Porque eu sou quente desse jeito

Cada cara em qualquer lugar
não me dá muita atenção
Como se eu estivesse sobre inspeção,
eu sempre tiro 10
Porque eu fui feita assim
(...)
Se eu vejo meu reflexo
Sobre minhas intenções
Eu te direi que eu não estou aqui para vender você
Ou te dizer para ir ao Inferno


Eu sou como um quebra-cabeças
Mas todas as peças estão espalhadas
Se você pode entender isso,
Nós podemos fazer alguma mágica
Eu sou assim

Eu quero voar, eu quero dirigir, eu quero ir
Eu quero ser uma parte de algo que eu não conheço
E se você tentar me segurar de volta,
eu posso explodir
Baby, à essa altura você já deveria saber

Eu não posso ser salva, eu não posso ser domada
Eu não posso ser culpada, eu não posso, não posso
Eu não posso ser domada, eu não posso ser mudada
Eu não posso ser domada,eu não posso ser
Eu não posso ser domada

Eu não sou uma carta que você joga,
Eu monto de uma maneira diferente
Eu não sou um erro, eu não sou falsa,
Já está no meu DNA

Não me mude
(Eu não posso ser domada)..."

- CAN'T BE TAMED / MILEY CRYRUS
-
Uma história de amor e caos.

Pra quem não sabe, São Paulo é assim... Alto, iluminado, cheio de opções e diversidades, com todas estações num único dia. Adoro a maioria das partes das quais caminho (embora alguns caminhos seja melhor evitar). Na avenida Paulista as pessoas costumam ser bem vestidas - principalmente no frio. E no Natal, fica ainda mais bonito. Uma cidade e uma noite sem fim, sem sono. É teatro, restaurante, 25 de março, bares, shows, parques, histórias, bienais... São Paulo é movimento, exceto no horário de pico. Um período em que tudo pode parar, inclusive você. Haja paciência para enfrentar o caos de São Paulo. O trânsito, a falta de respeito das pessoas, o barulho de um rádio que você não quer ouvir, a espera de um espaço no metrô, do ônibus que não chega, da marginal que, de repente, fica em câmera lenta, do horário da aula, do fim de semana...  Um exercício constante da paciência. Se eu fosse somar o tempo que gasto tentando chegar de um lugar a outro nessa cidade, eu viajaria o mundo, mas confesso que apesar de tudo, amo São Paulo.

Ps: Goste do seu lar o suficiente para preservá-lo como se ele fosse o seu lugar no mundo inteiro.

"E se você puder me olhar
Se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar...
Eu vou cuidar
Eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar
E de você e de mim..."
(Cegos do Castelo - Nando Reis)



Beijos Mágicos

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"Eu lutei para achar palavras para nomear os sentimentos que me invadiram, mas não existiam palavras fortes o suficiente para descrevê-los. Por um longo momento, me afoguei neles.
(...)
Mas eu vi mais um futuro, uma linha estreita pela qual eu talvez pudesse caminhar, se pudesse manter meu equilíbrio."
(Leia mais: http://foforks.com.br/2008/08/quinto-capitulo-midnight-sun/#more-961#ixzz0vUsWucM7
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives)



Me dê uma mente tranquila que eu serei eu mesma - a todo momento
Prometo, de vez em quando, deixar que ouça meus pensamentos
Me dê uma mente tranquila para que eu possa dormir em paz
E acordar com a mesma paz - convivendo com o silêncio
Um silêncio que não pertuba e diminui distâncias imaginárias
Prometo cometer os pecados mais doces durante o dia
Ninguém saberá, pois caminharei em silêncio - atrás de um futuro que seja meu 
Me dê uma mente tranquila e poucas escolhas das quais eu não consiga fugir
para eu não me perder
Não me faça tropeçar pelas horas por contá-las demais
Não me faça imaginar cenas ilusórias e achar que estou ficando louca
Não me faça pertencer a um mundo tão vago do qual não me sinto
Não me faça não sentir
Me dê uma mente tranquila, porém ocupada
com tudo que for forte o suficiente para se tornar verdade
Invada meus pensamentos de modo com que eu me acalme diante de qualquer coisa
Não me culpe por minhas mudanças,ou por minhas tentativas frustradas de mudar
Sou humana
Tenho uma pele que queima e congela sem que você perceba, sem que você sinta
Eu não posso descrever - eu conseguiria?
Não me peça para desvendar sinais, porque não levo jeito,
Levo uma leve confusão dentro de mim
Me dê uma mente tranquila e faça com que minhas incertezas não sejam tudo que tenho
Me dê uma mente tranquila para que eu possa abraçar a serenidade de 14 anjos
Não há como saber o que exatamente cabe em meus braços
Se eu não aguentar, você saberá
Eu perderei a força para ser gentil
e vou preferir ser previsível, patética, limitada, colidindo comigo mesma
Me dê uma mente tranquila, responda-me com ternura
mesmo quando tento esconder a minha
Me dê uma mente tranquila quando todos meus pensamentos estiverem ultrapassados, cansados
Me dê uma mente com histórias reais, faça-me tranquila...

