Deixe As Chamas Começarem (Let the flames begin - Paramore)
Que vergonha nós nos tornamos coisas tão frágeis e despedaçadas.
Da lembrança só sobrou
Apenas uma minúscula faísca.
Eu dei todo o meu oxigênio
Para deixar as chamas começarem, então deixe as chamas começarem
Oh glória, oh glória
É assim que vamos dançar quando
Quando eles tentarem nos desanimar
É assim que vai ser (Oh, glória)
Em algum lugar a fraqueza é a nossa força
E eu vou morrer procurando por isso
Eu não posso me arrepender
Por tanto egoísmo
Minha dor e todos os problemas causados
Não importa o quanto durem
Eu acredito que exista esperança
Enterrada por baixo de tudo
E se escondendo embaixo de tudo e
Crescendo por baixo de tudo
É assim que dançaremos quando
quando eles tentarem nos pôr pra baixo
É assim que nós vamos cantar(oh)
É assim que ficaremos quando
queimarem nossas casas
É assim que vai ser, oh glória
Alcançando conforme eu afundo na luz.
É assim que dançaremos quando
quando eles tentarem nos pôr pra baixo
E assim que nós vamos cantar(oh)
É assim que ficaremos quando
queimarem nossas casas
É assim que vai ser, oh glória
*
*
domingo, 19 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Algum lugar.
Eu nunca gostei de ter que fazer planos pra todas aquelas coisas que não dão certo. (Me diz... Vai ficar tudo bem?). Eu começo a perceber que, na verdade, eu nunca gostei muito de telefone quando eu tenho que afastá-lo de mim. Eu não quero mais atender todas as expectativas sem sentido que um dia eu disquei. Eu não quero mais atender todas as vezes que iremos nos despedir (Por que não conseguimos realmente ir?). Dizem que é tudo uma questão de tempo. É inverno, está bem frio lá fora. Aqui dentro não está muito diferente. Talvez meu corpo sinta por volta de dois graus e a coberta demore um pouco para esquentar. Mas é tudo uma questão de... Bom, acho que eu não iria conseguir conviver com isso por muito tempo. Todas as noites antes de dormir, eu coloco uma música bem baixinho e penso em tanta coisa... Você ficaria louco se pudesse ler minha mente. Mas talvez você não ficaria, você iria de qualquer maneira. De qualquer jeito eu ficarei bem e eu irei para algum lugar também. Eu já estou começando a fazer planos para os dias vazios e você não poderá me culpar se eu enchê-los de bobagem. Você não poderá me culpar se eu ocupar meus dias com tantas outras coisas que não sejam você. (Eu espero me sentir tão bem quanto nos dias em que você estava lá). Sim, de qualquer jeito eu ficarei bem e eu irei para algum lugar também. Pode não ser agora, mas é tudo uma questão de tempo. Eu irei comprar uma nova história pra ler, eu irei dormir na casa de alguém, frequentarei algumas festas, arrumarei um novo emprego. É tudo uma questão de... querer que tudo fique bem.
"Oh, metade do meu coração tem o controle da situação
Metade do meu coração toma o tempo que precisar
Metade do meu coração tem juízo para te dizer que não posso continuar te amando
Oh, com metade do meu coração"
(Half of my heart - John Mayer)
-
sábado, 4 de junho de 2011
"Eu subo, eu tropeço, eu caio.
Procurando as suas mãos
Mas eu deito aqui sozinha
Suando todo o seu sangue.
(...)Respirar por amor amanhã
Porque não há nenhuma esperança para hoje
Respirar por amor amanhã
Porque talvez haja outra maneira"
(Breathe - Paramore)
"...E cedo ou tarde se acaba
Eu só não quero ficar sem você essa noite
E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito para não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu"
(Iris - Robert Pattinson)
Procurando as suas mãos
Mas eu deito aqui sozinha
Suando todo o seu sangue.
