sábado, 24 de setembro de 2011

SHOW ME
It's rain, but life is burning and I feel I shouldn't be just a good girl... What are you feeling?

Vamos lá, arranque minhas palavras, me deixe sem nada
porque eu quero ver o circo pegar fogo
eu quero ver você despir o pensamento
causar avoroso
Vamos lá, tire essa falta de sorriso da cara e me faça dançar
porque eu quero não me sentir estranha sozinha
eu quero ver você se movimentando sem pensar em nada
me fazendo descobrir um passo novo
Vamos lá, quebre meu espelho e pegue a realidade pra você
porque eu quero ver o reflexo dos meus olhos nos seus
eu quero ver como você reage, ama e se diverte
e agora, que vontade que te dá?
Vamos lá, me rascunhe, me passe a limpo
Faça seus traços nos espaços em branco
Deixe suas marcas em algum lugar
porque esse texto não tem dono
Vamos lá, tire essa fantasia e não me venha com essas roupas manjadas
seu nome, seu endereço, suas etiquetas, seu cartão de crédito
ah... eles não me dizem nada sobre você
Eu vou te interrogar do começo ao fim pra descobrir e você nem vai perceber
Qual é o meu nome? Você acha que me conhece garoto?
Eu nunca lhe disse que sou apenas uma boa menina
Você está escutando esse som? Vamos lá, vamos dançar.
Talvez esse seja o melhor que você pode fazer
Não se esconda, mostre quem você realmente é
O que está esperando para mostrar sua criatividade?
Eu não quero saber disso através de mensagens
Eu não quero saber, eu só estou esperando a música terminar
Eu estou decidindo se eu quero ir embora
ou deixar que você me veja através de um vidro sem poder chegar perto
Sem poder sentir nada, sem poder...
e agora, que vontade que te dá?
Vamos lá, jogue esse guarda chuva no lixo e se liberte antes que seja tarde
Está chovendo lá fora e você não pode se proteger o tempo todo
Mais tarde as ruas irão pegar fogo e você não pode se proteger o tempo todo
Qual é o meu nome? Você acha que me conhece garoto?
Eu nunca lhe disse que sou apenas uma doce menina
Mas isso também não quer dizer que sou cruel. O que você quer?
O que você quer, nem sempre é o que você tem
A vida me ensinou a fazer por onde
Me ensinou a também não acreditar em conversa fiada
As pessoas costumam dizer que podem ir muito longe
Eu não me surpreendo, difícil mesmo é se aproximar
Vamos lá, me mostre do que você é capaz.

Ps: Estou ouvindo tantas histórias ultimamente, tenho as minhas também... Resumindo: esse texto é dedicado a todos os caras que acham que nos conhecem e acham que estão fazendo a coisa certa (sempre as mesmas estratégias hein rapazes! rs)

"Baby you're a challenge, lets explore your talent"
(What's my name? - Rihanna)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um pedacinho do mundo...


" Se meu coração não se emociona mais, fiquei me perguntando o que eu estava fazendo ali. Se não sonho mais, não planejo mais, não desejo mais, não espero mais nada, o que eu estava fazendo ali?"
(Tati Bernardi)



  A semana nem bem começou e eu já tenho tanta coisa para escrever. Umas boas, outras nem tanto. Aos poucos minhas palavras vão mudando, vão se renovando ou se calando, vão embora sem se despedir... Certas coisas na vida nos deixam assim, sem palavras - simplesmente pelo fato de não ser novidade. A mente quer uma coisa, mas a intuição sabe (e como sabe) a verdadeira resposta. Não adianta insistir.

  Domingo estava falando disso com uma pessoa. Chega a ser meio triste não se surpreender mais com as coisas e com as pessoas. Mas é o que acontece depois de um tempo. Depois de perceber que o mundo ta do avesso. Ai me vem aquela música da Pitty na cabeça "Será que eu já posso enlouquecer ou devo apenas sorrir?". Então eu sorrio, porque dizem que o sorriso é o melhor remédio, cura tudo. Eu tenho que acreditar em alguma coisa. Impossível viver sem acreditar em nada.

  "Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia. Me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez.” Essa dai foi o Caio Fernando Abreu que me apareceu no facebook de alguém semana passada. Curti. De VERDADE. Então eu sorrio e tenho fé - em quem eu sou, fé na vida, nos meus sonhos e em todas as leis do universo. Eu até acredito nas pessoas, em partes, porém não creio que elas vão melhorar o mundo porque EU quero. Nem meus amigos, porque seria exigir demais deles. Amigos servem para compartilhar, apoiar, abraçar, dar conselhos... Mas a nossa vida é a gente quem faz. Ninguém mais.

