terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Na sombra da poesia.

Desacelero. Imploro por menos expectativas, por uma novidade qualquer. Sorrio e agradeço pelo o que já passou. Sinto saudades do que ainda está por vir. Talvez nós não tenhamos nascidos para ter pressa. Talvez nós sejamos mesmo meros mortais, caçadores das dores e amores do mundo. Um desejo simples de ir mais além. Eu nasci pra sentir (mesmo que nada - e sentir nada já é sentir). Nasci pra falar bobagens, ás vezes ficar calada diante de mim. Pra fazer poesia, e como disse a doce Adélia Prado, a vingança da poesia é ela ser maior que a gente. E a poesia me preenche, me esvazia, faz o que quer de mim. Aprendi a não me levar tão sério, mesmo quando a poesia me leva. Desembarco nos olhos o que me espanta. Através do coração enxergo o mundo. Meu mundo. Enxergo melhor no escuro. Vejo as estrelas que se escondem debaixo do sol. A lua que explodiu nas profundezas do oceano. Ás vezes é difícil fazer escolhas com as ondas quebrando sobre mim. Não há dia, nem noite, não há espaço para se prender à gravidade. Mas há tempo, ritmo, sintonia. Eu sou a sombra da poesia, e juntas, nós encontramos o caminho de volta. Eu procuro por alguma lembrança, mas tudo mudou de lugar. Eu queria a verdade, pois aqui está uma grande revelação. As palavras estão embaralhadas, algumas delas já nem rimam mais. Os versos já pertencem à outras estações. Há frio, há calor, não há como se proteger. A vida nos trás até aqui e nós só temos que experimentá-la. Um pedaço por dia, aprendendo a dividir. Será que algum dia ela nos será saciável? Que não seja. Que apesar de todo sentir, meus pulmões ainda percam o fôlego de vez em quando e que meu suspiro seja intenso a ponto de me fazer doerem os ossos, que a respiração seja diferente de todas as outras me permitindo saber o quanto sou forte a ponto de não me fazer tão resistente.

Eu mesma não entendo minha enormíssima paciência de ficar à toa, só pensando, pensando e sentindo.
Adélia Prado
beijos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Florescendo...

Ela se apresentou com uma roupa que parecia esconder suas asas. Eu ainda acho que ela pode voar pelo jeito que ela girou, pelo modo que sorriu. Sua voz começou a se misturar com o ar que todas tentavam respirar. Tão bom quanto oxigênio. O que era escuro, se acendeu - tão suave como o vento. Tão forte como a intensidade de algumas coisas que sentimos. Um fôlego sem fim. Ela disse para eu sacudir meus demônios. Ela disse que eu tenho o amor, que as estrelas e a lua explodiram. Ela disse que nós estamos brilhando e nunca teremos medo novamente. Eu acreditei. Não tive outra alternativa que não fosse acreditar em cada verso que ela dizia, cantando, me encantando. De quem eu estou falando? De uma banda chamada Florence and the Machine que se apresentou no Summer Soul Festival na última terça-feira e me fez SENTIR. Não parecia verão. Parecia primavera, parecia que todas as flores desabrochavam naquele momento e que a noite poderia durar muito mais...


"E eu cansei desse meu coração sem graça
Então, esta noite vou arrancá-lo e recomeçar
Pois gosto de guardar minhas questões importantes
É sempre mais escuro antes do amanhecer
Liberte-se, liberte-se
Liberte-se, liberte-se, oh whoa
E é difícil dançar com um demônio nas costas
Então, sacuda-o, oh whoa
(...)
E estou condenada se eu fizer
E condenada se não fizer
Então, estou aqui para brindar no escuro
Do final da minha estrada
E estou pronta para sofrer
E pronta para ter esperança
É um tiro no escuro mirando direto na minha garganta
Pois eu busco pelo paraíso, pelo demônio em mim
Busco pelo paraíso, pelo demônio em mim
Bem, que se dane
Vou deixar acontecer comigo"
(trecho de Shake It Out - The Florence and The Machine)


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Outra teoria sobre o amor...

