terça-feira, 20 de julho de 2010

(Quando me esqueço)
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Milhares de coisas que eu gostaria de colocar pra fora percorrendo minha mente
Abri a tela do computador
e todas elas fugiram
como se temessem ser reveladas
Elas, então, são supostamentes iludidas
Pois nada consegue ficar escondido do meu interior
Não por muito tempo
E quando o sol sair
Todos os sentimentos que me pertencem
sentirão o calor, a luz, o cansaço
Sentirão algo que ultrapasse eles mesmos
E essa serei eu.
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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Não, eu não tenho um diário. Tenho um blog. Sou moderninha. Mentira. Quando acaba a energia eu me inspiro pra ver se me volta o ar - preciso escrever. Pego um papel, uma caneta e sigo meus dedos, que não apontam para mais nada além do meu coração. Eu escrevo que quando eu crescer quero ser princesa, escritora, tocar gaita ou bateria ou piano - ou os três, quero criar coisas admiráveis, quero aprender muito, brincar de mímica, quero viajar bastante, brincar de ser criança pra sorrir o máximo que puder, quero ler livros que me desliguem o pensamento, quero dançar até os pés se cansarem de doer, quero ter coragem, amor, saúde, liberdade e algum dinheiro - tudo dentro de uma necessaire baratinha que eu possa caregar comigo - dentro da bolsa. Dividindo lugar com minhas folhas amassadas, rabiscadas de sonhos e realidades de gente grande! 

Estou na fronteira
esperando
que você invada meu espaço.
Eu não tenho diário
para deixar que você me leia.
Eu estou na fronteira,
você consegue me ver?
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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Lembranças...
Há milhares de fotos arrumadas em um álbum bonito e nas pastas do notebook. Os vídeos me recordam do barulho do momento e das risadas tão descompromissadas. Ainda restam o mapa da cidade em algum lugar da gaveta e o bilhete do metrô de Nova York guardado na carteira. Minha playlist ainda está lá... pronta para ser apreciada a qualquer hora. As músicas sempre foram uma ótima compahia. Mas agora, o contexto é outro. Não digo que seja pior ou melhor. É tudo tão diferente... Olho para tudo que me restou e apenas me lembro de como fizeram parte - diretamente - de momentos maravilhosos. Me lembro com uma sensação de orgulho próprio. Bom isso. Porém, não sinto mais o que já passou. Será por que tudo já acabou? Antes da conquista (de um território próprio), tudo que me povoava era uma ansiedade do desconhecido e um medo (pelo mesmo motivo) que me levava a seguir e alcançar meu destino. O meio foi uma vivência importante para meu crescimento, para que mudanças ocorressem agora. E agora? Agora são lembranças, saudade da cidade pacata, da vista da janela, da espera na lavanderia, dos waffles com geléia do café da manhã. Saudade de ir até ao Walmart comprar comida congelada, roupa barata e na volta passar no Dollar Tree (onde tudo vale 1 dólar) comprar pipoca, ou amendoim ou detergente. Saudade de sentir saudade da família, dos amigos, do cachorro. Saudade de dormir nos dias de folga sem ninguém pra me acordar, de lavar a louça quando quisesse mesmo que só fosse um ou dois pratos e talheres, de ficar domingo a noite vendo tv (e programas legais por sinal) muitas vezes depois de voltar do boliche. Saudade de caminhar com os amigos até algum lugar que ainda não tinhamos descoberto ou simplesmente voltar nos lugares que mais tinhamos gostado - com nossas luvas, tocas e um frio abaixo de zero. Saudade de ir ao banco trocar o cheque do pagamento e na volta observar as casas sem portões (as vezes com cercas), com churrasqueiras cobertas de neve e bagunça na garagem, embora algumas fossem bem organizadas. Uma vez na ida ao banco, estava um frio e um vento tão intensos que tivemos que parar numa locadora no meio do caminho para nos aquecer. Saudade. Me restaram os cachecois no guarda-roupa. Não é a mesma coisa. Não é o mesmo sentir, o mesmo frio, o mesmo ar. Ás vezes pego meus pensamentos por lá, querendo voltar. Mas acho que não seria a mesma coisa. Não seria a mesma novidade, a mesma ansiedade, o mesmo medo. E agora? Pra onde é que eu vou? O caminho ainda é o mesmo? Olhando para trás parece fácil e eu até encontro uma resposta. Pois quem diria que eu iria - hein?! Olhando para frente as coisas mudam. A gente se sente meio perdido no mundo que sempre nos abrigou. Chega a ser no mínimo estranho, e nesse momento: Ah.. que saudade! E agora? Pra onde é que eu vou? Eu só tenho uma condição: que seja um lugar que me deixe cheia de saudade, com lembranças eternas.


