domingo, 9 de maio de 2010

Just HAPPY!

Mais um ano. Um dia aparentemente normal que me lembra de que o tempo existe, porém lembro-me também que posso usá-lo ao meu favor. Confesso que há coisas em dia de aniversário que me incomodam. São poucas as pessoas que REALMENTE desejam coisas boa pra você (de CORAÇÃO), são as que desejam e rezam por você constantemente - não só em um dia do ano. São poucas as pessoas que REALMENTE sabem o valor dos dias vividos que celebro a cada vez que me vejo feliz por aí. A maioria fala o blá blá blá de sempre porque faz parte do roteiro. É possível sentir a diferença. Eu sinto. Isso eu posso afirmar hoje, com 20 anos de idade: Eu posso sentir! Por isso, vocês... pessoas reais e lindas que fazem parte da minha história, fiquem tranquilas, eu sei que vocês são de CORAÇÃO sendo em forma de palavras, gestos e/ou música. Ou seja lá de que jeito for, mas será sempre do nosso jeito de SER.



Hoje com 20 anos de idade eu coleciono uma tatuagem, palavras reais e imaginárias, um pouco de loucura, sonhos, momentos, amores, amigos, olhares, lágrimas e muitos risos... Tantas coisas. Simples. Contagiantes. Ás vezes extremas. Tudo, absolutamente tudo me faz e me refaz a cada instante. Acho tão lindo essa coisa da vida... de se recriar.  Por isso hoje, eu me olho no espelho como se fosse o primeiro dia da minha vida e sinto-me livre para (re)descobrir as novidades do mundo e esse é meu melhor presente!

BeijOs

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Tenho me perguntado até quando terei que escolher entre o contentamento dos meus dias iguais e minha loucura tão parecida com a de pessoas normais. Entre todas as ausências e a o engano de sentir o que não faz diferença. Entre essa abstinência de tudo que eu preciso viver e o excesso de coisas que ignoro repetidamente. Eu tenho me perguntado se alguma coisa  vai mudar junto comigo, se as coisas poderam fazer mais sentido e se o grande dia irá chegar. Eu tenho feito milhares de perguntas. Algumas com resposta bem claras, outras perguntas mais mudas que o silêncio. Tenho me arriscado, me supreendido com minhas escolhas... Eu tenho feito e não tenho nada. O meu relógio ainda faz tic-tac num quarto escuro e eu não sei quando o tempo vai acabar. Eu preciso sussurar meu grito e berrar meu silêncio antes que eu perca todos os sentidos e simplesmente pare de sentir.
Quando Fui Chuva

Maria Gadú
Composição: Luis Kiari e Caio Soh


Quando já não tinha espaço, pequena fui
Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer,
Acomodei minha dança, os meu traços de chuva
E o que é estar em paz

Pra ser minha sem ser tua
Quando já não procurava mais
Pude enfim nos olhos teus, vestidos d'água,
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos, as calçadas

E, assim, no teu corpo eu fui chuva
... jeito bom de se encontrar!
E, assim, no teu gosto eu fui chuva
... jeito bom de se deixar viver!

Nada do que fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra tua boca
E, mesmo que eu te me perca,
Nunca mais serei aquela que se fez seca
Vendo a vida passar pela janela



 
*

sexta-feira, 30 de abril de 2010

"Descubra quem você é, e seja de propósito"
(Dolly Partron)


Há dias que é preciso despir os medos
mostrando todos os encantos e defeitos
Tirar as estruturas frágeis e
trocá-las por uma força inabalável
mesmo que dure segundos
É preciso provar o gosto do atrevimento
É preciso ousar e desafiar a si mesmo
todos os dias
a cada segundo
Quebrar regras que nunca existiram
Dar um passo a caminho do paraíso
Imaginário
É preciso arrancar o que não serve mais
Sentir-se nua e crua
Sentir-se real
Propositalmente
Trazendo liberdade ao próprio ser
E ser todas as formas espontâneas e
ingênuas da felicidade
É preciso parar de se cobrar tanto
e aprender a ser generoso consigo mesmo
É preciso aprender a tocar a vida e deixar que ela te faça sentir.