Tem uma coisa que ficou na minha cabeça. Um pergunta boba que fizeram ao John Mayer, porém com uma resposta que eu nunca tinha escutando antes. Perguntaram se ele teria um relacionamento amoroso com alguma fã. Ele disse "I don't know...", talvez não. Que não gostaria de namorar alguém que sabe todas suas músicas de cor, mas alguém que tenha umas cinco músicas dele sempre na playlist e que o considere bom ao invés de “o melhor que todos os outros”. Achei uma resposta inteligente e comecei levantei essa questão nos meus pensamentos distantes. Cheguei a conclusão de que não precisamos ser artistas para ter uma opinião parecida. É importante se relacionar com alguém que consideremos BOM (em qualquer coisa), é uma admiração saudável que nos deixa orgulhosos por ser o que somos. Mas considerar alguém “o melhor” é quase uma mentira, porque nunca saberemos se a outra pessoa é a melhor até conhecermos todas as pessoas do mundo. Ao mesmo tempo, é jogar um peso nas costas do outro com uma singela obrigação de se manter assim: deslumbrantes. A verdade é que o John Mayer, provavelmente, nunca se relacionaria comigo. Primeiro, porque ele não me conhece (um pouquinho de realidade faz bem neh!?). Depois, porque eu não consigo enxergar um defeito se quer nele e acho que me espantaria se encontrasse um. Eu só consigo ouvir suas músicas, vê-lo tocando guitarra no palco e achá-lo incrível. Sou fã - fazer o que? - mas fiquem tranquilos que eu não tenho poster, pasta com fotos, nem nada disso. Só um DVD e uma playlist com mais de 40 músicas, umas entrevistas e um show completo no Youtube. Isso é tudo que me resta. Eu me conformo. E acho que ele está certo em querer alguém com umas cinco músicas dele no celular. Eu sei disso porque já ouvi aquele frase manjada "você é tão perfeita" e soou falso, pesado, não convenceu. E mesmo eu não acreditando, deu um medo idiota e pequenininho de decepcionar. Afinal, uma hora ou outra a gente aparece de cabelo bagunçado, engasga numa frase, perde a hora, esquece do recado e se irrita com alguma coisa. Eu sei da verdade e acharia mais bonito se dissessem que meus defeitos são totalmente suportáveis.

  • Ps: Apesar de citar o meu querido Mayer no texto, deixo pra vocês o vídeo do Michael Bublé. Acabei de comprar o ingresso pra o show dele em abril, sem pensar que será numa segunda-feira, que se meus amigos não conseguirem comprar amanhã, eu irei sozinha, que a taxa de conveniência é um roubo... Apenas comprei, pois tudo isso é muito melhor do que não ir onde a gente realmente quer e fazer as coisas que a gente realmente gosta.
  • Ps - Assisti o filme "Pronta para amar" semana passada. Achei lindo e me arrancou umas lágrimas, pra varias. Tem um pouco a ver com o post acima. Fica a dica. 

beijos mágicos...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

DE REPENTE ME DEI CONTA DE QUE ONTEM PASSEI O DIA PROCURANDO POR ALGO QUE NÃO SEI O QUE É, nem do que se trata. Uma pista de como será amanhã. Algum indício de surpresa, eu não sei. Quanto mais eu procuro, menos encontro. Esse é o segredo? Você já teve uma sensação como essa? Tudo parece tão chato. Já tiraram as luzes coloridas das janelas e tudo voltou ao seu habitual. Hábitos demais. Eu só me lembro de que estou indo atrás de algo melhor. Eu só sei do que não quero e acho que isso é um bom começo. Mas olho para mim mesma e ás vezes grito "por favor, me deixe ir...". Como se eu chegasse num lugar que eu já estivesse muitas vezes e me sentisse perdida. Eu coloco as coisas no papel e fico pensando num jeito de fazê-las acontecer. Pode ser que esteja mesmo na minha cara, mas o que me incomoda é que eu não consigo sentir. Nenhum beliscão, nenhum arrepio, nada diferente de uma cólia bem leve uma vez ao mês. Nada real. Eu não consigo me surpreender com clichês, com adjetivos repetidos, com os programas da TV, acho que nem a Lady Gaga me surpreende mais, embora eu acho que ela seja uma grande artista. Tudo uma merda. Gente carente não me convence e gente sozinha me dá medo. Me perguntam quais são as novidades e eu não tenho nada pra contar. Eu só repito coisas. É patético. A verdade é que isso me deixa espantada. Por isso, ás vezes me calo. Passo a maior parte do tempo trabalhando e talvez trabalhar seja umas das poucas coisas que tem feito sentido. Pelo menos eu gosto do que faço, assim o tempo parece passar mais leve. Mas eu não quero ver o tempo passar. Eu quero mais, mais de mim. Mais confiança nesses olhos claros, que ultimamente piscam opacos, e mais vergonha na cara. Só diga que me entende. Só diga que entende isso que eu não sei explicar. Essa sensação estranha de sentir que eu não sinto. Confesse que, ás vezes, você também sente medo, se sente cansado(a), sente tédio ou também procura algo sem nome. Okay, eu me entrego, não sei o que eu quero, mas tenho algumas certezas. Não quero ser igual ao moço que quando perguntaram se o "caso de verão" ia virar namoro, ele respondeu: "Da minha parte sim, porque não sei ficar sozinho". Para o mundo de hoje, nada surpreendente. O mundo de hoje se surpreende comigo e com mais meia dúzia que não querem ouvir sertanejo, que preferem cafés, parques, até um bom barzinho e ambientes quentinhos ao pensar em boates lotadas com "putz putz" a noite toda. O mundo de hoje se espanta com aquele com poucos e bons amigos do que com aqueles que não saem da lista vip. (...)Não consigo pensar mais nada. 00:34 e talvez eu só precise fechar os olhos dormir um pouco e tentar de novo. 