  Então eu sorrio, tenho fé e não exijo mais de nada que não possa partir de mim. Nem mais, nem menos. Se for preciso, eu junto meus versos, recolho minhas frases, me remonto e desfaço daquela velha opinião formada sobre tudo. Nada de orgulho feio. Pra mim, orgulho só se for bonito.

  Hoje fiquei orgulhosa. Li minha coluna impressa numa revista linda, enquanto estava no metrô. E imaginem só... o que eu escrevi lá faz todo o sentido! Difícil explicar a sensação, até porque certas coisas não se explicam. É como se eu tivesse conquistado um pedacinho de um mundo imaginário. Mas uma coisa eu te digo... a nossa imaginação move a realidade... No final das contas, é só a gente mesmo.



Felicidade?

Disse o mais tolo: "Felicidade não existe."
O intelectual: "Não no sentido lato."
O empresário: "Desde que haja lucro."
... O operário: "Sem emprego, nem pensar!"
O cientista: "Ainda será descoberta."
O místico: "Está escrito nas estrelas."
O político: "Poder"
A igreja: "Sem tristeza? Impossível.... (Amém)"

O poeta riu de todos,
E por alguns minutos...
Foi feliz!

(O Teatro Mágico)

*

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

No embalo de um sábado inteiro...


*As conversas abaixo foram editadas, porém de maneira alguma inventadas.
E tudo se estendeu para o outro dia...
 Um fim de semana agradável cheio de boas companhias ;)

- O que ta fazendo de bom?
- Arrumando meus brincos. Jogando os velhos fora e vou sair pra comprar novos.
- Acordou inspirada hoje.
- Sim.. Quer ir junto? to com saudade de você.
- Ah, eu quero!
- Vou sair de casa as duas, te encontro lá.

- E nosso passeio ta de pé?
- Sim, claro.
- Vamos fazer o que?
- Vamos num barzinho por ai, colocar a conversa em dia.
- Aeee
- Vai vir pra cá que horas?
- Vou tomar um banho, acabar um trabalho e já vou
- To te esperando! Mas você ta bem? Ta com voz de triste ou cansada...
- To meio triste, meu passarinho fugiu. A tia cortou as assas dela, mesmo assim ela fugiu.
- Que passarinho insistente! Vem pra cá, vamos conversar que a tristeza passa.

- E ai, você ta bem?
- To e você?
- Também. Aconteceram várias coisas essa semana. Ontem foi um dia agitado.
(...)
- Mas vai ser transferido ou não?
- Acho que depois do alvoroço a probabilidade é maior para não
- Entendi...
- Vai no churras amanhã?
- Vou não...
- Ah por que?
- Acho que vou sair amanhã. Já tinha avisado que não ia.

sms:
_Se for pra Av. Nova me dá um toq, beijos.
_Nem sei se irei mais pra la. Mas amanhã iremos pra cotia ou só o cine? Bjs
_Cotia estou sem carro (...)mas o cine está de pé!! Q filme?
_Então deixa cotia pra outro dia rs. To a fim de ver Homem do Futuro, disseram que é bom. 16h no shopping, pode ser?
_Ok eu topo!! :)

- Oie.. sou eu. Viu... vou sim lá no churras, porque só vou sair as 15h30, vai dar tempo.
- Ah.. legal... que horas vai chegar?
- Lá pra meio dia. Pode ver pra mim se tem problema deu dar os 20 reais lá?
- Beleza, eu coloco sua parte e amanhã você me dá.
- Combinado. Até amanhã, bjos

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A simplicidade das coisas me encanta. Aquela letrinha do meio da frase, aquele sorriso que você não consegue controlar, aquela conversa sem restrições de nós mesmos. Aquela fotografia que te transporta para outro lugar. Aquele barulho parecido com o mar, que te leva pra longe. Aquela resposta que te surpreende. A surpresa que algumas dúvidas lhe trazem.

Eu sou assim, metade urbana demais e metade hippie. Necessito da minha internet funcionando tanto quanto necessito de uma folga de corpo e alma em algum lugar que me deixe sem sinas e sinais. Preciso dos meus momentos sozinha tanto quando preciso de gente ao meu redor. Amo a cidade, tenho uma paixão - que não sei de onde veio - pela Av. Paulista. Ontem fui a um festival de cultura popular paulista aqui perto de casa, no parque do Trote. Aquele barulho artificial de passarinho me irritou, estou tão acostumada com barulhos de carros... Mas para compensar, comprei um objeto que faz um som parecido com um barulho da natureza do que não sei direito explicar. Só sei que até meu fígado sorriu. Como se a natureza inteira tivesse vindo até mim.