"Is there something missing?
There's nobody listening
Are you scared of what you don't know?
Dont wanna end up on your own?
You need conversation
And information"
(How You See The World - Coldplay)
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sábado, 3 de julho de 2010

"Sobre as fases da lua"...

Vou te contar um segredo. Vou te contar o motivo da saga Twilight fazer tanto sucesso. Não é por causa do peitoral do Jacob, nem pelo amor da Bella e do Edward. Isso ajuda - e muito - mas não é por causa disso. É porque as pessoas gostam de sonhar e através do filme vêem algo que sempre desejaram: alguém pra cuidar delas. Vai, me diz, confesse com todas as letras... Você nunca quis alguém que pudesse cuidar de você? Que pudesse te proteger? Alguém com quem você não se sentisse perdido? É isso que as pessoas procuram o tempo todo. É por isso que as pessoas se decepcionam o tempo todo - falo por experiência própria. Será que existe alguém capaz de cuidar da gente? Talvez. Talvez um homem ou uma mulher mais velha, que tente imitar o cuidado dos seus pais e que depois de um tempo irá precisar de cuidados, para carregar até o fim da vida a idade que colecionará na grande mochila do tempo. Entendeu porque o Edward é vampiro agora? Ele não irá envelhecer e poupará a Bella dessa parte da história (real). Perfeito. É por isso que você assiste ao filme e suspira. E se pergunta porque aquela menina sem graça tem dois pretendentes e você - que também é sem graça - não tem nenhum. A resposta? Nossa vida não é um filme. Não estou sendo pessimista, pois em nenhum momento descartei a possibilidade dela ser melhor que um filme. Mas nossa vida é real. E na nossa realidade - sem vampiros e lobisomens - temos que aprender a cuidar da gente (para não sermos devorados pelo mundo). O fato é que a gente cresce. Não queremos mais os mimos dos nossos pais. Mas queremos alguém pra continuar cuidados das partes que não conseguimos controlar sozinhos. Vai entender... Enquanto isso, o que a gente faz? Talvez seja por esse motivo que as pessoas falam tanto em autoconhecimento. Isso pode facilitar um pouco nas nossas escolhas, no nosso "controle" e na nossa proteção.

Desculpe se você não entendeu nada do que escrevi. Simplesmente olhei para a tela e pensamento aleatórios saíram de mim. Independente disso, recomendo que assista os filmes da saga Twilight (Crepúsculo).

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

DESconcerto

Pode falar o que quiser. Porque eu estou falando o que eu penso. O que eu penso? Em tudo. Tudo mesmo. Na paz mundial, nas minhas batalhas internas, no filme que vai estreiar, na música que não paro de escutar, e até na morte da bezerra. Pensando e falando sobre tudo isso, percebo que minhas atitudes não suportam mais ser apenas políticas para agradar a "boa vizinhança" que, pra te dizer bem a verdade, nem é tão boa assim. Parei de adaptar palavras. Parei de me adaptar a tudo. Quando vai chegar minha vez? A vida é feita de consequências, eu sei. E minhas sequências seguem o ritmo de um (des)concerto. Eu não quero tudo certo, seria entediante. Não quero concertar pessoas, elas perderiam a graça. Entretanto, isso não significa que eu tenha que aceitar tudo (e também não significa que eu tenha que me rebelar contra tudo). Eu só não estou aceitando MENOS. Pouco eu até aceito, se isso for tudo que você tiver. Mas menos? Ah.. isso não. Nem tente me enrolar. Tudo que você subtrair, eu descarto pra tentar concertar essa mania de tentar suportar tudo. Sou forte, na maioria das vezes, eu acho, mas tenho o direito de ser fraca também, afinal sou humana, de carne, osso e um coração sem fim - e não sou idiota (por favor, decore essa parte: não sou idiota!). Desconcertada, por ser que sim (e não sei se sou um caso perdido ou encontrado), mas idiota... não mais. Não aceito fiado, nem palavras previsíveis, nem considerações virtuais, nem sentimentos banais, entre outras coisas. Não acho que nossa vida tenha que se acostumar com isso. Porque isso é tão "menos" que ás vezes até perde o sentido e você se pergunta: "Mas o que é isso mesmo?" e ninguém responde. Ultimamente estou assim. Não há nada que me pare. Afiada. Pronta para cortar o que só ocupa espaço e não serve pra nada. Bem vindos ao meu (des)concerto!