(...)Respirar por amor amanhã
Porque não há nenhuma esperança para hoje
Respirar por amor amanhã
Porque talvez haja outra maneira"
(Breathe - Paramore)
"...E cedo ou tarde se acaba
Eu só não quero ficar sem você essa noite
E eu não quero que o mundo me veja
Porque eu não acho que eles entenderiam
Quando tudo é feito para não durar
Eu só quero que você saiba quem sou eu"
(Iris - Robert Pattinson)
sexta-feira, 3 de junho de 2011
"Então misture tudo dentro de nós, porque ninguém vai dormir nosso sonho..."
(Muito estranho - Nando Reis)
Ninguém realmente sabe o que se passa na nossa cabeça antes de dormir. O que nos faz passar uma noite em claro ou cair de sono. Ninguém sabe a profundidade dos nossos sonhos. E mesmo que tivessem uma ideia mínima, eles achariam sem sentido. São sonhos! E nos sonhos podemos tudo, até o dispertador tocar, os olhos se abrirem e o sol gritar (mesmo quando escondido entre nuvens) que a vida continua. A gente tem que tomar cuidado pro sonho não virar ilusão, não atrapalhar a realidade. Sonho é sonho - e tem gente que se alimenta disso (dizem que é doce). Mas tem sonho que vira desejo (dá até lombriga no pensamento de tanto desejar). Esse aí a gente tem que realizar. Questão de honra. As pessoas conseguem ter uma noção pequena dos nossos desejos - se a gente falar. Mas somos os únicos que conseguimos visualizar suas cores. Sim, eu sempre achei que cada desejo possui uma cor. Já escolheu a sua? Lá vamos nós tentar encontrar o fim do arco-íris. Tarefa fácil? Nenhum pouco. Quem disse que seria? A gente anda, anda, os dias passam e passam. A gente cansa, para pra descansar e depois continua. Um dia a gente alcança. Pelo menos eu acredito. Tem que ser assim, se não for, como vai ser? O que eu sei, é que ás vezes nem todo desejo é como a gente quer. E aí, como é que faz? Cada um se vira como pode. A maioria vai dormir, sonha e escolhe outro desejo pra começar tudo de novo. Talvez tenhamos mais sorte nesse. Talvez esse seja mais colorido, tenha mais cores, seja mais doce e nos dê mais lombrigas. Então esse, a gente vai ter que realizar de qualquer jeito. E se não tiver jeito? No começo a gente fica sem jeito, vai dormir chorando e acaba sonhando de novo. A vida é assim... um dormir e acordar dentro de um sonho sem fim.
"Podemos fingir que os aviões no céu à noite são como estrelas cadentes
Eu poderia realmente usar um desejo agora, um desejo, agora, um desejo agora"
(Airplanes - BOB)
E aí?
Qual é seu desejo mais profundo?
O que você realmente quer?
quinta-feira, 2 de junho de 2011
E se nada mudar?
Caos do transporte público. Sei que o assunto é chato, mas me inspirou a escrever esse post.
E essa greve hein? Acho que seria melhor abrirem as catracas e deixar todos entrarem sem pagar, ao invés de deixar o povo que só quer trabalhar ou estudar amontoado, tendo que se explicar pro chefe, tendo que acordar cedo para verem metrôs hiper lotados passarem na sua frente. E tudo isso causado pela greve do trem. Salve-se quem puder! Hoje em dia é bem assim. Não sei vocês, mas do meu salário descontam uma taxa do sindicato. E é esse tal sindicato aí que faz essa tal de greve. Resumindo: Olha aí o que eles fazem com a gente! Injusto, não? Muito. No meio disso tudo, vi uma velhinha segurando um embrulho amarelo, deveria ser um presente para alguém. Diante dos meus olhos, aquele embrulho iluminou o metrô e me fez pensar... É isso que a gente ganha depois de pagar taxa pra sindicato a vida inteira? A gente vai envelhecer no meio do caos? Sei lá, não sei nem o que pode acontecer semana que vem, coisas mudam num piscar de olhos. Mas essa manhã me deu medo de ver o tempo passar, de envelhecer. Não pelo ego, pelas rugas, e pelos fios brancos que algum dia terei que pintar. Deu medo de envelhecer e perceber que o mundo não melhorou, que ainda é "cada um por si" e "salve-se quem puder", que o mundo continua o mesmo.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Dá pra ver (ou você acha que eu não prestei atenção?)