A vida é isso, um equilíbrio entre a terra e o asfalto, o branco e o preto (por que não um arco-íris inteiro?), entre quem somos e quem queremos ser... De um modo geral, bem simples - principalmente quando paramos de inventar tantas desculpas para si mesmo e aceitamos que gostamos de coisas distintas. Tanto de sol quanto de chuva. Tanto de beijos quanto momentos de solidão. Tantos de sorrisos quanto dias que é preciso tirar a lágrima engasgada da garganta. Não acho que ter personalidade seja sinônimo de andar com uma etiqueta pendurada, com um rótulo especificando se você é eclético, underground, pobre, rico, negro, branco, pirado,  careta... e um discurso que diz algo do tipo: "seja sempre feliz, despreze tudo que não for rock, fique bêbado em todas as festas que for, escolha sempre sorvete de flocos...". Nós podemos ser o que a gente quiser. Podemos fazer o que acharmos melhor... Então por que se limitar tanto? Por que censurar nós mesmos e os outros? Por que gostamos de complicar o que pode ser resolvido com um simples ato de espontaneidade?

 Quer um exemplo de auto censura? Repare só ao seu redor quanta gente reunida falando sobre o tempo, novela e injustiças desse mundo. Pessoas caladas com medo de serem mal interpretadas. Não estou dizendo que temos que sair por ai falando tudo que realmente pensamos, muitas vezes é melhor mesmo manter a boca fechada. Mas isso é para  os casos trágicos, digamos assim...rs. Não acho que deveria valer para bons sentimentos ou coisas que nos pertencem. Eu não estou te pedindo em casamento se eu disser que adoro sua companhia. Nem estou dizendo que te odeio, se eu tiver de mau humor e quiser ficar na minha. Entende? 


Simples assim!


Ps: As imagens abaixo são do Danilo Siqueira da qual sou fã do seu trabalho... 
Tanta simplicidade registrada... Já disse, isso me encanta 
=)





beijos mágicos e simples.



domingo, 11 de setembro de 2011

"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo.
O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia."

(trecho de O Divã) - Martha Medeiros


Não é alegria. Não é tristeza. Não é compaixão. Não é desprezo. Sei lá o que me dá. Deve ser alguma coisa, porque também não é indiferente. Não é expectativa, nem desilusão. Não é tudo, mas também não é nada. Deve ser metade de alguma coisa, porque também não é inteiro. Não me consome, mas também não mata a fome. Pode ser o significado de uma palavra que eu nunca ouvi. Algo mais ou menos? Será? Mas não digo que seja uma perda de tempo. Talvez seja apenas a vida passando em silêncio. Talvez seja uma folga de um sentir que muitas vezes me deixa cansada. É... ontem, antes de dormir, eu pedi umas férias de mim mesma, parece que "aceitaram" meu pedido. Eu e meu espelho. Nos aceitamos. Nos olhamos fazendo com que o resto do corpo apenas cumprisse suas funções e nada mais. Sem frio na espinha, sem dores de cabeça ou de estômago, sem falta de ar, sem espanto. Chega a ser estranho a falta de conflitos internos. A vida está sendo aceita sem muitos questionamentos e com mais respostas, que nem parecem novidades. E eu que sempre desprezei as coisas mornas, sinto-me num momento necessário onde a pertubação e o caos que criamos em nós mesmos têm que deixar de existirem, para que possamos continuar a viver. 
*

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Gente

Sinto falta...
Falta gente apaixonada. Gente com mais coragem. Gente que diz mais sim que não. Gente que é. Gente que faz. Gente que sorri - por dentro. Gente que chora quando tem vontade. Gente que ri alto sem vergonha. Gente que não se esconde. Sinto falta de mais de nós mesmos. Só mais um pouquinho, vamos, sei que você consegue. Gente que abraça, que canta junto, que dança esquisito. Gente que tem palavra, frase, verso. Gente que sai da rotina, que anda descalço, que toma banho de mangueira, que brinca de esconde-esconde. Gente que ainda exerça um pouco da infância. Gente que nos dê boas surpresas. Gente mais segura e com menos orgulho. Gente que age por intuição. Gente que se joga de corpo, alma e coração. Gente sem muitos traumas e opiniões formadas. Gente que se renova a cada ano que passa. Gente com menos medos. Gente que muda. Gente com essência. Gente que se preocupa com a saúde. Gente que vê mais qualidades que defeitos. Gente que vê mais igualdades que diferenças. Gente, assim... mais gente!