sábado, 14 de janeiro de 2012

Um outro jeito de respirar.

Martha Medeiros. John Mayer. Steve Jobs. O raio do David Bowie. Abraço. Tropeço. Danilo Gentili. Sophia Grace e a Rose também. Leonardo Da Vinci. Michelangelo. Solidão. Companhia. Abraço apertado. Criança esperta. Tartaruga, cachorro, gato. Revista Bons Fluidos. Música árabe. Filmes. Gandhi. Dalai Lama. Buda. Fotografia. Chegadas e Partidas. Loucura. Fuga da rotina. Válvulas. Ajustes. Concertos. Desconcertos. Caminhos. Calvin & Haroldo. Charlie Chaplin. Friends. Uma boa noite de sono. O barulhos das ondas do mar. Lembranças. Cameron Dias cantando parte de "Mr. Brightside" em O Amor Não Tira Férias. Um bom show. Avenida Paulista. Ponte Brooklyn Bridge. Coldplay. U2. Tantos outros na falta de ninguém. Todo mundo. Angelina Jolie. Palavras. Falta de palavras. Bolhas de sabão. O blog da Fernanda Mello. Medo. Coragem. Contradição. O Teatro Mágico. Improviso. Uma cor nova de esmalte. Creme da Victoria's Secret. Petit Gateau.Versões. O raio do David Bowie. Nalu pelo mundo. Noite, logo antes de dormir. Meus amigos e gente que nunca vi.
Reticências, muitas reticências... 

Fora de ordem ou não. Tudo nessa vida pode ser uma gota de inspiração.
Ás vezes é tão automático como o respirar (nosso pulmão agradece).
Nos faz transcender, nos mantém vivos, mais vivos. 
Nos faz expirar o que já perdeu o verbo, o sujeito, o sentido e a graça.
Inspirar-se é se mover por dentro.
É revitalizar os órgãos, reconquistar a mente, fazer poesia mesmo que não tenha rima. 
É olhar pra vida enquanto ela passa. É quase um flerte.
Você gosta. Na verdade, adora. E quer mais.



boas inpirações...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Quando a gente está sozinho...

Quando a gente está sozinho, não temos hora pra chegar, nem telefone pra ligar mesmo quando não se nada pra falar. A gente vê comédia romântica sem medo e dá mais risada. A gente ouve música sem pensar em nada. Quando a gente está sozinho, não temos hora marcada, temos o sábado a tarde pra fazer a unha, cabelo, maquiagem, ou simplesmente dormir e ficar desarrumada. A gente anda despreocupado, tem menos paranóias, mais tempo, mais espaço - o que pode ser bom ou ruim. A gente escreve e fala mais sobre outras coisas. Lemos mais horóscopo, lemos mais livros. Vamos a mais shows. Gastamos menos (conseguimos?). Em conversas de casais, acabamos falando do ex ou saímos da conversa. Quando a gente está sozinho, é mais paladar, menos tato, mas a gente sente do mesmo jeito. Depois de um tempo, que não é muito tempo assim, é menos saudade, mais desapego. E estar sozinho, contraditoriamente também é estar com tantas outras pessoas ao redor. Quando a gente está sozinho, trocamos mar por rio. Guitarra por violão. Trocamos a paixão por novos amores o que não precisa ser necessariamente uma pessoa. E mesmo assim, ás vezes, temos o pensamento idiota de que não sabemos amar depois que te perguntam "por que você está sozinha?". Quando estamos sozinhos temos que alimentar o ego, nos alimentar sozinhos e ainda lavar a louça. Temos que esperar pela próxima estação. Muita gente se assusta com a solidão, porque quer ter sempre uma novidade, um status, um apoio para o que é e não é, uma vida mais agitada, sei lá. Eu acho que até sei lidar bem com isso e até gosto de certa calmaria, mas quando a gente está sozinho, não tem ninguém pra virar seu mundo de cabeça pra baixo, dizer que a vida tem outra versão, pra sorrir quando o dia está nublado e te colocar debaixo do guarda-chuva.