Dá pra ver no seu olhar
Um desespero disfarçado num sorriso
Uma prece para que os dias voltem a ser como antes
Você já teve dias melhores, eu sei
E pode parecer clichê tudo que eu tenho pra te dizer
Talvez você possa nem acreditar
Mas depois da tempestade, a tendência é melhorar
E sim, tudo vai passar
Você correu o dia todo
E descobriu que não saiu do lugar
Somos ansiosos demais, queremos deixar tudo pra trás
E no meio disso tudo, o vento sopra mais forte
São pequenos movimentos que fazem a diferença
Mesmo quando você fica onde está
São pequenos gestos que fazem a diferença
A diferença é a gente - juntos - em qualquer lugar
Esse último verso foi inspirado na música Better Together
que eu escuto o Jack Johnson cantar através de um fone
E todos os outros versos são uma tradução particular
da sua voz que eu ouvi ontem através do telefone
Dinheiro não é nada nem tudo
Ás vezes parece ser a única saída,
a única coisa capaz de mover o mundo
O bom é que depois de tudo, ainda resta o amor.
Dá pra ver no seu olhar
Um desespero disfarçado num sorriso
Uma prece para que os dias voltem a ser como antes
Você já teve dias melhores, eu sei
E pode parecer clichê tudo que eu tenho pra te dizer
Talvez você possa nem acreditar
Mas depois da tempestade, a tendência é melhorar
E sim, tudo vai passar
Você correu o dia todo
E descobriu que não saiu do lugar
Somos ansiosos demais, queremos deixar tudo pra trás
E no meio disso tudo, o vento sopra mais forte
São pequenos movimentos que fazem a diferença
Mesmo quando você fica onde está
São pequenos gestos que fazem a diferença
A diferença é a gente - juntos - em qualquer lugar
Esse último verso foi inspirado na música Better Together
que eu escuto o Jack Johnson cantar através de um fone
E todos os outros versos são uma tradução particular
da sua voz que eu ouvi ontem através do telefone
Dinheiro não é nada nem tudo
Ás vezes parece ser a única saída,
a única coisa capaz de mover o mundo
O bom é que depois de tudo, ainda resta o amor.
"Mas estes fizeram tempos como estes
E tempos como aqueles
O que será será,
E assim vai... e sempre vai e vai,
E vai e vai..."
(Time Like These - Jack Johnson)
*
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Eu queria ser 4 Tatianas. Uma delas se dedicaria ao design. A outra, seria dançarina. A outra, ganharia um bom dinheiro vendendo imóveis - segundo o namorado. E outra tiraria folgas com frequência para ir ao dentista, frequentar aulas de Ioga, fazer exames de rotina, alugar o vestido pra festa, almoçar com a amiga, fazer a unha, ir à Santa Efigênia comprar umas coisinhas... Mas eu sou apenas uma. E preciso estabelecer prioridades. Dá um trabalho danado colocar a vida em ordem. Ás vezes, o que está no topo da lista te faz esperar, te cansa e você tem que ficar explicando para os outros porque você ainda está alí, esperando, tentando, acreditando. E você tem vontade de jogar tudo pro alto, de esquecer as prioridades, de arriscar até a última moeda que você tem no bolso, mas seria injusto com você mesma (seria?).