(Texto inspirado na música "Quiet Mind" da banda Blue October)
Traquilidades mágicas!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Simplesmente pessoas...

Sabe... Eu sei que você sabe. Já deve ter parado para analisar isso pelo menos uma vez na vida. Que na verdade, não sabemos de nada. As coisas mudam tão rapidamente e quando foi simplesmente já passou. O problema não é você, também não sou eu - nem ninguém. Não há desculpa, porque isso não é nenhum problema. Eu não sei o que é exatamente, talvez seja o que chamam de vida. Ou talvez seja apenas uma parte dela. A parte das pessoas. Ficaria louca se tentasse me recordar de quantas pessoas já passaram diante dos meus olhos, com quantas pessoas troquei palavras – ou apenas escutei a voz. Pessoas... Seres como nós, porém tão diferentes. Elas fazem parte de tudo, do mundo, da gente. E nos modificam mais que supunhamos, mesmo quando teimamos em ser nós mesmos. Mas quem disse que deixamos de ser quem somos quando mudamos algo dentro de nós? Vamos, me diga quem disse? Eu não sei, há tantas pessoas... Há quem tem o poder de ensolarar nosso dia com um sorriso. Há também aquelas que nos atingem com um raio através do olhar. Pessoas mudam com o tempo. Certo dia, me disseram que pessoas nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Na época me contentei com essa explicação tão vaga sobre a existência dos seres vivos. Hoje entendo que isso não é tão importante, porque pessoas se modificam - o tempo todo – antes mesmo de nascerem. Pessoas cruzam seu caminho. Algumas delas caminham com você por um curto ou longo período. De repente ou conseqüentemente, você nunca mais as verá. E isso, não necessariamente, torna-se um final definitivo. Não são apenas pessoas. Trata-se de vidas, destinos, escolhas e de outras pessoas que vão surgindo ao longo do tempo e, dessa maneira, criam uma equação sem resposta que se possa julgar por certo ou errado. Pessoas somam, subtraem, dividem, multiplicam. Ás vezes não acontece nada disso. Ás vezes, tudo ao mesmo tempo. Duvido que seja possível viver totalmente sozinho, mas acho injusto culpar outra pessoa pela nossa felicidade (ou infelicidade), embora seja difícil controlar o impulso e ser realista consigo mesmo.


"So no one told you life was gonna be this way
Your job is a joke, you're broke, your love life's D.O.A.
It's like you're always stuck in second gear
When it hasn't been your day, your week, your month, or even your
year, but...
I'll be there for you (when the rain starts to pour)
I'll be there for you (like I've been there before)
I'll be there for you ('cause you're there for me too)"
-
"Então ninguém te falou que a vida seria assim
Seu trabalho é uma piada, você está sem dinheiro, sua vida amorosa é um desatre
É como se você sempre estivesse emperrado na segunda marcha
Quando não foi seu dia, sua semana, seu mês, ou até mesmo seu
ano, mas...
Eu estarei lá por você (Quando a chuva começar a cair)
Eu estarei lá por você (Como estive lá antes)
Eu estarei lá por você (Porque você está lá por mim também)"

(I'll Be There For You - Friends Theme)



Beijos mágicos.

terça-feira, 20 de julho de 2010

(Quando me esqueço)
-
Milhares de coisas que eu gostaria de colocar pra fora percorrendo minha mente
Abri a tela do computador
e todas elas fugiram
como se temessem ser reveladas
Elas, então, são supostamentes iludidas
Pois nada consegue ficar escondido do meu interior
Não por muito tempo
E quando o sol sair
Todos os sentimentos que me pertencem
sentirão o calor, a luz, o cansaço
Sentirão algo que ultrapasse eles mesmos
E essa serei eu.
-