"Eu custo a suportar a banalidade do meu ser. Eu custo a aceitar uma relação como a que qualquer um poderia ter. Eu seria mais feliz se eu não me achasse melhor do que a minha vizinha. Mas eu sou infinitamente melhor que ela. Eu e minhas crises de ansiedade somos seres solitários, arrogantes e multiplicados por megalomanias. São mil vezes cem anos de análise e nada. Eu continuo me achando melhor que o amor igual e idiota que se oferece por ai. Melhor do que os casais e seus dilemas de festas de finais de ano e seus sonhos de vestidos brancos e seus cachorros e sacadas de predinhos neoclássicos e planos médicos familiares. Chato, chato, chato. 
(...)Um dia o meu amor verdadeiro chegará e será diferente de tudo isso e nós vamos chorar de emoção por ter valido a pena não sangrar até a morte nos insistentes e rotineiros momentos de angústia e nada e vazio e solidão e inconformismo." 

- Trecho do texto "Meninos de costas" por Tati Bernardi


beijos
T.C

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Bonequinhas vivas (luxo grátis)


"Não tenho nada a ver com explosões, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.
(...)
Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei. 
Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. 
Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, 
onde não me enxergo, mas me sinto. 
Minto, tenho tudo a ver com explosões."

(Martha Medeiros)


Passam-se décadas e elas conseguem ser tão grandiosas como uma fotografia preto e branco. Cheias de simples detalhes. Um glamour que dispensa diamantes ou outra jóias qualquer. Olhe nos olhos delas. Elas fingirão timidez - talvez até pra si mesmas - mas brilharão por dentro fazendo a alma se despir. Elas brilham na sua cara, sem querer - ás vezes querendo - e você vai adorar.  Incertas. Cheia de pecados. Perdoadas por si mesmas. Elas escondem o excesso, mostram o mistério. No final das contas, é um verdadeiro desperdício se esconder, elas sabem. Várias, misturadas, num só ser. Um strip tease que vai muito além de tirar peças de roupas, como se o espelho não julgasse e a sociedade não condenasse. Mas o efeito é o mesmo. Você descobre segredos. Um som estranho quando elas riem, uma marca de nascência, uma celulite linda em alguma parte da perna, uma careta ocasional, uma obcessão por outros lugares. Apreciam bons modos. Elas deixam a Barbie com baixa autoestima. São edições limitadas - na verdade, únicas - sem muitos limites. Elas te fazem propostas indescentes, como por exemplo, comer brigadeiro de panela numa sexta a noite ou, quem sabe, se apaixonar. Elas já pensaram em desistir, em revidar, mas não podem se vingar de si mesmas. Elas já pensaram em ser boazinhas, mas preferem ser boas. Elas preferem ser.


Essa semana o filme "Bonequinha de Luxo" completou 50 anos. O filme conta a história de uma bela jovem independente e festeira, que ganha atenção de homens influentes nova-iorquinos sem envolver-se emocionalmente, até encontrar um escritor quebrado, por quem acaba se apaixonando. Um clássico que todos deveriam assistir. Um clássico que se repete durante anos. Todo o charme de Audrey Hepburn como Holly se repete em vários rostos, com outros desejos, outros desapegos e outras curas. As nossas alegrias e sofrimentos tão luxuosos, se mantém.
Caso você se questione porque me refiro a "elas" no texto acima, é simples. Elas, bonecas com vida própria - nem sempre luxuosas. Também elas, que eu encontro no espelho (onde, ás vezes, algumas coisas se transformam como mágica).

beijos luxuosos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012


Valente Como o Amor (Bold As Love - John Mayer)

Raiva, ele sorri, defendendo-se em uma armadura roxa brilhante e metálica
Rainha ciúmes, a inveja espera atrás dele
Seu ardente vestido verde zomba sobre o chão gramado

Azuis são as águas revigorantes tomadas por certas,
Elas até que entendem
Uma vez felizes exércitos turqueza se situam opostos e prontos,
Mas imaginam a razão da luta acontecer

Mas eles todos são valentes como o amor, sim, eles todos são valentes como o amor
Sim, eles todos são valentes como o amor
Apenas pergunte ao áxis

Meu vermelho é tão confiante que ele faz brilhar troféus de guerra e
Fitas de euforia
O laranja é jovem, cheio de audácia,
Mas muito inseguro na primeira visita
Meu amarelo nesse caso não é tão maduro
Na verdade, eu estou tentando dizer que ele é tão assustado quanto eu

E todas essas emoções minhas continuam me segurando, é,
Entrego minha vida para um arco-íris como você
Mas eu sou, eu sou valente como o amor
Sim, sim
Sim, eu sou valente, valente como o amor
Eu sou valente como o amor
Apenas pergunte ao áxis
Sim, sim, sim...


domingo, 1 de janeiro de 2012

Quando tudo é comparado a nada.