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Peace & Love
A campainha tocou. Eu sabia que era você o lado de fora. Meus olhos percorreram sua imagem enquanto eu caminhava em sua direção. Abri o portão e você me viu de olhos inchados, de cara amarrada, com a voz lutando pra sair sem alguma lágrima. Ainda assim, do canto da minha boca saiu um sorriso. E apesar de todas as coisas que eu estava pensando naquele momento, eu parei tudo pra ver você chegar. Foi um sorriso sincero. Você me perguntou estava tudo bem, eu fiz que sim com a cabeça porque depois de uma semana, sentir seu abraço era prioridade. Mas você sabia que eu menti, então me abraçou ainda mais forte e meu corpo ficou mais leve, minha cabeça aterrissou no seu ombro. Eu tentei explicar, mas não consegui. Fiquei presa a essa mania chata de querer ser forte, inabalável, resistente - pra não correr o risco de ser chamada de mimada. Dei apenas algumas dicas - do que mesma estava tentando entender - pra você não pensar que eu estava louca. Depois de algumas tentativas, sei lá se você entendeu o que eu queria dizer. Uma coisa é certa: você entendeu que eu queria você do meu lado. E alí estava você, dizendo que eu poderia ser eu mesma. Meus dedos percorreram suas costas, passearam pelos seus braços e se entrelaçaram em sua mão. Você me chamou de linda, palavra que eu adoro ouvir saindo da sua boca, não para alimentar o ego, mas porque você a faz ter outro sentido. Eu deixei você me levar... E a gente foi, mesmo sem saber pra onde estava indo. E a gente encontrou a paz pelo caminho.
domingo, 15 de maio de 2011
Re-clamo.
Minhas pernas formigam. Pessoas passam por mim com seus guarda-chuvas, não consigo enxergar seus rostos. São apenas borrões que se movimentam em direção oposta a minha. Escuto reclamações por todos os lados. Eu reclamo por dentro. O caixa do mercado estava lotado, eu gastei mais tempo do meu horário de almoço em uma fila como o de costume. Apesar disso, não entendo o motivo d'eu comer tão rápido, engolir a comida, engolir o dia. A distância entre a minha tarde e minha noite parece aumentar, mas isso é apenas a impressão que o trânsito causa. É sexta 13 - grande merda. Algumas causas deixam-me um pouco entristecida. Coisas que eu deveria simplesmente deixar pra lá. Me pergunto se é bobagem minha. Até o momento que escrevo esse texto, acho que não. Porém, sei que depois de um tempo - ás vezes breve - tudo vira bobagem e voltamos a dar risada. Ao chegar em casa, encontro um envelope com MEU nome aberto. (Quem ousa?) Eu sei quem e já sei até que leu páginas do meu presente antes de mim. Sinto-me invadida. Como se uma pequena importância pouco importasse. Talvez não importe mesmo e isso chega a ser triste, ou talvez eu que estou me importando demais. Pego o celular e disco um número que me acalme. Ele não atende. Então começo a escrever esse texto. Minha fuga sem sair do meu quarto. Minutos depois o telefone toca. É ele, que não tem nada a ver com a angústia - pelo contrário - cujo a voz me abraça. Eu não consigo falar muito pelo fato de querer falar tudo que estou sentindo. Mas acho que ele não iria entender, até porque nem eu entendo direito. Imagino que a noite de sono irá dissolver meu drama. Então paro de imaginar coisas e durmo. Vem o fim de semana e eu fico em paz.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Somar.
Não me mande fazer contas, odeio matemática,
mas acho que na vida, somar é fundamental.
mas acho que na vida, somar é fundamental.