BeijOs Mágicos e despidos!

domingo, 25 de abril de 2010

 .Partituras
(... ...Just boiling in my blood, but you think that I can't see.)
"Sim...  Eu estou tão cansado,
Mas não pra dizer
Que eu não acredito mais em você"
(Velho Navio - O Rappa)


Você não toca no meu rádio. As canções passam e eu já passei todas as estações. É frustrante, mas eu não consigo te ouvir por mais que tudo seja silencioso ao meu redor. É cansativo e desgastante ficar te procurando em todos os meus playlists imaginários e reais e não te encontrar. Eu te troco pelas minhas canções prediletas, pelas minhas inspirações fora de hora e de nada adianta. Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa e você é diferente de todas as canções que já ouvi. Você tocava fundo sem ter a mínima noção do que estava fazendo. Tocava uma canção sem letra da qual eu ainda tento decorar. Partituras. Parte tuas que gostaria que fossem parte minhas. E por enquanto tudo que consigo ouvir são todas as nossas partes em silêncio. Fora do ar. Sintonizadas em planos distintos. Hoje eu li essa frase: "Eu quero assoviar uma melodia que me lembre alguém, mas eu não sei nem assoviar". Me identifiquei, sem pensar muito. Eu não sei te assoviar, e mesmo que soubesse você nunca me mostrou as notas musicais do qual é feito,  por isso gostaria de apenas não me lembrar de você. De não ter você na cabeça nos meus momentos vazios. Eu estou quase desligando o meu rádio, jogando seus versos no lixo e desistindo de uma melodia da qual eu nunca compus. Você não me dá outra escolha. Na verdade você não me dá escolha nenhuma e eu tenho que decidir sozinha se eu ainda quero acreditar em você, se eu ainda posso me en-cantar e dançar quando você tocar. Meu rádio, por teimosia, ainda está ligado e eu fico me perguntando se algum dia você vai estar lá.


"Você vai me ouvir no rádio e
Achar que é uma música qualquer
Preste atenção"
(Onde está - Fresno)

BeijOs
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

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Estou numa época que me parece roubar os sentidos. Estou numa época em que as estações do ano parecem não fazer sentido algum. Sinto um tédio diante das coisas repetidas, das mesmas palavras, dos mesmos trajetos, das mesmas desculpas, das mesmas culpas. Sinto um cansaço diante da espera. São filas, trânsito, horários, planos, enganos - não necessáriamente nessa ordem... e tudo isso me consome. Ou sou eu que as consumo por não encontrar outro caminho - livre. Tomo oito gotas de floral por dia para driblar essa ansiedade que raramente me deixa sozinha, mas ás vezes não dou conta. Tomo conta de mim e ás vezes me perco de vista. Sim, ando perdida no meus caos, nos meus desejos. Se alguém me encontrar, por favor, me devolva - urgente. Você não pode imaginar o quanto preciso de mim. É a minha birutice, o meu crer, as minhas invenções reais que me fazem olhar para frente e sorrir, mesmo quando não avisto o meu destino. Hoje eu acordei tentando disfarçar a minha inquietude fingindo que não queria fazer nada, que eu era capaz de jogar tudo para o alto e desistir dos meus desejos mais profundos, quando na verdade tudo que eu quero é coragem (ainda mais) para fazer meus planos mirabolantes darem certo. Eu tentei disfarçar, logo eu que não suporto disfarces, mentiras, joguinhos e indiretas. Logo eu, que peço tanto para que o mundo seja mais simples, mais colorido, mais divertido, mais sincero e mais justo.
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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Faz de conta...

"Tenho acordado de sonho nenhum, tenho dormido apenas para ver se paro de sonhar... pra variar."
(Lucas Lima)


Faz de conta que eu não me importo. Que eu não quero mais saber. Que eu não sinto saudades de tão pouco. Que eu não sinto nada. Faz de conta que eu não conto as horas para um dia qualquer. Que eu não conto pra você coisas que você nem me perguntou. Faz de conta que você está perto. Bem perto. Que sua ausência não faz tudo virar deserto. Faz de conta que minhas rimas não ficam bregas quando penso em você. Faz de conta que a gente não existe. Ou que pertencemos a planos distintos. Faz de conta que você não sabe do que estou falando. Faz de conta que eu também não sei. Faz de conta que eu não falei nada e que você acreditou. E nesse 'faz de conta' que não se faz, a gente segue em frente até nos fazermos reais.