Eu nem sei mais o que desejar. Eu tenho que me decidir agora? Como eu posso querer algo que eu ainda não vi ou não inventei, ou nunca senti? Mais visões e menos idealizações, por favor. Sem excessos. Sem essa de querer tocar fantasmas. Isso não é um desejo, apenas um pedido educado para minha razão. Sabe o que é? Eu não quero mais me enganar com promessas de Ano Novo que eu nunca vou cumprir. Eu continuo querendo mais, mas não quero mais me enganar fingindo que tudo que quero possui um nome. Ontem eu me ajoelhei, encostei minha cabeça no chão e pensei em mim, mas não sei o que eu estava pensando. Minhas pernas ainda doem pelo caminho que trilhei, mas eu sou a única que pode sentir. Minha boca ainda sorri pelas alegrias que vivi, mas eu sou a única que posso ver. Depois veio o resto do mundo. Raios de sol. Explosões que saiam de dentro de nós e iluminavam o caminho. Depois, mais nada. Nada e ao mesmo tempo, tudo. É o que nós temos agora. É legal quando fazemos coisas e não as comparamos a nada. Quando você consegue fazer algo que não seja nem melhor nem pior que nada. Talvez devêssemos enxergar as pessoas que passam por nós e os momentos que vivemos de maneira mais criativa e de um modo mais único. Comparando tudo a nada. Já se passaram alguns meses a mais de 21 anos e eu já consigo perceber que comparar demais as coisas não faz tão bem quanto parece, que é bem mais divertido quando as coisas são como simplesmente são.
Mas afinal, que coisas são essas?
-Nada demais. Tudo.
-

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

- Pra onde você vai?
- Se der sorte, em frente.
(Ratatouille)

  Feliz 2012 !! 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Fim do ano e o ano inteiro...

“Espero que vocês tenham um ano maravilhoso, e que vocês descubram tantas novas pessoas, lugares e coisas. Substantivos, eu acho. Descubram mais substantivos.
 Eu tenho que te dizer, eu posso ver o continuum da vida ultimamente. Eu posso sentir como todo o arco vai e vem num piscar de olhos. (...) 
Às vezes isso parece muito tempo, às vezes parece curto. Eu não sei.”
- John Mayer

Primeiramente, gostaria de dizer que várias coisas me influenciaram a escrever esse texto. A biografia do Steve Jobs que estou lendo, esse trecho acima de um dos meus artistas favoritos, meu querido John Mayer e o mês de dezembro enfeitado com luzes coloridas e tão bonito na Av. Paulista. E claro, os tweets do Ricardo Maruo sobre essa época: “Para provar que essa bondade e iluminação de fim de ano é fake. Aposto, com quem quiser. Chegou janeiro, tá todo mundo pensando em carnaval.” Eu queria levantar várias questões e pontos de vista referentes a isso tudo, mas espero conseguir resumir em um texto curto.

Fim de ano está ai. Shoppings lotados e artistas cantando “Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem quiser...” junto com Roberto Carlos na TV. No Natal tem que ter Papai Noel, peru, panetone, doce e uva passa.  Lá em casa costuma chegar algum presentinho da vizinha ao lado, a qual nunca trocou uma palavra comigo e nem com a maioria dos vizinhos. Talvez ela se sinta uma pessoa melhor ou mais social no Natal (vai entender...). Também não pode faltar a música clássica da Simone “Então é Nataaaaaaal... e Ano Novo tambéééém...”. No Ano Novo dizem que temos que pular sete ondas, comer lentilha, não comer aves que andam para trás, vestir branco, uma cor de calcinha que dê sorte (isso vale para a cor de cueca dos homens também?) e traçar objetivos que geralmente incluem começar alguma atividade física e ganhar mais dinheiro. 