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Não, eu não tenho um diário. Tenho um blog. Sou moderninha. Mentira. Quando acaba a energia eu me inspiro pra ver se me volta o ar - preciso escrever. Pego um papel, uma caneta e sigo meus dedos, que não apontam para mais nada além do meu coração. Eu escrevo que quando eu crescer quero ser princesa, escritora, tocar gaita ou bateria ou piano - ou os três, quero criar coisas admiráveis, quero aprender muito, brincar de mímica, quero viajar bastante, brincar de ser criança pra sorrir o máximo que puder, quero ler livros que me desliguem o pensamento, quero dançar até os pés se cansarem de doer, quero ter coragem, amor, saúde, liberdade e algum dinheiro - tudo dentro de uma necessaire baratinha que eu possa caregar comigo - dentro da bolsa. Dividindo lugar com minhas folhas amassadas, rabiscadas de sonhos e realidades de gente grande! 

Estou na fronteira
esperando
que você invada meu espaço.
Eu não tenho diário
para deixar que você me leia.
Eu estou na fronteira,
você consegue me ver?
-

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Lembranças...
Há milhares de fotos arrumadas em um álbum bonito e nas pastas do notebook. Os vídeos me recordam do barulho do momento e das risadas tão descompromissadas. Ainda restam o mapa da cidade em algum lugar da gaveta e o bilhete do metrô de Nova York guardado na carteira. Minha playlist ainda está lá... pronta para ser apreciada a qualquer hora. As músicas sempre foram uma ótima compahia. Mas agora, o contexto é outro. Não digo que seja pior ou melhor. É tudo tão diferente... Olho para tudo que me restou e apenas me lembro de como fizeram parte - diretamente - de momentos maravilhosos. Me lembro com uma sensação de orgulho próprio. Bom isso. Porém, não sinto mais o que já passou. Será por que tudo já acabou? Antes da conquista (de um território próprio), tudo que me povoava era uma ansiedade do desconhecido e um medo (pelo mesmo motivo) que me levava a seguir e alcançar meu destino. O meio foi uma vivência importante para meu crescimento, para que mudanças ocorressem agora. E agora? Agora são lembranças, saudade da cidade pacata, da vista da janela, da espera na lavanderia, dos waffles com geléia do café da manhã. Saudade de ir até ao Walmart comprar comida congelada, roupa barata e na volta passar no Dollar Tree (onde tudo vale 1 dólar) comprar pipoca, ou amendoim ou detergente. Saudade de sentir saudade da família, dos amigos, do cachorro. Saudade de dormir nos dias de folga sem ninguém pra me acordar, de lavar a louça quando quisesse mesmo que só fosse um ou dois pratos e talheres, de ficar domingo a noite vendo tv (e programas legais por sinal) muitas vezes depois de voltar do boliche. Saudade de caminhar com os amigos até algum lugar que ainda não tinhamos descoberto ou simplesmente voltar nos lugares que mais tinhamos gostado - com nossas luvas, tocas e um frio abaixo de zero. Saudade de ir ao banco trocar o cheque do pagamento e na volta observar as casas sem portões (as vezes com cercas), com churrasqueiras cobertas de neve e bagunça na garagem, embora algumas fossem bem organizadas. Uma vez na ida ao banco, estava um frio e um vento tão intensos que tivemos que parar numa locadora no meio do caminho para nos aquecer. Saudade. Me restaram os cachecois no guarda-roupa. Não é a mesma coisa. Não é o mesmo sentir, o mesmo frio, o mesmo ar. Ás vezes pego meus pensamentos por lá, querendo voltar. Mas acho que não seria a mesma coisa. Não seria a mesma novidade, a mesma ansiedade, o mesmo medo. E agora? Pra onde é que eu vou? O caminho ainda é o mesmo? Olhando para trás parece fácil e eu até encontro uma resposta. Pois quem diria que eu iria - hein?! Olhando para frente as coisas mudam. A gente se sente meio perdido no mundo que sempre nos abrigou. Chega a ser no mínimo estranho, e nesse momento: Ah.. que saudade! E agora? Pra onde é que eu vou? Eu só tenho uma condição: que seja um lugar que me deixe cheia de saudade, com lembranças eternas.


