terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um pedacinho do mundo...


" Se meu coração não se emociona mais, fiquei me perguntando o que eu estava fazendo ali. Se não sonho mais, não planejo mais, não desejo mais, não espero mais nada, o que eu estava fazendo ali?"
(Tati Bernardi)



  A semana nem bem começou e eu já tenho tanta coisa para escrever. Umas boas, outras nem tanto. Aos poucos minhas palavras vão mudando, vão se renovando ou se calando, vão embora sem se despedir... Certas coisas na vida nos deixam assim, sem palavras - simplesmente pelo fato de não ser novidade. A mente quer uma coisa, mas a intuição sabe (e como sabe) a verdadeira resposta. Não adianta insistir.

  Domingo estava falando disso com uma pessoa. Chega a ser meio triste não se surpreender mais com as coisas e com as pessoas. Mas é o que acontece depois de um tempo. Depois de perceber que o mundo ta do avesso. Ai me vem aquela música da Pitty na cabeça "Será que eu já posso enlouquecer ou devo apenas sorrir?". Então eu sorrio, porque dizem que o sorriso é o melhor remédio, cura tudo. Eu tenho que acreditar em alguma coisa. Impossível viver sem acreditar em nada.

  "Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia. Me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez.” Essa dai foi o Caio Fernando Abreu que me apareceu no facebook de alguém semana passada. Curti. De VERDADE. Então eu sorrio e tenho fé - em quem eu sou, fé na vida, nos meus sonhos e em todas as leis do universo. Eu até acredito nas pessoas, em partes, porém não creio que elas vão melhorar o mundo porque EU quero. Nem meus amigos, porque seria exigir demais deles. Amigos servem para compartilhar, apoiar, abraçar, dar conselhos... Mas a nossa vida é a gente quem faz. Ninguém mais.

  Então eu sorrio, tenho fé e não exijo mais de nada que não possa partir de mim. Nem mais, nem menos. Se for preciso, eu junto meus versos, recolho minhas frases, me remonto e desfaço daquela velha opinião formada sobre tudo. Nada de orgulho feio. Pra mim, orgulho só se for bonito.

  Hoje fiquei orgulhosa. Li minha coluna impressa numa revista linda, enquanto estava no metrô. E imaginem só... o que eu escrevi lá faz todo o sentido! Difícil explicar a sensação, até porque certas coisas não se explicam. É como se eu tivesse conquistado um pedacinho de um mundo imaginário. Mas uma coisa eu te digo... a nossa imaginação move a realidade... No final das contas, é só a gente mesmo.



Felicidade?

Disse o mais tolo: "Felicidade não existe."
O intelectual: "Não no sentido lato."
O empresário: "Desde que haja lucro."
... O operário: "Sem emprego, nem pensar!"
O cientista: "Ainda será descoberta."
O místico: "Está escrito nas estrelas."
O político: "Poder"
A igreja: "Sem tristeza? Impossível.... (Amém)"

O poeta riu de todos,
E por alguns minutos...
Foi feliz!

(O Teatro Mágico)

*

3 comentários:

Danilo disse...

!..compartilho das suas idéias quando vc diz que as pessoas estão realmente desgosotosas com certos acontecimentos que não se abalam nem se surpreendem mais como antes e acabam agindo com indiferença. E no que diz respeito a fé não sou muito religioso mas se perdemos a fé em nós mesmo como podemos pedir para que outros acreditem nós. Seguimos nossos próprios caminhos quem vier para somar será sempre bem vindo...! Adorei continue escrevendo que eu continuo lendo.

Tatiana Camilo disse...

Então Dan...minha ideia de fé é bem diferente de religião. Sempre vi as duas coisas como distintas.
É como te disse domingo, não dá pra esperar muito das pessoas. Nós somos nosso próprio ponto de partida, pois somente nós mesmo sabemos o que sentimos, o que noz faz feliz ou o que simplesmente não queremos para si. E assim.. atraímos o bem seja ele qual for.

Ludmila Melgaço disse...

"Eu até acredito nas pessoas, em partes, porém não creio que elas vão melhorar o mundo porque EU quero."

Preciso tanto aprender isso, sabe Tati?

Na correria do dia, na rotina, na hora que tudo parece desabar... se a gente não acreditar em nada (nem que seja em si mesmo) nem tentar fazer diferente, mudar o que for preciso, a vida perde o sentido. E a culpa é toda nossa.

(Parabéns pela revista!)
Beijooo! =D