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

O valor da insignificância.

11:15pm. Vou perder alguns minutos do meu sono escrevendo esse texto, mas quem me garante que nos próximos instantes um meteoro não atingirá meu quarto e me adiará pra sempre? Se você garantir, com certeza absoluta (absoluta mesmo!) eu durmo e deixo minhas palavras pra depois. Como não podemos ter certeza de nada nessa vida, eu continuo... Ouvi uma frase de Gandhi num filme que sempre mexe comigo e, por sinal, acabei de assistir. A frase é a seguinte: "O que quer que você faça na sua vida será insignificante, mas é muito importante que você faça". Você percebe a dimensão disso? Muita gente simplesmente não entende. Hoje uma amiga do trabalho se sentiu menos numa reunião. Em algum lugar do mundo uma criança se sentiu apenas mais um número numa sala de aula ou um morador de rua se sentiu invisível no meio da multidão. Coisas que você nem imagina acontecem. Coisas que você não vê. Coisas que você não faz. me incluindo... coisas que não fazemos e ponto.

Uma palavra direcionada, um olhar que não seja de dó, e sim de amparo, um sorriso, um chocolate, um abraço e por que não um agradecimento?! Tudo isso pode parecer tão insignificante, mas isso não significa que não seja importante. Pelo contrário.
Semana passada me questionaram qual o sentido da vida. Meu pensamento se movientou para todos os lados possíveis e não encontrou uma resposta. Só conseguiu dizer que não seria apenas trabalhar. Talvez eu esteja perdida. Talvez eu esteja indecisa. Sobre o que? Sobre tudo. Mas sei que status não é sinônimo de valor. E já sei de grande parte das coisas das quais não quero pra mim.

Ultimamente muitas coisas tem me deixado com o sentimento à flor da pele (Quem sabe eu esteja apenas desabrochando?). Já era tarde de uma noite fria e enquanto eu voltava cansada da faculdade, um senhor com mais ou menos uns 60 anos estampados na cara ainda tentava vender caixas de Bis por três reais. Já tinha visto aquela cena muitas vezes nas mesmas circuntâncias, mas dessa vez fiquei imaginando o que o levava a estar alí, aquela hora ao tempo.
Entrei no msn como tantas outras vezes e me deparei com pessoas das quais eu gosto tanto separadas de mim por um botão que poderia iniciar uma conversa, mas percebi que eles estavam muito longe (mesmo morando perto). Com palavras previsíveis, com sentimentos virtuais, risadas que não se ouve, com uma imagem que não se vê e um compartilhar que não se sente. Fiquei ausênte e depois offline - como se já não estivesse antes.
Segunda-feira uma aluna me disse que faria aniversário no dia seguinte, mas que era para u dar-lhe feliz aniversário porque não teríamos aula na terça. A parabenizei e no intervalo da aula comprei um bombom para presenteá-la. Ela ficou surpresa que adorava chocolate. Eu pensei: "Sim, é possível surpreender alguém com um simples chocolate. E quem não gosta de chocolate?"

Eu poderia ficar a noite inteira escrevendo situações como essas - das quais tenho observado e sentido. Mas quem me garante que amanhã não terei que acordar cedo para ir trabalhar?!
Sim, a vida (ou talvez a melhor parte dela) é feita de coisas insignificantes - e é importante que você as faça!


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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Quando cai a ficha...
(a gente ganha um prêmio ou descobre que vai sair em nada?)



