quarta-feira, 30 de julho de 2008

Uma dama que leva seu coração para caminhar pelas ruas
Ela quer brilhar no céu, você não vê?
Estrelas brilham de noite, já percebeu?
Porque ela te mostra o céu e você não olha
O que você consegue enxergar com seus olhos e seus olhares?
Olhares também enganam e ela sabe
Há muito mais por trás da maquiagem
Ela quer conquistar o mundo. Não tente impedir.
Ela quer encontrar a vida de um ponto de partida, mas acabou de chegar
Tem alguém aí?
Ela aparece sorrindo e te leva pra outro mundo
Ou foge se o coração ficar mudo
Nunca se sabe o que se passa no coração de uma mulher
Que mesmo forte chora feito menina e pede socorro:
"Me tira daqui!"
...embora ela saiba o caminho de volta.
*
*
BeijOs MágicOs
Tati

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Ilusionismo real

Dia desses ouvi uma teoria, num programa de rádio, vinda da seguinte frase: “A mentira não está com os homens, e sim, entre os homens”, significando que entre verdades há ilusões. Boa teoria, confesso. Sempre fui a favor da verdade, mesmo que ela doa e altere meu humor temporariamente. Mas aprendi que depois, isso tudo passa – a dor e o rancor. Ruim é quando a ilusão não vai embora. Quando a vontade de ser feliz não volta. E péssimo é quando todas essas ilusões começam se refletir em mentiras íntimas. Aqueles argumentos batidos e ultrapassados que insistimos em alimentar para nos sentirmos bem com algo que não existe. Até que vem alguém e te dá um tapa na cara cheio de verdades, com uma realidade que você nunca tinha sentido antes. Eu disse que iria doer, não disse? Mas não chore, agradeça. Isso mesmo. Eu agradeço a todas as pessoas das quais não me enganaram, mesmo que não tenham dito a verdade propriamente dita. Agradeço á todas as pessoas das quais não me prometeram nada sabendo que não iriam cumprir. E digo mais, eu não preciso de muita ajuda para ilusões. Costumo fazer isso sozinha, por mais que eu tente controlar, por mais que eu tente fugir dos pensamentos. Talvez não seja ilusão, seja esperança ou, quem sabe, sonhos. Mas aprendi a diferenciar. A esperança fica. Sonhos tornam-se reais. A ilusão vai embora. A ilusão de que ele vai querer algo sério com você. A ilusão de que você vai emagrecer naturalmente. A ilusão de que você vai ganhar dinheiro sem esforços. Tudo isso passa, mesmo que demore, mas passa. Porque ele nunca te liga e quer te ver uma vez a cada dois meses. Porque você não controla a alimentação e não faz atividade física. Porque você não manda nenhum currículo e ainda está desempregado. Não culpe os outros por isso. Aceite que entre suas verdades há ilusões. Eu tenho muitas, todos têm. E elas nascem de dentro da gente – ás vezes sem que a gente perceba. Se são plantadas por alguém já vira outra história. Depois de aceitá-las fica muito mais fácil de livrar delas, acredite. Por isso vou fechar esse post com uma teoria da Fernanda Mello: “O que negamos também faz parte de nós!”.
BeijOs Mágicos...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Semana passada iniciei (e já acabei também rs) a leitura de um livro sobre comportamentos femininos diante de relacionamentos amorosos e homens, em geral. “Coisas que toda mulher inteligente deve saber” uma espécie de manual que sacode nossos corpos com um grito: “acorda pra vida, minha filha. Acorda pra sua vida!”. Uma espécie de manual. Sei que a idéia parece ridícula. Mas vai me dizer que você nunca implorou que um manual de instruções caísse do céu para que você aprendesse a lidar com o amor e com os tão complexos seres humanos. Esses manuais até existem, não caem do céu e ficam nas prateleiras das livrarias. Compre, leia e tire suas próprias conclusões. Ou não faça nada disso. Sabe por quê? Porque difícil não é lidar com coisas externas (amor em livro parece objeto). Difícil mesmo é entender a gente. Entender a vida real, cheia de detalhes e contra-tempos. Mas a pergunta é: “Você quer mesmo entender?”. Saber, alimentar conhecimento são uma coisa, mas entender é completamente outra. Não quero ter uma vida baseada em histórias alheias. Baseada em conselhos de quem nunca vi e não tenho intimidade alguma (como se seguisse todos os conselhos dos meus pais e das minhas amigas, mas isso é outra história). A verdade é que eu até tento, mas não consigo. Na maioria das vezes tenho que ver com os próprios olhos para acreditar, pagar pra ver, quebrar com a cara, mas e daí? Arriscar não está na lista dos pecados capitais. E quem se importa com pecados capitais? Cada um se vira com os seus e pronto, contanto que exerçam os verbos assumir e perdoar. E eu sou assim. Sei que cometer os mesmos erros é burrice, é loucura, mas não me importo com erros novos. Gosto de novidade (boa novidade). Deixo pra me importar depois (li em algum lugar que não devemos sofrer por antecedência e resolvi adotar a estratégia, embora, ás vezes, seja incontrolável). E desejo não me importar tanto - contanto se for tentando acertar. Acertar um alvo de olhos fechados necessita de muito treino e sorte. Por isso, por enquanto, mantenho meus olhos abertos. Bem abertos. Mas isso também não me impede de errar o alvo.
Beijos em alvo enviados por flechas magicas!
Tati

