sexta-feira, 8 de abril de 2011

As nossas conversas.

   Em casa tenho o Yang Yong. Estou falando de uma mãe que não "apenas" fala, mas dá palestra na maioria das vezes que resolve dialogar (quase a todo momento? rs). Meu pai é mais reservado, mais concentrado eu diria. Não gosta de falar de trabalho na hora do descanso e do laser. Ele tenta assistir ao SPTV e Globo Esporte na hora do almoço enquanto minha mãe tenta contar alguma coisa. Moral da história: Lá em casa, todo mundo faz tudo ao mesmo tempo: almoça, vê tv e fala. É um Yang Yong meio desiquilibrado, eu sei, mas quem é equilibrado quando se trata de família, hein? Falamos alto; Gritamos pra pedir que o irmão abaixo o som que está ouvindo enquanto toma banho no quarto; Reclamamos do outro que reclama demais; Damos risadas juntos de coisas engraçadas ou idiotas e assim por diante. A convivência é uma grande conversa. Diálogos intermináveis onde somos eternos aprendizes na arte de escutar e falar.

   Não sei se sou mais concentrada como meu pai ou falo muito como minha mãe. Acho que sou um pouco de cada. Depende da compahia, da situação, do nível de sono e do meu humor (que varia um poquinho na tpm rs)... Mas uma coisa eu te digo: eu admiro conversas. Sinto falta de conversar com gente que não vejo há algum tempo como amigas da época do colégio, o Ricardo lá de Sorocaba, a Luciana da faculdade... Dou risada quando lembro de diálogos recentes e aparentemente bobos, mas com conteúdos que não caberiam em frasco algum. Há também as pessoas que cruzamos por aí em calçadas, aeroportos, ônibus e que vão embora nos deixando uma sensação boa depois de uma troca de frases, comentários, opiniões e novidades. 

   Ultimamente tenho sido conquistada facilmente por boas conversas. Eu que nem gostava de falar ao telefone, ás vezes me pego ligando para alguém atrás de uma "poesia" simples. É tudo que eu quero agora. Nada de promessas, cobranças e muitas lamentações. Eu quero ouvir sua voz e as histórias da sua infância, tentar desvendar a liberdade (esse assunto sempre rende!), quero que me conte sobre suas viagens e seus planos, quero que cante uma música comigo desafinadamente, quero te contar de algo que me lembrou você, quero te desejar um bom dia (e quero que você realmente tenha um), quero comentar sobre o doido que emite barulhos estranhos no curso, quero ser sincera quando você me pergunta se eu estou bem, quero saber de quase todas as vezes que você se lembra de mim. Eu quero a paz de todas as palavras que compartilhamos e ainda iremos compartilhar.

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3 comentários:

Denise disse...

É sempre mágico quando, em uma conversa, todos os interlocutores estão em sintonia; sem que um precise se preocupar demais com seus problemas, ou se concentrar mais em qualquer outro detalhe do que com a conversa que está ali.

Bom final de semana e boas conversas a você! :D

Tatiana Camilo disse...

Exatamente isso Denise!!
Obrigada
Tenha uma ótima semana e ótimas conversas tb!
=)

Bianca Sousa disse...

tati, que texto mais lindo e tocante!
às vezes as pessoas só precisam disso, de um pouco de atenção e a recíproca é esperada! rs