Quando cai a ficha você repara que as unhas estão sem fazer, que a cara está mal lavada, que o dia passou e você nem viu, que as pessoas mudam menos do que supunhamos, que a intenção era outra - e o sentimento também (mas isso não significa que o outro seja necessariamente ruim). Quando cai a ficha você repara que estava certa desde o começo, mas depois passou a desacreditar em si mesma. Você se lembra que a intuição tentou lhe avisar e você escolheu seguir o rumo de um desejo. Quando cai a ficha você fica alí esperando o jogo começar, dá tudo de si fingindo que só se trata de uma brincadeira e deseja virar as costas feliz - com um prêmio nas mãos. Mas nem sempre é assim - você sabe. Ás vezes saímos sem nada e deixamos nossas apostas alí - pra nada parecer ter sentido. O que nos resta é um consolo interno que nos diz que o que vale é a tentativa. "Ao menos você tentou..." - pronto, já consegue seguir em frente agora? Quando cai a ficha você repara que sempre foi menos e que você aceitou (na esperança de receber mais). Quando se tenta modificar uma realidade e não se consegue, é hora de simplesmente enxergar a realidade. É... caiu a ficha! Caiu a ficha de que quanto mais presente você se encontra na vida das pessoas, menos elas sentem saudades de você. Caiu a ficha de que quanto mais intimidade você tem com os outros, menos eles irão se preocupar com formas de agir e de falar, porque, afinal, você vai relevar. Caiu a ficha de que não se pode relevar tudo - e que isso é uma questão de amor-próprio. Caiu a ficha de que as pessoas nunca irão saber o que eu penso se eu não falar. E que eu irei me decepcionar a cada vez que pedir para alguém adivinhar. Caiu a ficha de que algumas coisas (e pensando melhor.. a maioria delas) simplesmente são passageiras. De que amizades relacionadas somente à lugares e amores relacionados somente à beleza são frágeis demais. É... caiu a ficha - agora nem adianta tentar disfarçar se já sabemos no que tudo isso vai dar. Quando cai a ficha é tudo ou nada.

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Tenho me achado um tanto estranha ultimamente. Prefiro assim - na maioria das vezes. Pois me perco a cada vez que me vejo igual ao resto do mundo. Toda essa superficialidade me desencanta, me ignora. E quase me leva pra onde eu não quero ir. Eu disse quase! Bom mesmo é se encontrar onde gostaríamos de estar. A minha mente me leva pra qualquer lugar. Tenho a sensação de que acabei de nascer, de que desconheço tudo - até a mim. Quase me desespero ao descobrir que cada um aprende por si a viver ou simplesmente a existir. Quase me desespero ao descobri que tenho que fazer escolhas o tempo inteiro. Eu só queria um lugar bonito pra ver tudo acontecer e ainda, em qualquer parte do espetáculo, poder me aplaudir. Mas agora não dá. Todos estão ocupados. Todos estão ausentes. E eu, estranha sem saber em que desejar, onde ir e o que fazer. Estranha o suficiente para não seguir um caminho fácil. Mesmo quando me pego andando em círculos. Tenho me achado um tanto estranha ultimamente. Prefiro assim - na maioria das vezes. Pois me perco a cada vez que me vejo igual ao resto do mundo.

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terça-feira, 8 de junho de 2010

[Não me assuste. Por favor, não me olhe com essa cara de quem irá levar minha alma. Eu sei que você deveria ir embora de uma vez. Eu tento fazer isso todos os dias, mas tudo é em vão. Eu me vejo sozinha no meu quarto pensando em um dia inteiro. Eu volto para o mesmo lugar todas as noites. Eu escuto a mesma música milhares de vezes e ainda sim, as letras não me pertencem. Eu fecho meus olhos e procuro abrir meu coração. O vento leva tudo que sinto. Está tão frio hoje. Sinto que posso congelar. Ao meu redor... muita coisa que se resume em nada, por isso não me assute desse jeito me ignorando, porque assim você pode levar minha alma. E isso é tudo que eu tenho. É onde estou, agora. No fundo da minha alma.]

domingo, 6 de junho de 2010

[Ta bom, você não me convidou. Mas eu, que brigo constantemente com a tal da "espera", resolvi rasbiscar em você os meus próximos passos. Escrevi na sua mão "Me leva!" - meio discreta, meio disfarçada, meio tímida. Porém, inteira - como sempre. Entendeu a mensagem? E aí, tem coragem? Me leva pra longe daqui, pra longe dos meus pensamentos pra lá de malucos, pra cá de confusos. Me leva - e me trás quando eu pedir.]

terça-feira, 1 de junho de 2010

O amor é minha religião!