Vamos ser sinceros. Apesar de fazermos parte da tradição, pouco disso tudo importa. Então ao invés de desejar que você tenha um feliz Natal e um próspero Ano Novo, eu gostaria de desejar outras coisas. Leia mais livros, principalmente quando estiver pensando em muitas coisas ao mesmo tempo. Caminhe mais por avenidas iluminadas como a Paulista, sem pressa, e aprecie sua beleza mais vezes no ano. Tente meditar ou tente qualquer outra coisa que nunca tenha feito antes. Tente. Não espere o fim de ano para ser gentil consigo mesmo e com os outros. Gentiliza nunca é demais e não é algo que acabará no estoque. Seja rebelde, imperfeito e “faminto” como Steve Jobs e faça alguma coisa. Algo que VOCÊ realmente queira. Como diz uma frases do Gandhi “Tudo que fizer na sua vida será insignificante, mas é muito importante que você faça”. Seja curioso. Descarte medos tolos. Permita-se. Passe mais tempo com as pessoas que gosta. Conheça pessoas novas - ao vivo. E se não não conseguir fazer nada disso, seja apenas você mesmo - o ano inteiro!


“Reciclar a palavra, o telhado e o porão...
Reinventar tantas outras notas musicais...
Escrever o pretexto, o prefácio e o refrão...
Ser essência... muito mais...
Ser essência... muito mais...
A porta aberta, o porto acaso, o caos, o cais...
SE LEMBRAR DE CELEBRAR MUITO MAIS...”
(Reticências - O Teatro Mágico)

beijos.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Minha alma dança...

Até onde me recordo, eu tinha uns 16/17 anos quando assisti um DVD da Shakira e cismei que queria entrar na aula de dança do ventre. Eu não queria ser a Shakira (claro que se eu fosse, não reclamaria rs), nem aprender a dançar exatamente. Eu não sabia muito bem o que eu queria com aquilo, mas eu queria. E talvez aquilo já fizesse parte de mim antes mesmo que eu soubesse. 
Lembro-me da primeira aula. Cheguei uns 10 minutos antes e entrei numa sala decorada com tecidos estampados, abajur, almofadas. Um outro mundo a 5 minutos da minha casa. A secretária acendeu um incenso e colocou uma música. Eu estava com a minha mãe, de repente começamos a rir de tudo aquilo. Era novo, a música era totalmente diferente da Shakira, era totalmente árabe. Por achar engraçado ou não, minha primeira impressão foi de alegria.

Eu comecei a fazer aula experimental e a professora me perguntou: "Você tem certeza que nunca fez isso antes?". Sim, eu tinha certeza, assim como também tinha certeza de que não pretendia parar tão cedo. Como se minha alma tivesse encontrado um refúgio, um lugar para se encantar e sentir-se livre de qualquer coisa. Acho uma pena as pessoas julgarem a dança como se ela fosse um apelo sexual. Já ouvi opiniões machistas sobre o assunto. Por esse motivo não costumo falar muito sobre isso. Mas, no fundo, eu gostaria que as pessoas soubessem que os movimentos que o corpo faz são apenas as consequências do que sua alma sente. É como se você conseguisse dançar para o seu próprio coração e fazê-lo feliz.

Existe um mito de que dança do ventre "dá barriga". Esqueçam isso. O fato é que você vê mulheres de todos os tipos possíveis dançando, com barriguinhas salientes, ou não, porque a dança transcende o corpo. Porque o prazer em dançar torna-se maior que a exibição de um "ideal". As imperfeições passam a ser aceitas e ao mesmo tempo deixam de ser ignoradas. Há quem admire o corpo, há quem admire a dança e há quem possua o conjunto exuberante dos dois. Eu nunca fui do tipo sarada, mas a dança nunca mostrou que isso pudesse me impedir de alguma coisa.

Minha primeira professora ficou grávida e parou de dar aula, mas me serve de exemplo até hoje. Tanto ela como as três professoras seguintes que me ensinaram o melhor que poderiam. Elas disseram para eu continuar, e eu procuro seguir o conselho. Eu até gostaria de fazer disso como uma prioridade, mas tenho que conciliar com o trabalho, horários e horas de sono. Volto, paro, sinto falta e retorno. Sinto falta de exercer, mas não chega a ser saudade, porque não dá para abandonar o que já faz parte de nós. Ainda bem! Pode ter certeza que, poder praticar uma das coisas que mais gosto, é um dos meus pedidos de todo ano novo.

2007/08 - Lunah (primeira a direita)
2008 - Isthar
2010 - Hayffa














Apesar de não ser profissional, meu primeiro salário foi por ensinar o que eu sabia de dança do ventre. Era uma escola de dança que tinha inaugurado e queria experimentar essa modalidade. Então uma prima, que era amiga da dona me indicou. Eu aceitei o desafio. Comecei a ensinar uma turma de básico enquanto ainda fazia aulas. Infelizmente a procura por Jazz e Ballet foi maior, mas valeu a experiência.Valeu cada momento como Hanna' (o nome que escolhi para me representar enquanto danço - significa felicidade).