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Vamos brincar? Vamos lá, hoje sou eu quem aperto o ‘start’. Começo te levando pro carrinho bate-bate, pra te ignorar, desviando minha direção. Ou te procurar, te seguir e fazer que você me perceba quando eu bem entender. Depois te coloco na xícara e te faço girar, girar, girar. Até fazer você perceber que ficou tonto e já não sabe o que fazer. Te levo pra algum brinquedo que lhe deixe de cabeça pra baixo, que te faça sentir o vento e erguer os braços. Você se rende. E eu te deixo cansado de tanta diversão. Ao fim do dia, te aponto o pôr do sol. Você fica confuso ao vê-lo partir. Quanto tempo temos? O suficiente – eu respondo. E você não enxerga mais nada. Porque amanhã é outro dia e não temos garantia nenhuma. Não temos segredos, planos e preferências. O que você acha disso? Ruim não é? (já até me acostumei com seu silêncio imprevisível) Mas só estou te mostrando o tipo de diversão que você inventou. E estou começando a gostar de não pensar que poderia ser diferente. Temos apenas um passaporte pra ficar nessa brincadeira de mentir pouco e não enganar. De sorrir e saber o que falar. Tudo muito clichê, que dá certo, enquanto existe. Quando você lembra de mim e eu de você. Como diz uma frase de Martha Medeiros: “Tenho juízo, mas não faço tudo certo, toda paraíso precisa de um pouco de inferno”. Quer conhecer meu paraíso? Assuma também meu inferno e seja bem vindo.

(...Me leve para parques de diversões todos os dias, não apenas por um. E eu até topo ir na montanha-russa com você. Eu não me importo de subir e descer nesse caminho que parece não ter fim, se depois você me levar pro splash pra eu me sentir leve!)
BEIJOS MÁGICOS E DIVERTIDOS...
Tatii

terça-feira, 8 de julho de 2008

"Existe mesmo essa vida. Ou inventei, pra me distrair?"