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Um dia sem sol...

Hoje minhas palavras não se encontram, não rimam, não se justificam e eu nem sei o motivo. Talvez saiba e não queira me prender a ele pra não me sufocar, mas isso é outra história. Hoje, no meio de tantas tarefas, o meu dia se encontra vazio, a minha vontade ainda dorme e meu pensamento ficou mudo. O Jazz que escuto da Corinne Bailey Rae parece triste (como eu? não sei). Eu não sei se você sabe, mas gostaria que soubesse o que ás vezes sinto. E quem sabe você notaria a importância de vir logo pra cá e me dar um abraço. Você pode me encontrar no meio do caminho? Eu posso te esperar. Quando os dias forem escuros e frios como hoje, o que iremos fazer?

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Coisas me faltam, coisas me sobram e ás vezes eu já nem sei do que preciso.
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sábado, 3 de abril de 2010

REMEMBER ME...
(SERÁ QUE A VIDA É SÓ FEITA DE LEMBRANÇAS?)

"Ghandi disse que tudo que você fizer na vida será insignificante mas o importante é que o faça". Esse é um trecho do filme que assisti hoje: Remember Me ou se preferir Lembranças. Eu não estou aqui para escrever uma crítica do filme e convencê-lo a assistir. Estou aqui apenas pra dizer que coisas insignificantes podem ser importantes. Na verdade, eu não sei muito bem como explicar isso. Porque, pessoas pensam de modos diferentes e isso faz tudo se tornar relativo, vago e muitas vezes sem sentido - embora seja desafiador e interessante. Sentimos as coisas ao nosso redor de maneiras distintas e únicas. Pode ser que o que eu julgo fútil, você julgue totalmente necessário, ou vice-versa. Pode ser que eu nem me lembre mais daquela nossa conversa enquanto você guarda cada palavra em algum lugar dentro de você. Pode ser que deixamos as pessoas que amamos se afastarem por estarmos preocupados demais em fazer com que elas façam tudo certo (ou em fazermos tudo certo para que elas tenham apenas boas lembranças de nós). Pode ser que o amor (ou a falta dele) sufoque ou liberte. É... Pode ser. Pode ser que fazer algo aparentemente errado - mas que exija a sua melhor intenção - seja a coisa certa a fazer nesse momento. Claro que pode. Pode ser. Pode ser que um dia a gente cruze a rua e perceba que algo precisa mudar, que algumas regras são injustas e que  ás vezes aquilo que nos oferecem não é o bastante. O que fazer? Poder ser que não tenhamos as respostas. Pode ser que a gente faça alguma coisa mesmo assim. Pode ser? Pode sim - ainda que lhe digam o contrário. Você pode SER politicamente incorreto e lutar por menos política, por menos embalagem, por menos hiprocrizia, menos falsidade, menos contas, menos desejos mudos, menos barulho, menos espera. E quando eles menos esperarem você ainda pode SER tudo aquilo que você acha que precisa ser feito. Você pode fazer milhares de coisas insignificantes (até pra você mesmo), que no final das contas, ocupam um grande espaço da sua vida inteira. E convenhamos que sua vida é algo muito importante. Você pode ser igual a todo mundo ou se rebelar contra o caos da sua vida, o caos do mundo e ao mesmo tempo você pode SER o melhor que há dentro de você, mesmo que muitas vezes para a maioria isso seja (e provavelmente será) totalmente insignificante.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010


"Você pode não entender se às vezes fico pelos cantos
Um tanto quieta, recolhida, mergulhada no meu pranto
É que ele me liberta na hora
No momento em que eu boto pra fora
O que já não me serve vai embora
E assim, eu fico leve"
(Água Contida - Pitty)