Aonde eu quero chegar com esse post? Sei lá, eu passei o dia escutando as músicas do Fadel Shaker e de alguma forma agradecendo por ter esse ritmo palpitando dentro de mim. Desejando para que as pessoas encontrem algo que alegre a alma, desperte o brilho nos olhos e faça o coração dançar nesse ano que está por vir.
E depois dou uma bronca a mim mesma, por colocar tanta coisa na frente disso, que me faz tão bem.

beijos
Hanna'

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Não está fácil pra ninguém...

Acabei de assistir "Qualquer Gato Vira Lata", uma adaptação da peça de Juca de Oliveira para os cinemas. Bom, eu não irei fazer críticas ao filme, se quiser ver a sinopse clique aqui. Mas confesso que me tirou boas risadas e que recomendo para um dia de folga como hoje. Mais um filme de amor. O amor e sua teorias inacabáveis. Como encontrá-lo, como lidar com ele e como não deixá-lo escapar pelas mãos. Será mesmo que cada caso é um caso ou a regra serve para todos? Estou aprendendo, eu acho. 

O que eu sei é que a gente sofre um bocado pra entender o que é ego e amor. É estranho ver que outra pessoa ocupa um lugar que já foi nosso, mesmo que não tenhamos a mínima vontade de voltar pra lá. É quase legal saber que suas previsões estavam certas e ele quis ir apesar de todos seus conselhos e agora ele anda perdido, sem saber o que fazer, por aí. Sim, ele te disse com as próprias palavras e você se segurou pra não mandar um "eu te falei". Você só não disse, porque tem mais o que fazer e não vale mais a pena. Sim, isso tudo é quase legal, só não é legal, porque soa feio.

É meu bem, a vida não está fácil pra ninguém... Se no filme estava difícil pra Tati, a personagem interpretada pela Cléo Pires, coitada de mim, a Tati interpretada por mim mesma. Brincadeiras a parte, eu acho o amor meio hipócrita. Pelo menos uma parte dele. Na verdade, acho que não é amor e sim nós que somos um pouco hipócritas, ou pelo menos uma parte de nós. As pessoas dizem que estão procurando uma pessoa legal, companheira, bem humorada, que curta as mesmas coisas e blá blá blá. Okay. As pessoas, por algum momento, encontram quem estão procurando, mas ela já não serve porque tem uns quilinhos a mais ou tem estria demais, ou não gosta de usar salto, ou não curte ficar bêbada nas festas, e nem se parece com a Gisele, nem com a Cléo. No caso das meninas, ele não chega nem perto do Malvino Salvador. É, eu repito... a vida não ta fácil pra ninguém.


Os meninos reclamam que as mulheres são interesseiras. Mulheres reclamam que homens são mal educados. Numa conversa no trabalho chegamos a um acordo. Eu defendi a tese de que o homem deve pagar tudo no primeiro encontro (mesmo que ele só tenha conduções de te levar no boteco da esquina pra comer um pastel). E os meninos levantaram a causa de que a mulher "não deve esperar" que isso aconteça, portanto deve se oferecer para a pagar, mesmo que eles não aceitassem. Achei justo.

Tenho outras teorias. Teorias que criei por experiência própria, por observação ou pelas histórias de amigas próximas. Enfim, algumas atitudes que não valem o esmalte novo que a gente passa pra ir num encontro:
- Se o cara te chama pra ir ao shopping e de repente cria uma obsessão por pegar aqueles bichinhos daquelas máquinas aparentemente fáceis de serem manipuladas, você tem que ficar atenta. Depois de 15 minutos e algum dinheiro gasto ele consegue o bichinho de pelúcia e NÃO te dá. Minha filha, risque-o da sua agenda.
- Ele resolve te pagar uma casquinha. Você se esforça ao máximo para não derrubar sorvete na roupa, mas ele... o sorvete está escorrendo pelo braço dele. Ao invés de pegar guardanapos ou procurar um banheiro, ele lambe e diz "ah.. tamo em casa neh?!".
- Se ele repetir as desculpas "estou sem dinheiro", "o carro quebrou", "tenho muito trabalho pra fazer". Acorde.
- Se ele levar no mesmo lugar que a ex e ter a ideia idiota de deixar que você saiba disso, saiba também que você não poderá esperar atitudes muitos criativas da parte dele.
- Se ele aparecer com uma camisa com estampa de abacaxi, dê risada educadamente. Porque em alguns momentos, só nos resta mesmo rir.
- Se ele for mais legal bêbado do que sóbrio, faça o cálculo de quanto você terá que gastar com bebida e se valerá a pena.

Você também deve ter suas próprias teorias...