Não sei se vocês têm reparado, mas minhas postagens ultimamente têm sido sobre amor. (Mas o que não é amor nessa vida? - tirando as notícias do jornal e a realidade dura lá fora). Sabe o que é? To me descobrindo. Me reinventando. Aproveitando e brincando de ciranda com meus dias claros, raros e únicos. Tão bom isso. O amor próprio. Aquele clichê que - sinto em dizer - é pura verdade. Mais que isso... totalmente necessário. Gostaria que você experimentasse também. Sentisse o gosto com a ponta da língua. Com a luz dos olhos. E com o toque. Toque, toque, toque... Sim, eu espero alguém bater em minha porta e dizer: "Posso entrar? Pra ficar!". Eu espero. Mas aproveito o que podemos chamar de 'antes disso'. Não disperdíço mesmo. Nem por mim. Nem por você. Nem por ninguém. A ilusão tem passado longe. Estou aprendendo a resistir. Os sonhos nunca passam. Eu os levo comigo. São meus. Apenas. Porque eu também tenho direito de exercer meu egoísmo, sem facas e canivetes. Tenho direito de exercer as minhas vontades... De não ir, não ligar para o que você diz, de não te iludir, não me iludir, de sair sozinha num dia ensolarado, de comer doce na praça, de ver filme esparramada no sofá, de não arrumar o quarto, de rir da minha cara, de ficar um tempão no telefone jogando conversa fora, apesar de eu não gostar deles. São meus direitos bobos. Os melhores direitos do mundo. Aquele que eu encontro quando menos espero. Ou melhor, quando não espero nada. Quando eu não cobro nada de mim ou de quem quer que seja. Assim eu vejo que o mundo não está invertido. Que eu não estou de cabeça para baixo. Que todos nós temos probleminhas, dilemas e acasos. E quem se importa? Prefiro substituir palavras: Importar por exportar. Isso mesmo. Por pra fora: riscos, rabiscos, caras, bocas e sorrisos. Mudar o foco. Qual é a graça de comprar um binóculo para enxergar as mesmas coisas? Qual é a graça? Porque eu quero todas possíveis. Quero tanto. Quero pouco. Mas eu quero... Priorizar o meu ser - tão flexível - pra quando a campainha tocar. Dim Dom, alguém em casa? Minha casa é do tamanho dos meus pensamentos. E eu não quero saber onde estou. Se você me encontrar - modesta parte - sorte sua, sorte minha. Sorte.

Beijos inspirados e mais que mágicos...
Tati

domingo, 6 de julho de 2008

"Os OPOSTOS se distraem e os DISPOSTOS se atraem"

"Tem hora que a gente se pergunta por que é que não se junta tudo numa coisa só?"
(O Teatro Mágico)

Eu não entendo a razão das pessoas se acomodarem tanto no tempo. De ficar esperando a hora certa para tudo. De deixar com que dias após dias se encarreguem do passado, do presente e do futuro. De alguma forma o tempo nos leva, eu sei. Leva aquela inocência de criança, a brincadeira da ciranda, a facilidade de lidar com coisas novas, a falta de medo de se machucar. Leva tanta coisa, trazendo outras. Num ciclo inevitável que por bem ou mal nos faz crescer. Mas vou te contar um segredo... As pernas do tempo é o nosso coração. As pernas, os olhos e as mãos. Então se o caminho tiver coração, o medo já não me importa tanto e eu vou. Eu vou, levando o tempo comigo, mesmo sem saber onde vou parar. E eu vou, feliz! Mas se o caminho não exercer motivação necessária para que minhas pernas se locomovam sozinhas, eu deixo o tempo me levar. Será que você entende o que eu quero dizer? Porque se você me disser: “Deixe que o tempo se encarregue de tudo. Vamos ver no que vai dar...”. Posso pensar que você não quer se dar o trabalho de encarregar-se de nada. E ver o que vai dar seria apenas uma opção. Faz sentido, não faz? Não é questão de pressa, ou coisa assim. É questão de dar valor as nossas próprias pernas e aos ponteiros do nosso coração. Uma vez minha mãe disse que tudo que dá certo, dá certo desde o começo. E se dá certo, a gente nem se lembra do tempo. E nisso, ela tinha toda razão.
...Todo o sentido da emoção.


"...Pra que se preocupar
Se tudo já passou
Tudo vai ficar
Como começou
É fácil notar
Que a gente cresceu
E se é pra gente ficar feliz
Que seja assim
Sem brilho, sem juízo
Sem fórmulas, sem regras, sem dor
Amor, vamos viver de amor e mais nada
Amor, só se encontra uma vez na estrada..."
(E Mais Nada - Wilson Sideral)

BeijOs sem fórmulas, sem regras, sem dor...
Dias mágicos - de paz - pra todos nós!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Coração na mala. Qual é a estação?