Love is my religion. Eu também pago meus pecados. Peço. Suspiro. Agradeço. Eu não quero dízimos. Sinto lhe informar que isso não vale de nada. Eu quero sua devoção. Seus olhos abertos. Quero que você espalhe amor por aí, por aqui. Com atitudes imprevisíveis. Suas palavras já estão desvalorizadas. Esse é o novo mandamento. (Não que nossas velhas crenças já não sirvam). Não diga que sente muito. Não me peça pra te desculpas. Não diga meu nome em vão. Será que suas confissões são realmente sinceras? Será que quem te perdoa é totalmente inocente?  Me diga de onde vem a sua fé. Me conte sobre as coisas das quais você acredita. Me mostre o que você pode fazer, pois o que você prega por aí não define quem você é. Você sabe o que está fazendo? Nada lhe impede de aprender. Tentar se justificar é a sua cruz, e você está morrendo aos poucos enquanto eu vivo entre dias imperfeitos e maravilhosos. Eu tenho em que acreditar. Eu tenho algo que eu possa agarrar com toda a minha força. Eu posso substituir a minha força por amor. A força está dentro da minha mente, dentro dos seus olhos, nas orações que ninguém ouve. O amor é a minha religião. Eu acredito que o mar acalma, que o tempo passa, que coisas ficam. Acredito em pensamentos positivos, na intenção, na intuição, nas canções que arrepiam. Acredito nos desejos, no destino, em mudanças. Acredito que unhas vermelhas elevam a auto-estima, no poder da Victoria's Secret, que ninguém vai superar o Michael Jackson, que a Madonna tem um puta estilo... mas isso é outra história. Não é porque eu acredito nessas coisas que elas tem o direito de fazer o que quiserem comigo. O amor é minha religião. Quem sabe um dia eu possa também acreditar em você?! Você irá me seguir? Porque o caminho é melhor do que você imagina (eu garanto!), mas não tão fácil quanto parece.

(Have you confeseed?)
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domingo, 30 de maio de 2010

Domingo. Cinema. Sex and the city II. Coisas como essas sempre me fazer pensar, sempre inspiram um texto novo. O que seria de um filme sem um conflito? O que seria da nossa vida sem um drama, uma comédia, uma aventura, um suspense?
Depois de um filme, outro filme e antes de dormir filmes passam na minha cabeça. Roteiros, personagens, cenários e histórias de difundem, se confundem e deixam uma cena inacabada. Aperte o play porque eu quero saber o final. Ou talvez, isso nunca tenha fim.
Tudo que eu preciso hoje é de um lugar para descansar minha cabeça. Pode ser em frente a uma tela gigante que rode um filme que me sirva de consolo ou de esperança. Pode ser um travesseiro que me faça ter sonhos bonitos. Pode ser uma rede que me faça meditar. São milhares de possibilidades, mas eu sei que há somente um lugar, mas eu preciso me encontrar. Preciso me encontrar. Preciso voltar pra mim.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Por favor, descomplique!

Se eu pudesse realizar um desejo hoje, seria de que as coisas (e principalmente as pessoas) fossem mais simples. Não digo que minha vida esteja complicada, nada disso. Mas olho ao redor e vejo que tudo poderia ser mais simples e menos simplificado. Quer saber a diferença? Ser simples é aproveitar todas as coisas que a vida lhe propõe seja um pão com mortadela ou um jantar chiquérrimo. Não tem nada a ver com status, acredite. Ser simples é não conter as emoções mais estranhas - ou mais belas. É deixar que as outras pessoas saibam sua verdadeira opinião sobre tal assunto, o seu verdadeiro sentir. Você sente? Se não sente, também seja sincero(a) e assim você será simples. Seja menos simplificado. Pare de tentar te traduzir em marcas, gêneros, grupos, etnias, classes e assim por diante. Pare de tentar traduzir tudo e será um grande passo.

Você tenta traduzir a música, o livro, o enredo e até os pensamentos e atitudes das pessoas. Você não, nós! Já me peguei fazendo isso do mesmo modo que já fizeram isso comigo e posso lhe garantir: tudo fica mais complicado. Quando tentamos adivinhar o que o outro pensa, gosta ou faz plantamos um ponto de interrogação no meio do peito que nos consome (e muito!). Quando fazemos isso, cometemos duas injustiças: conosco mesmos e com o outro que parece ser o enigma em pessoa. Por isso, eu peço, seja simples.

Imagine só que domingo a noite meus pais tentaram narrar um episódio da minha vida que não existe. Criaram conceitos, planos e quiseram nomear "cargos" e "cargas". Quiseram me poupar do risco e do momento. Quiseram criar uma medalha de merecimento pra eu dar pra quem eles acham que merece. Ficaram incomodados por mim. Para que? Não sei. Não sei o que se passava na cabeça deles do mesmo modo que eles acham que sabem o que se passa na minha cabeça. Tudo em vão. Tudo muito planejado, muito questionado. Será que não perceberam que certas preocupações são desnecessárias e só servem para ocupar uma parte vazia dentro da gente? Não quero isso. Espaços vazios eu ocupo com coisas existêntes. Simples assim.