É nessas horas que eu acho que as pessoas deveriam colaborar mais pro amor acontecer! rs
Fica a dica.



“Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida. Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.” 

 (Lya Luft – Livro “Pensar é transgredir”).

*

domingo, 18 de dezembro de 2011

Ela.
Ela chega devagar, apesar da mania de andar rápido. Uma outra mania é organizar as coisas como se tudo coubesse num texto, num grande livro. Ela demora um pouco pra se acostumar, mas adora coisas novas. Pessoas, lugares, histórias, sabores. Mesmo que isso lhe proporcione frio na barriga, borboletas no estômago e uma falta de jeito. Ela prefere a noite - onde tudo já passou, ou o melhor ainda vai começar -que o dia. Tá na cara. Olha só pra ela. De manhã, crua, olhos de sono, roupa qualquer. De noite, ela olha pro espelho com olhos contornados e até se sente mais mulher. A noite pra chegar, andar, estar em qualquer lugar, cantar na aula de spinning, gritar no combat, pensar em fazer ioga, abrir a janela pra ver se encontra a lua, as estrelas, uma ideia nova. Ela tenta ser ela mesma o dia inteiro. Mas, ás vezes, ela é de propósito, quando não encontra outro jeito de ser. Ás vezes ela fica triste e não sabe o motivo. Ou sabe e não quer dizer. Deve ser TPM. Ou pelo menos, isso serve para alguma explicação. Ás vezes ela se perde e se encontra numa personagem de um filme, na letra de uma música, numa frase de algum autor favorito. Ás vezes ela se perde quando fica sem saber o que aconteceu, por que acabou, por que não passou, por que ainda não aconteceu, mas ela se encontra nela mesma, no instante de um piscar de olhos, num lugar secreto. Ela é fácil. Se contenta com o simples. Entrega sua gratidão e admiração por quem lhe der chocolate, boas risadas e um abraço apertado. Ela sabe quando é sincero. Mas, ás vezes, fica sem saber quando não é. Ela é pontual e, ás vezes imprevisível. Já me surpreendeu várias vezes. Inteligente - principalmente se não for algo relacionado à matemática - mas não chega a ser nerd. Ela quer, um dia,  ter uma filha chamada Sophie e dançar Me & Mrs. Jones ou Everything (ela ainda está na dúvida) do Michael Bublé com alguém especial. É... eu também dei risada quando soube disso. Falando em dançar, ela adora e queria ter mais tempo pra se dedicar a isso. Ser uma dançarina não profissional por pura diversão. Ela prefere parque, show, lugares que nunca viu do que baladas com músicas intermináveis com gente que você nunca mais vai ver. Ela não é perfeita e nem pretende ser. Ela parece séria, mas isso não tem nada a ver. Ela acha que é sempre a última impressão que fica, não a primeira. Ela é gente boa, de fases, frases e sonhos. Gosto dela. Principalmente quando ela está despreocupada, radiante e linda. Linda ela é, em muitos aspectos, mas as vezes se esquece disso e eu tenho que lembrá-la. Brigamos por bobagem como todo mundo, mas é por pouco tempo. Ela é minha confidente, minha doce companhia pra quando quero estar sozinha. Ela sou eu. Eu sou ela.


"Sou tantas que mal consigo me distinguir.
Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção.
Num piscar de olhos fico terna, delicada."
(Martha Medeiros)


        

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Todo amor que houver nessa vida...

Eu poderia escrever um texto cheio de palavras, mas algumas coisas não são assim, simplesmente resumidas. Algumas coisas são assim, simplesmente simples - e grandiosas por dentro (da gente).
Hoje eu lembrei de uma música "Todo amor que houver nessa vida" do Cazuza. Acho lindo esse título. Sempre me levanta uma questão: "O que a gente faz com todo amor que houver nessa vida?".Essa pergunta me fez lembrar da sensação que tive no Templo Zulai do qual, finalmente, estive domingo. Acho que comecei a encontrar uma resposta, que sempre irá se transformar - mantendo sua essência - mas que não acabará nunca. Encontrei uma frase de Dalai Lama que pudesse completar isso - que eu não estou tentando explicar. Só sei que de algum modo, essas três coisas se completam e fazem todo sentido para mim.

"As transformações mentais demoram e não são fáceis.
Demandam um esforço constante."
- Dalai Lama


 Obs: Toda vez que se despede do público ao término de seu programa na tv americana, a apresentadora Ellen DeGeneres fala a seguinte frase: "Sejam gentis uns com os outros".
Hoje faço das palavras dela, as minhas. Isso. Sejam gentis uns com os outros. E não esqueçam também de serem gentis com vocês mesmos"

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