"Is there something missing?
There's nobody listening
Are you scared of what you don't know?
Dont wanna end up on your own?
You need conversation
And information"
(How You See The World - Coldplay)
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sábado, 3 de julho de 2010

"Sobre as fases da lua"...

Vou te contar um segredo. Vou te contar o motivo da saga Twilight fazer tanto sucesso. Não é por causa do peitoral do Jacob, nem pelo amor da Bella e do Edward. Isso ajuda - e muito - mas não é por causa disso. É porque as pessoas gostam de sonhar e através do filme vêem algo que sempre desejaram: alguém pra cuidar delas. Vai, me diz, confesse com todas as letras... Você nunca quis alguém que pudesse cuidar de você? Que pudesse te proteger? Alguém com quem você não se sentisse perdido? É isso que as pessoas procuram o tempo todo. É por isso que as pessoas se decepcionam o tempo todo - falo por experiência própria. Será que existe alguém capaz de cuidar da gente? Talvez. Talvez um homem ou uma mulher mais velha, que tente imitar o cuidado dos seus pais e que depois de um tempo irá precisar de cuidados, para carregar até o fim da vida a idade que colecionará na grande mochila do tempo. Entendeu porque o Edward é vampiro agora? Ele não irá envelhecer e poupará a Bella dessa parte da história (real). Perfeito. É por isso que você assiste ao filme e suspira. E se pergunta porque aquela menina sem graça tem dois pretendentes e você - que também é sem graça - não tem nenhum. A resposta? Nossa vida não é um filme. Não estou sendo pessimista, pois em nenhum momento descartei a possibilidade dela ser melhor que um filme. Mas nossa vida é real. E na nossa realidade - sem vampiros e lobisomens - temos que aprender a cuidar da gente (para não sermos devorados pelo mundo). O fato é que a gente cresce. Não queremos mais os mimos dos nossos pais. Mas queremos alguém pra continuar cuidados das partes que não conseguimos controlar sozinhos. Vai entender... Enquanto isso, o que a gente faz? Talvez seja por esse motivo que as pessoas falam tanto em autoconhecimento. Isso pode facilitar um pouco nas nossas escolhas, no nosso "controle" e na nossa proteção.

Desculpe se você não entendeu nada do que escrevi. Simplesmente olhei para a tela e pensamento aleatórios saíram de mim. Independente disso, recomendo que assista os filmes da saga Twilight (Crepúsculo).

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

DESconcerto

Pode falar o que quiser. Porque eu estou falando o que eu penso. O que eu penso? Em tudo. Tudo mesmo. Na paz mundial, nas minhas batalhas internas, no filme que vai estreiar, na música que não paro de escutar, e até na morte da bezerra. Pensando e falando sobre tudo isso, percebo que minhas atitudes não suportam mais ser apenas políticas para agradar a "boa vizinhança" que, pra te dizer bem a verdade, nem é tão boa assim. Parei de adaptar palavras. Parei de me adaptar a tudo. Quando vai chegar minha vez? A vida é feita de consequências, eu sei. E minhas sequências seguem o ritmo de um (des)concerto. Eu não quero tudo certo, seria entediante. Não quero concertar pessoas, elas perderiam a graça. Entretanto, isso não significa que eu tenha que aceitar tudo (e também não significa que eu tenha que me rebelar contra tudo). Eu só não estou aceitando MENOS. Pouco eu até aceito, se isso for tudo que você tiver. Mas menos? Ah.. isso não. Nem tente me enrolar. Tudo que você subtrair, eu descarto pra tentar concertar essa mania de tentar suportar tudo. Sou forte, na maioria das vezes, eu acho, mas tenho o direito de ser fraca também, afinal sou humana, de carne, osso e um coração sem fim - e não sou idiota (por favor, decore essa parte: não sou idiota!). Desconcertada, por ser que sim (e não sei se sou um caso perdido ou encontrado), mas idiota... não mais. Não aceito fiado, nem palavras previsíveis, nem considerações virtuais, nem sentimentos banais, entre outras coisas. Não acho que nossa vida tenha que se acostumar com isso. Porque isso é tão "menos" que ás vezes até perde o sentido e você se pergunta: "Mas o que é isso mesmo?" e ninguém responde. Ultimamente estou assim. Não há nada que me pare. Afiada. Pronta para cortar o que só ocupa espaço e não serve pra nada. Bem vindos ao meu (des)concerto!

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