Desde ontem tenho vontade de escrever um texto aqui no blog, mas não sei bem o que escrever. Quando a gente tá triste é mais fácil. Tem um foco e vai fundo na emoção. Escreve palavras para que elas não rasguem nossa pele. E eu não estou triste. Não mesmo. Minha vida não é perfeita, liguei o "piloto automático" no trabalho, o saldo da minha conta bancária não está nos seus melhores momentos e sempre tem alguma coisa pra gente "aturar". Mas existe coisas bem maiores que isso. Aquelas que nos fazem sorrir ao final do dia e agradecer antes de dormir. Dizer que estou feliz parece injusto, afinal, apesar dos imprevistos e improvisos, feliz eu sempre fui (talvez seja por isso que felicidade se vive mais do que se escreve). Acontece que, com o passar do tempo, nós temos o "poder" de adicionar coisas a nossa felicidade. Adicionamos momentos, pessoas, manias, paixões, e por aí vai. Compartilhamos. De repente a gente percebe que ser feliz é fácil, amar é fácil, sorrir mais fácil ainda e que o que nos limita é uma coisa chamada medo. Uma vez eu li ou ouvi - não lembro direito - que medo é bom, ruim é medo de ter medo. Concordo. Eu tenho um medinho, lá no fundo do peito, de não arrumar o emprego que tanto quero, de não conseguir juntar dinheiro pra fazer a viagem dos meus sonhos, de descobrir que bati com a cara no chão, que estava bom demais, que não era nada daquilo, que acreditei, que amei sozinha... Medo eu tenho e muitos. Mas prefiro tratá-los com insignificância (Afinal, é assim que merecem ser tratadas as coisas que não nos deixam ir mais longe) e não negar a felicidade. Prefiro prestar atenção na intuição do que ao medo. Vale mais a pena, acredite. A vida sempre me deu sinais de que minha intuição é forte (meu santo também! rs). A gente pode até se enganar, ás vezes, mas a vida não engana a gente. Ela coloca alí, bem na nossa frente, as causas das quais temos que abraçar, as coisas pelas quais temos que lutar, pessoas para aprendermos a amar, e situações que temos que passar para crescer. "Eu fico com a pureza da resposta das crianças: É a vida, é bonita e é bonita..."
*
segunda-feira, 18 de abril de 2011
O equilíbrio
A menos que esteja escrito na embalagem ou você tenha um super dom de saber o peso exato das coisas, fica difícil balancear as situações na nossa vida, para não tombarmos demais para um lado ou para o outro. Se a situação ainda for algo novo, vixe, haja intuição, flexibilidade e postura!
"Eu queria era dizer diferente
Aquilo que todo mundo sente
Mas não consegue expressar
Meu trapézio balançando lento
Preso bem lá no firmamento
E eu tentando me equilibrar"
(Trapézio - Pitty)
E tratando-se de algo novo, não me culpo se descobrir o equilíbrio por ter perdido um pouco dele - momentaneamente. Afinal, é preciso conhecer o peso do oposto para saber de quanto precisamos para balancear nossa vida. É preciso de conhecer a si mesmo, respirar fundo e achar o ponto de equilíbrio para andar na corda bamba. Equilíbrio, em alguns casos, também exige movimento.
"Viver é como andar de bicicleta:
É preciso estar em constante movimento
para manter o equilíbrio."
(Albert Einstein)
O ponto de encontro entre a razão e a emoção. O ponto de encontro. O ponto. O essencial. É disso que precisamos para ficarmos a salvos, sem risco de se espatifar no chão? Riscos não acabam - pelo menos não enquanto nosso coração bater. Viver é um risco, existir nem tanto. E quando éramos pequenos, nós arriscávamos mais - com menos medo. Éramos mais desequilibrados (vai dizer que não?). Mas precisávamos ser assim para sermos crianças. Hoje em dia, com quase 21, a vida me exige outras coisas e nós, nos transformamos em outras coisas... com um emprego, responsabilidades, amigos e paixões. Não dá para, simplesmente, largar tudo e ver sessão da tarde no sofá. Hoje, precisamos de tudo que fomos, somos e até as coisas que negamos ser para nos equilibrar. Pra chegar no final do dia e dizer: eu dou conta! É preciso equilibrio minha gente, muito equilibrio para encaixar a nossa felicidade dentro do bom senso. Para aprender com o novo, fazer escolhas e ir atrás de tudo que ainda nos falta.