A oposição e a disposição de cada dia


Ultimamente, coisas tem ocupado o meu dia inteiro. Nesse intervalo de tempo eu bebo meu cansaço numa taça bonita como se ele possuisse dois gostos opostos: o doce que me faz se sentir útil a si mesma e o amargo que me incomoda e me faz parecer infuncional. Os olhos precisam estar abertos desde ás seis e quarenta e encontram tempo para finalmente descansarem entre meia noite e uma da manhã - que ainda é noite. Ai eu me desligo, carrego minha bateria pra depois me carregar pra onde for preciso e me inspiro. Expiro, respiro e me inspiro. No outro dia tenho sentimentos contidos que se libertam e tenho uma loucura que se contém. Eu sonho, eu me iludo, eu sonho, eu me realizo, eu sonho. E sonhos custam meu suor, minha ansiedade, meu tempo. Quando digo "meu" tempo quero dizer que nesse momento eu vivo o verso de uma canção: "O tempo é só meu e ninguém registra a cena, de repente vira um filme todo em câmera lenta". Esse filme lento me faz ver detalhes que antes eu não me importava, não reparava ou simplesmente fingia não enxergar. Detalhes tão simples que me fazem sorrir durante o dia (mesmo com sono). Saiba você que ontem eu vi um casal de velhinhos de mãos dadas que me fez lembrar que sentimentos verdadeiros ainda existem. Vi também uma menina com idade aparente entre 12 e 13 anos que tinha deficiência mental e visual, totalmente dependente de alguém e isso me fez criar vergonha na cara, reclamar menos e perceber que eu tenho saúde. Eu ainda continuo cansada, mas eu tenho cura, tenho um futuro pra moldar e ainda tenho muitas coisas que me farão cansar, começar de novo e persistir. Por isso hoje, disfarço os meus olhos ensonados com um lápis preto e um rímel, enfeito meu sorriso com um gloss rosa, pego um jeans velho no guarda-roupa, calço meu all star e entre outras coisas me preparo pra mais uma missão - e talvez a mais importante de todas: SER FELIZ, seja em qual época for, seja com quem for, seja em qualquer lugar, a qualquer hora. E também aproveitarque meu filme está em câmera lenta para construir com mais atenção os detalhes que me fazem ser quem realmente sou.




"Diga sempre tudo
O que precisa dizer
Arrisque mais
Pra não se arrepender
Nós não temos
Todo tempo do mundo
E esse mundo
Já faz muito tempo...
O futuro, o presente
E o presente já passou"
(Semana que vem - Pitty)


BEIJOS MÁGICOS!

sábado, 27 de março de 2010

Sem título. Sem explicações. E por favor, sem hiprocrizia.


Eu encontrei uma pessoa com todos os requisitos que eu nunca pensei que fosse gostar tanto. Porém, por um motivo que eu ainda desconheço, nada acontece. Enquanto isso, as pessoas lá fora insistem em perguntar sobre coisas das quais ainda não sei o que dizer: se estou namorando, se quero fazer pós gradução, o que vou fazer agora ou depois disso ou aquilo. Me poupem das suas expeculações, ordens e julgamentos. Façam-me esse favor e me dê o direito de, uma vez ou outra, andar pelo lado esquerdo da calçada. Os meus dias acompanham o ritmo dos meus desejos, das coisas - que mesmo não gostando - preciso fazer. Preciso mesmo? Muita coisa acontece... A maioria são planos B. Eu escuto ordens desnecessárias. Pessoas pedem para você fazer o que você já está fazendo. Eu escuto gente que não tem o que dizer. Eles querem me deixar louca com tantos sussuros e mal sabem que eu não pretendo ser normal. Eu escuto e ás vezes finjo não entender pra não ter que convencer ninguém de que posso ter opiniões distintas e contraditórias. Mas eles exercem minha paciência, eles reforçam minha consciência. Eles me pedem para ter juízo, mas no fundo eles querem que eu o perca para terem o que falar. Eles perdem tempo falando das coisas que não tem tempo pra fazer. Eles não me deixam ficar em silêncio durante o dia. Não me deixam fazer barulho durante a noite. Não me deixam ficar sem fazer nada ou ter raiva, porque dizem que é feio. Eles escondem a feiura interna debaixo do tapete e ficam doente diante de tanto pó. Eles me perguntam qual é meu problema e tentam "adjverbiar" o que eu estou sentindo. Eu digo que tenho saúde, mas não adianta. Eles finjem se espantar com meus sintomas (como se não tivesse os mesmos nas mesmas circuntâncias) e querem me dianosticar. Eles querem me dar os mesmos remédios que eles tomam, mas isso não me serve, não faz efeito e me dá reações como hoje: uma rebeldia para tudo aquilo que eu não tô afim, que não serve pra mim e que eu acho errado demais ou certo demais - como se hoje eu pudesse ser neutra. Hoje me vejo com um pedaço de intensidade na mão e nas palavras. Não me pergunte o que não quer ouvir, porque eu vou dizer - se achar necessário. Não espere concordâncias no meio da minha frase, porque você não vai ter. Não vou aturar alguém ficar com meu troco, com meus ombros, com minhas idéias e com minha razão. Quem me conhece sabe que sou bem humorada na maior parte do tempo, que tenho uma sensibilidade que me faz ver as coisas de outro jeito, que tenho meu lado hippie totalmente "paz e amor" e assim por diante... Mas que não admito que alguém tente me colocar um rótulo e/ou uma venda nos olhos e roubar meus direitos, meus defeitos, meus efeitos. Não se atreva tentar controlar meus passos e o que penso porque eu viro bicho mesmo. Se não está gostando o problema é exclusivamente seu. O que eu sou, não é pra ser da sociedade, entende?! Eu tenho mesmo que ficar me justificando o tempo todo? Acho isso é tão patético!  (e completamente irritante também).