Ás vezes ando na rua e vejo tantas pessoas, sérias, automatizadas, olhando para a mesma direção. Sinto falta de gente. Por onde a gente anda?

"Não sei porque mas às vezes me sinto tão bem
Mas desta vez com certeza
Vou usar meus minutos guardados
Eu tenho a paz de um riso livre
A gente, se entende, se sente, tão bem"
(A Gente - Jota Quest)
*

domingo, 4 de setembro de 2011

Conversar sobre o que acontece nos desperta algum tipo de coragem. Eu sai do cinema e aumentei o volume da música que tocava no rádio do carro. Abri os vidros e desafiei o vento que bagunçava meus cabelos. Eu queria ver você. Não me pergunte o motivo. Eu queria ver você e gastei vinte reais de combustível. Eu queria ver você, mas parece que você era apenas um fantasma sem celular. E talvez se você tivesse aparecido, você ficaria vermelho de vergonha. Eu poderia até imaginar. No caminho, todos os faróis ficaram vermelhos. Não sei se acredito em sinais, mas nem tudo que eu quero eu consigo e hoje você fez parte disso... Engraçado, pois dessa vez eu não me entristeci. Eu voltei para casa com faróis verdes. Curtindo a música do rádio. E entendendo que nem sempre preciso de mais do que já tenho. Parando pra pensar... acho que não precisamos tanto assim um do outro, o que nos torna meio "sem-graça", você não acha?!

sábado, 3 de setembro de 2011

POLITICAMENTE INCORRETO.

Chega sexta e minha mente está exausta. Essa semana eu tentei desacelerar, sair da rotina e combater de todas as maneiras possíveis o estresse diário. Deu certo, quase certo até hoje, ás 18hs.


Não teve um dia do qual cheguei ao metrô e não pensei em escrever uma carta de indignação ao prefeito, governador, presidente, ao papa. Não teve um dia do qual cheguei ao metrô e não pensei em convocar (quem dera eu tivesse esse poder) uma emissora de TV aberta para desmascarar a realidade que mostram em época de eleição.

Eu fiquei imaginando os políticos no debate se glorificando pelas estações novas do metrô, pela “facilidade”, “tecnologia”... Ah, me poupem. Não se deixem iludir, as estações novas enganam. São bonitas, porém nem tão eficazes. A transferência do metrô Consolação para a linha amarela nos horários de pico mais parece uma procissão. As pessoas que vão embarcar nos novos belos trens caminham pelo lado direito, mas têm que descer as escadas que ficam do lado esquerdo. Enquanto os que estão chegando fazem o trajeto oposto. Nessa hora não adianta pressa meu bem, porque o processo é lento.

Uma das novas estações, no caso a que eu freqüento (por necessidade, claro) a do Butantã não possui guichês de recarga de Bilhete Único na estação. Me perdoem, na verdade possui sim, são duas máquinas que nunca possuem sistema na hora que passo por lá, por volta de oito e meia da manhã, que não lhe dão troco e não aceitam cartão de débito.

Ou seja, se você acorda cedo para ir ao trabalho e descobre que está sem crédito no bilhete, foda-se. Agora, se você está voltando do trabalho lá pelas 18hs (esse horário as máquinas possuem sistema), possui uma nota de 20 reais, mas só gostaria de colocar 10 reais no bilhete, surpresa!, foda-se, pegue uma fila para trocar o dinheiro na bilheteria do metrô e depois outra fila para recarga. Ou gaste seu dinheiro obrigatoriamente para ter uma nota no valor exato. Mas se você quer recarregar 50 reais com cinco notas de dez. Insira uma nota, a máquina irá processá-la, você vai confirmar, depois vai escolher a opção de inserir mais notas, irá inserir outra nota, a máquina irá processar novamente, você vai confirmar e depois escolher a opção de inserir mais notas... Foda-se quem está na fila esperando você concluir esse longo processo.

Eu sou a favor das máquinas – quando elas tornam um trabalho manual mais eficiente. Mas me pergunto se nesse caso, colocar uma ou duas pessoas a mais gente trabalhando com recargas de Bilhete Único no metrô iria complicar tanto. Ah... Deixe-me ver se eu entendi: É legal complicar, talvez isso venda mais bilhetes de metrô e talvez isso seja mais lucrativo para a empresa privada das linhas novas e belas amarelas, IMAGINO eu.