*
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Os olhos.
Meu Deus! Aquela música a Zélia Duncan era verdade! "Se você não se distrai, o amor não chega /A sua música não toca/ O acaso vira espera e sufoca/ A alegria vira ansiedade/ E quebra o encanto doce/ De te surpreender de verdade". Eu me distrai e ele chegou - tão de repente. Foi entrando e se apresentando pela porta que estava aberta. Eu não tive tempo de ter insônia, medo, nem ansiedade - quase nem me reconheci. Ele não reclamou da distância, dô ônibus que teve que pegar de madrugada, do horário, de me buscar só para um almoço rápido, de andar pela rua escura vindo ao meu encontro... Ele apenas diz que quer me ver e reclama da saudade. (Ai se todas as reclamações do mundo fossem assim!). Eu me distrai e ele estava alí, me abrigando em seus braços, me ligando pela manhã, me chamando de amor, lendo meus textos (sim, ele lê meus textos!). Eu até achei que era demais, que isso ia passar, que não passava de algumas estratégias para mais uma conquista. Quando ele me viu pela primeira vez, mal sabia ele que eu estava desacreditada de uma coisa chamada "Reciprocidade". Mas depois dele, eu voltei a usar essa palavra. Com ele nunca teve jogo, competição, nem placares. (Quer coisa mais chata que ouvir "Você ganhou uns pontos comigo!"?. Pra mim, isso é frase de professora corrigindo prova). Quando acordei, tudo ainda estava lá, tão bom, do jeito que eu sempre quis. E a gente é aquele trechinho da música que ele me enviou "Te chamo de linda /Cê me chama de lindo/ A gente brinda/ A vida segue seguindo". Não importa se a bateria do celular acabou, se acabou também a grana no fim do mês, se o carro ainda não saiu, se ele tem que trabalhar, ou se não gosta de música internacional... Nada disso importa, porque eu tenho aqueles olhinhos diante dos meus (pelo menos aos fins de semana), me fazendo enxergar ao vivo e em cores - todas as cores do mundo. Ele não esconde palavras e a mão dele deslizando no meu cabelo já diz muita coisa.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
As nossas conversas.
Ultimamente tenho sido conquistada facilmente por boas conversas. Eu que nem gostava de falar ao telefone, ás vezes me pego ligando para alguém atrás de uma "poesia" simples. É tudo que eu quero agora. Nada de promessas, cobranças e muitas lamentações. Eu quero ouvir sua voz e as histórias da sua infância, tentar desvendar a liberdade (esse assunto sempre rende!), quero que me conte sobre suas viagens e seus planos, quero que cante uma música comigo desafinadamente, quero te contar de algo que me lembrou você, quero te desejar um bom dia (e quero que você realmente tenha um), quero comentar sobre o doido que emite barulhos estranhos no curso, quero ser sincera quando você me pergunta se eu estou bem, quero saber de quase todas as vezes que você se lembra de mim. Eu quero a paz de todas as palavras que compartilhamos e ainda iremos compartilhar.
Em casa tenho o Yang Yong. Estou falando de uma mãe que não "apenas" fala, mas dá palestra na maioria das vezes que resolve dialogar (quase a todo momento? rs). Meu pai é mais reservado, mais concentrado eu diria. Não gosta de falar de trabalho na hora do descanso e do laser. Ele tenta assistir ao SPTV e Globo Esporte na hora do almoço enquanto minha mãe tenta contar alguma coisa. Moral da história: Lá em casa, todo mundo faz tudo ao mesmo tempo: almoça, vê tv e fala. É um Yang Yong meio desiquilibrado, eu sei, mas quem é equilibrado quando se trata de família, hein? Falamos alto; Gritamos pra pedir que o irmão abaixo o som que está ouvindo enquanto toma banho no quarto; Reclamamos do outro que reclama demais; Damos risadas juntos de coisas engraçadas ou idiotas e assim por diante. A convivência é uma grande conversa. Diálogos intermináveis onde somos eternos aprendizes na arte de escutar e falar.