PS: Outra coisa irritante e hipócrita que aconteceu essa semana foi a Renata Fan (apresentadora do programa de futebol 'Jogo Aberto' da Band ) fazendo um drama porque o Ronaldo mostrou o dedo do meio para alguns torcedores que estavam xingando e desrespeitando-o fora de campo, como se ele tivesse obrigação de aturar isso e como se ela nunca tivesse tido uma atitude como essa. Poupe-me!

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terça-feira, 23 de março de 2010

Um texto da madrugada...

Já é 1 e pouco da manhã. E eu perdi a conta de quantas vezes ouvi a mesma canção hoje, de quantas vezes pensei nas mesmas coisas, nas mesmas pessoas, de quantas vezes eu fechei os olhos e tive os mesmos sonhos. Uma vez ouvi uma frase que dizia "Apaixone-se mil vezes pela mesma coisa se esse sentimento te faz crescer". É... Talvez seja isso. Talvez entre tantas coisas que me fazem se apaixonar durante meu dia inteiro, ainda haja aqueles sentimentos que não nos abandonam - pelo menos não tão facilmente. Alguém, por favor, me explique o que é paixão? Porque eu não entendo. Não entendo quando meus olhos brilham, quando não disfarço o sorriso, quando eu quero falar sem parar, quando eu me empolgo, quando me desafino e não me importo, quando me concentro num livro, quando as palavras somem e vão para os dedos, quando o coração aparece e vai parar na boca. Eu não entendo e nem quero entender, quero apenas me apaixonar - quantas vezes for preciso - se isso me fizer crescer. Há quem se apaixone pela conquista, eu prefiro me apaixonar pela tragetória. As conquistas são apenas a assinatura do autor no final de um livro de páginas imensas. Eu gosto mesmo de histórias. Mas não me venha com histórias pra dormir, eu quero uma narrativa, uma poesia, uma declaração (seja o que for) que me faça acordar, ou melhor, que me faça se apaixonar. Eu quero eu sentimento vermelho da cor do meu cabelo. Um amigo disse que vermelho é cor da força, da coragem... E, antes dissso, eu ouvi dizer que a cor da CORagem é a mesma cor do CORação. Bom, eu acredito. Acredito e me permito me apaixonar repetidas vezes (com direito de renovar esse sentimento) pelas coisas que me fazem ser quem sou.