Isso é um dos motivos deu não me orgulhar do meu país ser sede de uma copa do mundo, olimpíadas, ou qualquer outro evento internacional. É no mínimo vergonhoso, pois não acho que estamos preparados para receber visitas. Somos mal educados com os próprios membros da nossa família. Digo SOMOS porque a culpa não é só da política e da má organização do metrô de São Paulo. A culpa também é daquele cidadão que fala mal do governo, mas joga entulho na calçada do vizinho; Que joga garrafa de cerveja pela janela e reclama que o gari não limpou a rua; Que insiste em não respeitar orientações, fura fila ou sai empurrando todo mundo gerando uma seqüência de empurrões sem necessidade. Sabe aquele “jeitinho brasileiro”?! É uma porcaria. Um tentando ser mais rápido e esperto que outro.

O funcionário fala repetidamente, embarque sentido Butantã no fim do corredor a direita, mas para que andar tanto? Vamos esbarrar em todo mundo aqui mesmo e descer por aquela escada ali. Palmas, palmas, você é um grande esperto e mesquinho. O único que quer chegar logo em casa e por isso não ter obrigação de pensar no coletivo. Palmas para você!

Eu gostaria que, não só no Carnaval, na Copa ou nas Olimpíadas, os visitantes voltassem aos seus respectivos países falando o quanto somos receptivos, organizados e alegres e que isso fosse verdade. Sou a favor do patriotismo. Acho que o Brasil é um país de muitas qualidades, porém não acho que o brasileiro seja a principal delas. Claro que tudo tem suas exceções e se você se sentiu ofendido com esse comentário, você tem baixa auto-estima.

Sim, somos um povo de baixa auto-estima. Não gostamos de ouvir críticas, nem algumas verdades. Vejo muita gente dizendo que não gosta de americano sem ao menos ter conhecido um. Engraçado que muitos americanos possuem um estilo de vida melhor que o nosso – nesse caso, então, não entendo a crítica. Muita gente não gosta de Argentino por causa da rivalidade do futebol. Curioso, não achei que se eu mudasse de time isso influenciaria no meu caráter.

Adoramos fazer piadas com outros países, com os portugueses, loiras, gays e quando o ator e comediante Robin Williams resolveu fazer uma piada sobre a escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016, dizendo “Espero que ela (Oprah) não esteja chateada de perder as Olimpíadas. Chicago enviou Oprah e Michelle. O Brasil mandou 50 strippers e meio quilo de pó. Não foi justo”, nós nos ofendemos como se tivéssemos as atitudes mais corretas do mundo. Se não estamos prontos para entender que uma piada é apenas uma piada, e rir dela, (afinal, TODA piada possui um alvo) não acho que estejamos prontos para eventos sérios.

Muita coisa deveria mudar no nosso país. Talvez uma política mais justa fosse capaz de resolver algumas coisas. Talvez senão jogássemos toda a responsabilidade nas costas da política, resolveríamos muitas coisas. Talvez quando começarmos a rir das piadas certas ao invés de achar graça do horário eleitoral. Talvez se aumentarmos nossa auto-estima e diminuíssemos nossos preconceitos. Talvez. Não custa tentar.

*

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"...eu acho que um dia você será capaz de amar o mundo todo".
(frase do filme Comer, Rezar, Amar)

Sem pressa. O dia seguiu sua ordem sem me fazer correr. Deixei que subissem as escadas e depois segui. Driblei a rotina e parei para escutar um debate de escritores em pleno horário de loucura, no metrô Paraíso. Sentei no banquinho e ouvi, sem pensar em mais nada. Deixa todo mundo ir, deixa o tempo passar - a vida conversava comigo. Por minutos suficientes, eu deixei. Depois continuei. Vi um cego sorrindo e todos os outros tão sérios. Consegui um lugar para sentar, mas não estava tão cansada como quando eu vou de pé. Que ironia, mas me culpar pra que? Cheguei, desejei um feliz aniversário para minha madrinha por telefone, mas fui eu quem ganhou um presente. "-Encontrei uma cartinha que você escreveu pra mim. Pela letrinha, você devia ter uns 6 anos". E nesse momento eu sorri, assim como o cego. Depois jantei e liguei a TV. Comer, Rezar, Amar. Na metade. Queria ter visto ontem, mas ontem eu estava com pressa, com sono e quase com uma obrigação de dormir cedo. Hoje não. Hoje eu deixei o banho para depois e não me importei de dormir com o cabelo molhado. E assim, eu revi uma história linda da qual sempre mexe comigo. Me deu vontade de escrever um livro inteiro, ou no mínimo uma carta para outra pessoa. Pensei em pedir desculpas por dois, pensei em explicações e em me explicar. Mas quer saber? Não há nada para se desculpar, nem se explicar. Depois disso, pensei em para de tentar achar respostas. "Se você ama, então ame. Se sente saudades, então sinta saudades. E toda vez que lembrar, emane amor e luz para o mundo". Resolvi seguir algumas mensagens do filme. Simplesmente sentir o que sinto e de algum modo, transformar isso em algo bom. Equilibrar a vida, talvez seja simplesmente deixar a vida ser vivida.