Poderíamos exercer mais a nossa simplicidade. Agora. Pode ser? Porque eu não entendo de onde vem tanta certeza que as coisas podem acontecer numa "outra vez". Eu não sei quanto tempo vai durar nosso presente - essas caixinha de surpresas que - embora curiosos - adiamos tanto para abrir. Seria medo? Talvez. Cada um sabe o que sente e eu não vou ficar tentando adivinhar você. Posso falar por mim. Ás vezes sinto medo - do desconhecido - mas prefiro correr o risco.

Risco minhas palavras em você te convidando a correr riscos junto comigo. O risco de ser simples. Sem indagações, sem placar, sem joguinhos, sem indiretas. Se não sabe, pergunte. Se souber, ensine. Se não souber a resposta, confesse. Se quiser, corra atrás - alcance. Se não quiser, diga (de maneira direta e educada). Se não gostar, não aceite. Se amar, se declare. Se não gostar o suficiente para amar, não diga que ama em vão. Se tiver com vontade, realize. Se tiver cansado, descanse. Pode dizer o que realmente está sentindo? Angústia, inveja, alegria, compaixão...? Já te falei, é um risco. É simples e te faz menos simplificado.

Por isso, desenrole-se, desembrulhe-se, mostre-se, deixe de lado tudo aquilo que torna a vida complexa e que te deixa confusa e triste. Deixe de lado também as pessoas que dizem que tudo é complicado. Elas estão mentindo para você, quase te convencendo. Nada é tão complicado a ponto de não ser resolvido, a ponto de não ser adaptado e superado. Pronto, já pode colocar um sorriso na boca, um brilho nos olhos e a simplicidade dentro da mente. Não simplifique sentidos e sentimentos. Seja apenas simples. Corra riscos. Por favor, descomplique!

Beijos simples!
=)

domingo, 16 de maio de 2010

Surpresa!

O que a gente faz quando um turbilhão de emoções quase te leva - para não sei onde? Boa pergunta, não?! Acontece que cada momento da minha vida tem sido precioso - mas do que nunca. Ou se não, sempre tiveram suas preciosidades e era eu quem aproveitava pouco. Se for, não me culpo. Cansei dessa palavra. Prefiro acreditar na frase da Fernanda Mello: "Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes se deixarmos".  Eu escolhi ser feliz sem se preocupar com as mudanças do tempo. Tudo está mudando... Eu gosto, confesso. Mesmo tendo que acordar mais cedo e domir mais tarde. Logo eu que prezo uma boa noite de sono. Eu gosto. Mesmo me sentindo exausta a tarde inteira e entediada pela noite. Mesmo com emprevistos pelo meio do caminho que me fazem perdida por algum instante. Mesmo escrevendo textos dos quais não publicarei no blog e escutando músicas que me fazem pensar em coisas das quais eu não quero me preocupar. Eu gosto da sensação, desse ar que me faz respirar nessa fase da minha vida. Será que existem fases ou será que a gente existe e simplesmente faz? Eu gosto de olhar no espelho e ver que alguma coisa mudou, e ver que esse era meu propósito. Okay, meus planos nem sempre dão certo, porém no final do dia eu descubro que gostei das coisas que nem passaram pela minha cabeça. Surpresa!

(...  E ás vezes, depois de um final do dia não tão legal como o esperado, a gente descobre que a surpresa ficou pro dia seguinte!)

BeijOs Mágicos.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Todo dia é tempo de mudar...

Eu sou o sol da manhã. Eu sou a chuva e os trovões. Sou uma piscina de rosas e um chão feito de concreto. Eu sou o ponto de chegada e de partida. Eu sou a estação. Outono, inverno, primavera e verão - no mesmo dia. Eu sou dias e noites. Mais noite que dia. Eu sou o que está perto e o que está longe. Eu sou o calor e o frio - e também o meio-termo. A razão e a emoção. Mais emoção que razão, eu acho. Eu sou a saudade e o desapego - ao mesmo tempo. Eu sou o tempo que durar, não gosto de esperar e quero que chegue logo. Sou o silêncio de muitas palavras. Eu sou a loucura de um ser "normal". Esses dias tem sido loucos, eu sei. Mas você é desse jeito: de todos os jeitos - assim como eu. Você é uma contradição que faz todo o sentido. E esse é o único motivo de continuarmos aqui.


"Disfarça e segue em frente todo dia até cansar e eis que de repente ela resolve então mudar..."
(Descontruindo Amélia - Pitty)

Beijos.