Ps: Já é 1 e muito da manhã. O tempo não para. Nada lhe trará de volta todos os segundos e todas as segundas, terças, quartas, quintas, sextas, sábados e domingos da vida em que você não se permitiu, não foi feliz, não se apaixonou (principalmente por você). Por isso, não espere por quando tiver mais tempo, mais dinheiro, mais idade, mais criatividade. Apaixone-se. Isso é uma dica, um apelo ou um convite. Entenda como quiser - ou não entenda. Mas apaixone-se (e esse sentimento lhe fará crescer!).

BeijOs.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Quando toca...


Saiba você que eu não gosto muito de telefone, nunca gostei. A palavra me lembra telemarketing, gente te oferecendo o que você não precisa, gente te lembrando a consulta no dentista, gente que liga pra dizer nada na hora errada... Mas abro excessões, afinal, tudo nessa vida tem uma excessão (ainda escreverei um texto sobre isso!). Seria muito triste se no meu aniversario o telefone não tocasse, por exemplo. Seria muito triste se ninguém me ligasse nunca. Se meu nome não estivesse em nenhuma lista de interesse telemarketing - por mais chato que isso seja.
Se for me ligar, por favor seja simples. Se você for simples nem precisa ser breve e a gente pode conversar o dia todo se você quiser. Fale que lembrou de mim e que estava com saudade, pronto, já basta, eu esqueço da palavra "telefone" e vou adorar o fato de você ter ligado. Desde ontem muita gente tem me ligado pra perguntar se eu cheguei bem, pra dizer um "bem vinda de volta", pra dizer que estava com "saudade". Ainn... que pessoas lindas! Sem querer me gabar - mas seria inevitável não falar - eu tenho gente incrível ao meu redor. Ou melhor, não as tenho porque não possuimos as pessoas, porem tenho o prazer de poder compartilhar um pouquinho de mim com elas e vice-versa.
Acho lindo quando alguém arruma um tempinho de um dia corrido pra lembrar de um amigo, um parente, um descendente, um imão, um amor, um alguém especial... Pode ser por um bilhete, um sms, um recado virtual, uma mensagem por telepatia, uma visita pessoal (melhor ainda!) e tudo bem... pode ser um telefonema. E você pensa: "Puxa, eu estava na programação do dia de alguém". Viva a reciprocidade desse mundo. É bom pra todo mundo, não é?!. 
Saudade até um certo ponto também é bom, mas é bom não se acostumar, não se isolar, não deixar suas obrigações tomarem conta do seu dia inteiro. É bom reservar um tempo pra se desreservar, pra deixar de se preocupar em ter uma vida "privada", pra colocar os sentimentos pra fora do peito e se declarar. Por favor, DECLARE-SE! Dizga á aquelas pessoas que elas são especiais pra você e que embora vocês não se vejam sempre, a todo momento, elas fazem falta. Diga que você tem sorte de ter as conhecido. E diga que ás ama (se voce ama). Você não precisa dizer isso sempre, mas é legal que elas se lembrem disso de vez em quando. Bom, eu sou a favor de que palavras bonitas tem que serem ditas - com letras maiúsculas e coloridas!
Eu realmente não sei até que ponto esses meios de comunicação nos ajudam, até que ponto a tecnologia pluga nosso coração e a força das nossas palavras. Muitas vezes essa evolução toda me deixa com um pequeno desejo de insastifação no bolso, um gosto de quero mais na boca e um ponto de interrogação bem no meio na cabeça: "Poxa, porque eu não estou te vendo, ouvindo sua voz de perto, decifrando seus gestos e rindo com suas reações?". Eu sei, acabei de chegar de viagem, tenho tempo pra isso (terei que ter tempo pra isso!) pra abraçar forte essas pessoas pra lá de fofas que fazem parte da minha vida. Mas se pudesse faria uma festa hoje mesmo, reuniria todas elas e lhes faria uma proposta indescente: Vamos ser feliz juntos? ...Nós dançaríamos a noite inteira mesmo sem saber dançar e talvez no outro dia eu até ligaria para agradecer-lhes a compahia.