Obs: 
Tomara que, um dia, nós sejamos capazes de amar o mundo todo!


beijos.



terça-feira, 30 de agosto de 2011


PLEASURE, MONEY, LOVE and the CITY.

Semana passada estava assistindo um episódio de Sex and the City com um amigo quando comentei que me identifico com a Carrie, pois ambas escrevemos o que sentimos, fazemos questionamentos sobre o que vivenciamos e tentamos entender aquilo que, muitas vezes, já sabemos, mas não aceitamos. Nós amamos a cidade, gostamos tanto de um bom livro quanto de uma revista cheia de bobagens. Nós nos damos muitas chances, mesmo quando isso envolve dar chances a pessoa errada. Nós quebramos com a cara, fazemos bico, ficamos tristes e nos reerguemos. Depois de exercer nosso lado frágil, somos fortes suficientes para sorrir e não desistir. O tempo passa, a gente amadurece, ganhamos um número a mais na idade a cada ano, mas uma coisa não passa. O amor, Ou a procura de uma parte dele (porque eu já tenho uma porcentagem dentro de mim). Um amor que não peça muito, mas que seja tudo que falta. Um amor que me tire as palavras. Um amor que nos aceite, que nos descomplique. E que seja real. A Carrie de salto alto e eu evitando qualquer coisa que me faça tropeçar... Somos assim, do nosso jeito. Claro que eu não fiz esse discurso. Apenas citei o gosto por escrever e ouvi um comentário inocente (ou sou eu que ainda sou inocente). Ele disse que ao menos ela ganhava dinheiro escrevendo. Dei um sorriso morno, não me defendi e resolvi me calar. O episódio estava interessante e nem sempre vale a pena lutar para provar quem somos. Pode ter sido uma simples brincadeira, acontece que esse assunto não me saiu da cabeça e eu não sosseguei até escrever esse texto.

Será que nossa vida se transformou num grande puteiro onde nossos prazeres possuem a obrigação de serem remunerados?

Há quem diga que dinheiro não trás felicidade. Eu concordo e discordo – tudo ao mesmo tempo. Na verdade, tenho outras teorias. Dinheiro é importante sim, trabalhamos para isso. Dinheiro te ajuda a realizar desejos, te trás conforto e a sensação maravilhosa de ir ao shopping e voltar com sacolas nas mãos. Mas tem coisas, além da saúde, que dinheiro nenhum pode lhe proporcionar: PRAZER. (de ser você mesma, de seguir seus instintos,  de estar em boa companhia, de estar em paz em qualquer lugar que possa estar e até o prazer que deixa as pernas bambas...)
Tenho prazer em escrever, seja um texto, uma carta, um cartão, um resumo... Desde a infância. Não me lembro de ter escolhido me identificar com isso. Isso é uma parte do que sou e não do que eu faço. E, sinceramente, não acho que dinheiro seja a melhor forma de recompensa por eu ser fiel a mim mesma. Aliás, acho que as pessoas confundem muito reconhecimento com remuneração. Eu por exemplo, já trabalhei em um lugar que depositava meu pagamento em dia e mesmo assim não me sentia reconhecida pelo meu trabalho.  Ser remunerada é bônus, é lucro (literalmente), mas muitas vezes a vida nos presenteia de outras formas. Com gestos de valores grandiosos. É quando percebemos que o dinheiro simplesmente perde seu valor quando nossos VALORES estão em alta.






beijos urbanos!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Desconectados.

