quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O que tanto falta?

Quanto tempo falta? Aparentemente sem querer. Uma alma que não mente e quer muito. Corro. Corro e me canso. Assim perco a paisagem. São apenas reflexos das imagens que passam por mim. Ou - para ser mais justa - sou eu que passo (cheia de pressa) pela paisagem. Não respiro. Sinto-me ofegante. Me afogo no tempo. Os olhos embaçam, não avisto mais a linha de chegada e já nem sei mais o motivo que me leva a correr tanto. Porém, continuo. Tento alcançar o tempo do meu pensamento. As frases passam, somem e eu permaneço no meu estado de quando parti. Parti o tempo em mim. Sinto falta do que ainda nem passou, porque eu não o vi, porque ele não ligou. Tento me livrar de todos meus deveres para me livrar também dessa ilusão de falta de tempo. Em vão. E é no vão que meus desejos se expremem - contando as horas para virar realidade. É alí que, ás vezes, desejos deixam de serem desejos. É no vão das coisas que eu acho que o tempo já passou, que muita coisa mudou e que talvez eu deveria deixar pra lá. Convenhamos, é mais confortável viver sem esperar.

As cores lá fora me disseram pra continuar
Elas me disseram pra continuar...
(As cores - Cine)


Um comentário:

Eu, ΞĐU disse...

Oi, Tati...
Muuito bom o seu blog, suas idéias, sensibilidade e seu bom gosto. Parabéns pelo trabalho.
Saudações,
EDU (http://edurjedu.blogspot.com)