BEIJOS MÁGICOS E TOCADOS!

domingo, 14 de março de 2010

My last night in EUA and the sky is so beautiful like the first time that I looked it here. I think I`ll take all the stars with me!

quinta-feira, 11 de março de 2010

_Aeroporto_

"Quem mandou voce passar pelo meu caminho?"
(Tudo certo - Luiza Possi)

Eu aqui nesse aeroporto meio vazio, sem saber direito se estou chegando ou se estou indo. Partida ao meio, dividida em saudade do que ja passou (voando…) e vontade de abrir os bracos e aterrizar no meu porto, no seu colo. Minha bateria ja esta pela metade, com a energia amassada dentro da bolsa, com o estomago parecendo um funil de vento. Escuto uma cancao qualquer pra distrair os ponteiros do relogio e fico cansada de responder as mesmas perguntas. Esta frio aqui dentro, mas eu nao quero falar do tempo. Ja eh tarde, mas eu nao quero falar dos meus horarios a serem cumpridos. Esqueca as conversas superficiais (superficies enganam, eu quero mesmo eh mergulhar – topa?). Eu sei que voce tambem sente saudade, mas eu nao aguento ouvir mais o “Volta Logo”. Nao me leve a mal, nao eh nada pessoal, eh que parece apenas um Ctrl C + Ctrl V… e pelo o que eu te conheco, voce eh muito mais que isso. Mude as palavras, mude a ordem, mude de roupa e se mude pra ca! Eu preciso dizer tanta coisa… o que eu vivi, o que eu senti, os meus planos… Eu preciso olhar pra voce e ficar um pouco em silencio. Eu preciso dizer que algumas pessoas sao mais do que elas imaginam, que algumas pessoas sao – para mim - menos do que eu esperava. E que a distancia, na verdade, eh tao imaginaria! Eu preciso dizer que eu volto quando eu tiver que voltar e voce sabe que eu volto – do mesmo modo que um dia eu fui. Eu volto pro nosso aeroPORTO onde o mundo gira cada vez mais rapido, bem diferente desse aeroporto que me abriga nessa noite de uma quarta-feira que ja ja tem um fim, me deixando aqui pro outro dia cuidar. Eu espero minha vez, eu espero as minhas malas, a minha escala, espero o aviao subir e descer, espero alguem vir me buscar – e as vezes quase me desespero porque nao eh voce. E voce fica olhando pra cima, tentando me enxergar, pedindo pra eu voltar sem perceber que eu estou do seu lado seja onde for, pro que der e vier. Eu preciso te dizer tanta coisa quando eu te encontrar… mas nao sei se consigo colocar em pratica tudo que escrevo. Eu acho que vou precisar da sua ajuda, mais vezes, pra exercer minha coragem, minha paciencia, minha felicidade. Nao ache voce que quando eu voltar tudo acabou. Eu apenas comecei e comecarei quantas vezes for preciso. Afinal, eu estou num aeroPORTO! Aqui eh apenas um ponto de referencia pra seguir em frente, entende? Eu ainda vou precisar dos seus ponta-pes, dos seus elogios, do seu aconchego, dos seus conselhos, das suas dicas de sobrevivencia, da sua saida de emergencia, dos seus desejos futeis… Eu ainda vou precisar de voce me aguentando quando eu sou patetica, artista, modesta, poeta. Eu sempre terei muito o que fazer e eu ainda vou precisar de voce pra me empurrar - e as vezes, me segurar. Para me pedir pra ficar ou sugerir para irmos juntos (o que eu acho melhor – quando eu nao quero ficar sozinha). Eu ainda vou precisar de voce pra me equalizar quando eu sair do tom. Voce: mae, pai, irmao, queridos amigos, primas e primos, gente que conheci a pouco tempo, gente de longo tempo atras, gente como a gente… Entao eu nao sei o motivo dessa inseguranca, dos questionamentos, de querer me ver pedindo pra voltar. Eu nao preciso voltar para o que eu nunca deixei, eu so vou mudar meu corpo de lugar e talvez assim, eu mude alguma coisa ao meu redor - mesmo que esse aeroporto continue aqui, parado e ao mesmo tempo locomovendo tantas vidas.

"Pela janela vejo fumaca, vejo pessoas. Na rua os carros, o ceu, o sol e a chuva. O telefone tocou... Na mente, fantasia. Voce me ligou naquela tarde vazia e me valeu o dia".
(Tarde Vazia - Ira!)

BeijOs!