O sinal lá em casa não tá muito bom, a conexão cai toda hora. A vida... vai pelo mesmo caminho. Me conecto e desconecto na velocidade de uma lembrança. Acordo desconfigurada. Faço meus backups e até a hora de dormir estou novamente formatada. Todo dia é assim. Minha memória não é das melhores. Ainda resta algum espaço vazio dentro de mim, reservado para o que eu ainda não sou, para aquilo que eu ainda não tenho. Quando eu estiver nos meus dias de lentidão, meu bem, não se preocupe. Uma hora eu volto a funcionar. No outro dia, quem sabe. Agora quando eu estiver veloz, é melhor você se segurar. Quero tudo pra hoje. Quero uma viagem, um desafio, um ingresso de um bom show e quero você. Pani no sistema! Não adianta reiniciar. Vai ser assim até que alguma coisa aconteça, até que minha página saia fora do ar. Você pode até tentar fazer um download do meu sorriso, dos meus olhos verdes, do meu cheiro das minhas metáforas. Você pode tentar anexar alguns dados coisa dentro de mim. Mas vou logo dizendo. Eu não tenho jeito. Na verdade, eu até tenho. É você que não tem jeito comigo, porque meu coração não byte. Ele bate - e forte. Intensamente. Meu coração feito de pixels que não acabam. Meu coração que de tanto ser distorcido, ajeitado, desconcertado e arrumado, eu receio que, um dia, perca a qualidade. Sorte minha que não sou feita de imagem. Não sou plugada. Não dependo de sinais (embora insista em ler sobre signos). Não vim com manual de instruções. Quer ter acesso a minha verdade? Não precisa de senha. Esqueça o facebook, o orkut, o twitter. Leia meu blog de vez em quando. Não sou um site, um livro, mas se quiser mesmo descobrir terá que me ler - mesmo quando quando eu prefiro manter a folha em branco e o quarto em silêncio. Talvez eu seja aquele verso que gosto tanto, o meu chocolate preferido, uma caminhada sem destino, o tédio do domingo ou até um mouse que descobre caminhos e busca respostas... É preciso ter paciência. É preciso mais coragem pra olhar nos olhos e dizer o que se quer. É preciso processar mais sentimento ao invés de dados - o que, se eu não me engano, essa vida cibernética está nos tirando.


beijos.


sábado, 13 de agosto de 2011

Hoje sobra um espaço

Uma veia que não pulsa
um ritmo que não toca
Uma falta de vergonha na cara
que se ressalta
Essa cumplicidade tamanha
com o travesseiro
Um pensamento que se esvai
sei lá
é assim, assim...
tem como evitar?
tem remédio que faz passar
o que já passou?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Everyday.

Eu quero alcançar meu pior medo. Eu quero o amor em sua forma mais pura. Sorrisos que não exigem nada em troca. Eu quero pintar o céu de azul piscina. Mergulhar. Eu quero dançar quando anoitecer. Dormir olhando as estrelas. Eu quero que seu silêncio converse comigo. (...). Eu quero correr e corrreeeeeeerrrrr enquanto eu tiver FORÇAS. Até que meu joelhos caiam ao chão e implorem por algo +. Até que minha prece seja alcançada. Até que meus olhos desvendem oOs mistérios desse mundo, eu estarei correndo... Minhas ruas não possuem nome, mas o sangue que movimenta meu corpo sabe exatamente onde estou. Onde eu deveria estar. Mesmo quando a cabeça parece estar fora do lugar. Onde eu deveria estar. Alcançando o raio de luz que atravessa meus olhos. Esse é o momento da rendição. Eu tenho que me entregar a vida. Eu irei me entregar a mais um belo dia. Nós morremos e nascemos aqui mesmo, sem parar de respirar - Alguém já lhe disse isso? Nós morremos e nascemos aqui mesmo. Everyday. É apenas o momento de se render, de correr, de gritar, de dançar, de amar, de lutar. Everyday.

"Deitado no parque em um dia bonito
Raios solares na grama e as crianças brincando
Bombeiros passam com as sirenes vermelhas ligadas
A casa de alguém está queimando
Em um dia como esse
E a noite vêm e esta indo embora
No degrau da frente um carro vai
Com as janelas abaixadas
E essa música de guerra está tocando
Porque não podemos ser amigos ?
Alguém esta gritando e chorando
No apartamento acima

Como é engraçado
Se você pensar sobre isso
Alguém esta com fome
Enquanto alguém como fora
Como é engraçado, não é certo ou errado
O coração de alguém esta partido
E sua torna a sua canção favorita
 O modo como a sua boca se sente
No beijos de um amante
Como um belo passaro na brisa
Ou a água com o peixe
A explosão de uma bomba faz um prédio
Cair ao chão
Ouça a risada
Enquanto as crianças brincam de guerra

Como é engraçado
Se você pensar sobre isso
Uma criança caminha 10 milhas para a escola
Outras abandonam
Como é engraçado, não é certo ou errado
No ultimo suspiro de um soldado
O seu filho nasce
Sobre uma ponte
Observando a água passar em baixo de mim
Deve ter sido muito mais dificil
Quando não tinha ponte, somente água
Agora o mundo é pequeno
Comparado com o que era
Com montanhas e oceanos e ventos
E rios e estrelas

Observe o céu
Um avião a jato fora do meu alcance
Tem alguém ai em cima
Olhando para mim aqui em baixo ?
Um garoto persegue um passáro
Tão perto, mas todas as vezes
Ele nunca o pega
Mas ele não pode parar de tentar"

(Funny The Way It Is - Dave Matthews Band)

*

domingo, 7 de agosto de 2011

Amanhã....