Não sei se sou mais concentrada como meu pai ou falo muito como minha mãe. Acho que sou um pouco de cada. Depende da compahia, da situação, do nível de sono e do meu humor (que varia um poquinho na tpm rs)... Mas uma coisa eu te digo: eu admiro conversas. Sinto falta de conversar com gente que não vejo há algum tempo como amigas da época do colégio, o Ricardo lá de Sorocaba, a Luciana da faculdade... Dou risada quando lembro de diálogos recentes e aparentemente bobos, mas com conteúdos que não caberiam em frasco algum. Há também as pessoas que cruzamos por aí em calçadas, aeroportos, ônibus e que vão embora nos deixando uma sensação boa depois de uma troca de frases, comentários, opiniões e novidades.
Ultimamente tenho sido conquistada facilmente por boas conversas. Eu que nem gostava de falar ao telefone, ás vezes me pego ligando para alguém atrás de uma "poesia" simples. É tudo que eu quero agora. Nada de promessas, cobranças e muitas lamentações. Eu quero ouvir sua voz e as histórias da sua infância, tentar desvendar a liberdade (esse assunto sempre rende!), quero que me conte sobre suas viagens e seus planos, quero que cante uma música comigo desafinadamente, quero te contar de algo que me lembrou você, quero te desejar um bom dia (e quero que você realmente tenha um), quero comentar sobre o doido que emite barulhos estranhos no curso, quero ser sincera quando você me pergunta se eu estou bem, quero saber de quase todas as vezes que você se lembra de mim. Eu quero a paz de todas as palavras que compartilhamos e ainda iremos compartilhar.*
terça-feira, 5 de abril de 2011
Bons tempos.
"Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser"
(1º de julho - Cássia Eller)
"Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser"
(1º de julho - Cássia Eller)
É meus caros... parece que chegou minha vez. Ultimamente meu coração está batendo mais forte. Esse louco, ansioso e bom coração. Sim, ele bate mais forte por algo que julgo muito importante: eu mesma! (Egoísmo? Dessa vez, não). Pode parecer papo furado, mas também não é. Estou aprendendo que só dessa maneira conseguimos atrair pessoas importantes (imperfeitas assim como nós, mas com tantas qualidades bonitas). E é me valorizando que eu aprendi a valorizar as pessoas ao meu redor, e aquelas que, de uma hora pra outra, surgem pra nos estampar um sorriso no rosto e exercer a reciprocidade. Quem me ouviu falar que esse ano seria diferente - se observar um pouquinho - já pode ver os resultados. Talvez eu nem tenha mudado tanto assim, acho que simplesmente passei a saber mais quem sou, o que quero e não quero - assim fica mais fácil tomar um rumo na vida. (In)Felizmente tenho que deixar para trás as roupas que só pesam na mochila e que, na verdade, eu nunca usarei. Mas é desse modo que surgem espaços para vestirmos outras camisas, outras causas e outros sentimentos. Pode parecer outro clichê, mas é mesmo questão de se permitir, de não esperar que a felicidade caia do céu. Ela não cai, não mesmo! É uma questão de opinião também. Não tentarei te convencer a nada (realmente acho que não tenho que provar nada pra ninguém). Assim, eu vou vivendo nessa nova versão de mim mesma - sem culpas e fugas (eu não pretendo fugir mesmo com medo de parecer demais). Estou numa nova temporada desse seriado sem fim. O que está acontecendo? Não me faça explicar. Deixe-me apenas sentir que é tudo real, que eu posso tocar cada palavra e sorrir enquanto você as lê no meu ouvido - e isso me basta.
"Oh and I'm on my way to believing..."
(The Only Exception - Paramore)
*
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