"Cause baby, we ain't got nothing without love"

Amanhã tudo voltará a ser diferente. Eu estou conseguindo, eu estou conseguindo e repito isso como se você precisasse acreditar. Não baby, agora nós estamos em outro lugar. Um passo de cada vez e eu estou reaprendendo a andar. Repare só como crescemos. Possuimos asas, alguma teimosia e uma vontade de não sei o que da qual não passa. Não dormimos mais oito horas por dia e ficamos cansados, o que pode nos trazer alguma impaciência. Mas os dias passam tão rápido... Eu tenho a impressão de que não temos tempo sufuciente, porque o tempo nos leva para ruas paralelas. Você sempre está ao meu lado, não junto a mim. Será que isso importa? Eu não quero mais saber se você não quiser me mostrar. Eu não quero tentar entender se você não souber explicar. Eu tenho tantas coisas para pensar... Mas você está lá, preso em meu pensamento, enquanto eu estou aqui tentando cuidar de mim. Eu tenho tanta coisa para fazer... Para você, pode parecer sem importancia, mas eu queria lhe contar que estou conseguindo. Olhe só meu pulsos fortes, olhe só minhas pernas caminhando, olhe só meu coração pulsando, minha mente criando... Eu estou gostando tanto de mim. Eu queria tanto te fazer sentir o mesmo. Eu queria tanto te fazer sentir... Mas isso eu não posso. O que construimos em cima de outras pessoas, uma hora ou outra, acaba desabando e só resta você com você mesmo. Restam lágrimas, sorrisos, alguns amigos e minha mão para você segurar. Ah... só você saberá a hora certa. Só estou te dizendo isso, porque foi assim que aconteceu comigo. Eu estou aqui, rindo com você. Eu ainda tenho dúvidas sobre tudo do mundo, mas eu continuo a mesma com algumas histórias novas pra contar.


*Enquanto escrevia ouvi várias vezes as músicas "Best thing I never Had" e "1+1" da Beyoncé...
Por algum motivo me senti inspirada. Por algum motivo me senti reinventada.
Boa noite.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Amor incondicional não existe.

Desde semana passada venho martelando um assunto na cabeça... Sabe esse tal de amor incondicional? Acho que não existe. (Estou sendo radical? Pode ser). Talvez pelo nossos pais, pelos filhos (eu não tenho, mas acredito que deve ser assim), pelos nossos fieis bichos de estimação e por nós mesmos, mas não por aqueles que, por algum momento, acreditamos amar loucamente, acreditamos amar sem fim. Então por que passamos a vida procurando alguém que se encaixe perfeitamente, alguém sem muitos defeitos e que aceite nossos defeitos sem questionar muito, que caiba em nossos planos, que caiba em nossa vida sem precisarmos abrir mão de muita coisa, que não faça muita bagunça, alguém que nos faça se sentir melhores quando deveríamos fazer isso sozinhos...? Ficamos cada vez mais frustrados, porque essa pessoa não existe. E ficamos cada vez mais frustrados porque nossa tática de nos moldar ao outro ou fazer com que o outro se molde a nós não dá certo. E nunca vai dar certo, porque é verdade quando a Fernanda Mello diz que "...amor não é apenas sorte. Não pensem também que amor é a solução pra todos os nossos problemas. Não. Amor não é solução. Amor é prêmio. Recompensa feliz para quem – afinal de contas – conseguiu manter-se fiel a si mesmo.”. Sei lá, acho que o amor deve dar certo quando você começa a amar a si mesmo e deixar que o outro faça o mesmo. Quando você começa a respeitar seus limites e deixar que o outro faça o mesmo. Quando você percebe que ainda sabe muito pouco da vida e permite-se aprender. Eu amo muitas coisas, mas de maneiras diferentes e talvez não o tempo todo. Eu confesso que sei muito pouco do amor, se é que sei de alguma coisa, mas uma coisa eu te digo... Pode existir respeito sem amor, mas não existe amor sem respeito. E é tão bonita essa coisa de aceitar e ser feliz. É preciso merecer o amor, por diversas razões, por isso eu digo que amor não é incondicional. A única condição é não desconsiderar, de forma alguma, o nosso amor próprio.
"One love, we get to share it
Leaves you, darling, if you don't care for it."
(One - U2)


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