Semana passada meu espelho estava embaçado. E o problema não era com ele, com ela, com você. Era comigo. Cheguei a dizer que estava exausta de ver pessoas chegando e partindo da minha visa sem avisar. E uma amiga me disse: "...olha o drama!". Quer saber? Ela tinha toda a razão. Pois meu drama consistia em esperar o trem na estação errada. Eu poderia ficar alí esperando por horas, dia e noite, com a mala nas mãos e o coração a boca. Pronta para embarcar num destino seguro. Pessoas iam e vinham, cada um com seu destino, com sua bagagem. E meu trem não chegava. Onde ele estava? (Onde ele está? - porque eu ainda não sei). Mas onde EU estava? Depois de perceber que nenhum vagão correspondia ás minhas cores. E que aquele barulho era pequeno demais para levar meus pensamentos... Olhei o bilhete e descobri que não era assim, não era ali. Não daquele jeito, não naquele vagão. Não naquele trem. Peguei minhas coisas (corpo, alma, olhos, boca e coração) e parti - de volta - para dentro de mim (meu eterno ponto de partida). Até encontrar a estação certa para embarcar e seguir viagem.

Ps: Ter ficado na estação não foi tão ruim... Aprendi coisas novas; comecei a trabalhar; retomei a minha essência na dança; ganhei amigos internautas e conversas saborosas... Eu só não embarquei no trem, mas ter visto o sol brilhar diversas vezes enquanto estava na estação, valeu a pena!

BeijOs viajantes e mágicos!!!
***

sábado, 28 de junho de 2008

.Um excesso de essencial.

Eu estou do avesso - do começo ao fim
e talvez, desde o começo
Com tantas coisas perdidas por aí
Coisas que ainda nem vivi...
Está tão difícil cuidar de mim
Está tão fácil não sorrir hoje
e abandonar meu próprio colo
O meu silêncio tenta amenizar tudo
Que nem é tão grande assim
O meu silêncio tenta me levar pro teu barulho
Mas eu não consigo dançar.
Talvez eu precisasse chorar pelos olhos e pela boca
Mas até a vontade vem em hora errada
e eu também não consigo
Não hoje, nem com hora marcada
Porque tudo se desmarca e some em rascunhos
E nada se faz mais do que meus resumos.

Obrigada pelas pessoas com quem eu tenho tido conversas sinceras ultimamente. Obrigada por me mostrarem que quando as bexigas parecem partir abandonando minhas mãos e indo de encontro as nuvens. Alguém vai lá, dá um salto e pega uma bexiga colorida de volta pra mim!

BeijOs apenas
e magia pra todos...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Criatividade para viver...

Use sua cara de pau com toda alegria do mundo. E criatividade acima de tudo. Diga: “Eu quero!” ou “Eu não quero!”. Nada de ficar vendo a vida passar em cima do muro. Mostre-se! Esteja certo de que vai dar certo. Então siga em frente... Faça o que tem vontade (com responsabilidade). Mude o cabelo, a cor das meias, os argumentos, renove as qualidades e até os defeitos. Roube um beijo. Abrace forte! Encontre. Reencontre. Não espere. Não aceite desculpas esfarrapadas, conversas fiadas. Jogue fora. Recicle. Experimente o novo. Se o problema for falta de tempo, compre um relógio. Durma mais. Durma menos. Aproveite-se. Dance. Cante. Ria. SORRIA sempre, mesmo quando sai tudo errado (tá bom, sei que falar é fácil, mas eu tento). Chore... se der nó na garganta, se o filme emocionar, se o coração se espremer, se a alegria for grande, se você não mais agüentar. Fale e escute. Escute e fale. E somente ás vezes se cale por inteiro. Cuide-se. Pois sinto em dizer que ninguém fará isso por você. Tenha medos. Mas não deixe que eles te controlem e te impeçam de ir mais longe. Supere-se. Use o seu estoque de força e capacidade. Não guarde pra depois (não sabemos se existirá o depois). Abasteça-se. Use sua sinceridade – quase sempre – com palavras doces. Fale por você e deixe que os outros falem por eles. Defenda uma causa. Exerça paciência. Grite – de alegria, e de bravura também. Pense (nem tanto assim)! Faça. Erre. Acerte. Peça desculpas. Perdoe. Brinque. Rejuvenesça de forma natural. Brilhe. Encante-se. Permita-se ser mais ou ser menos. Mas principalmente AME ser.
(· Desculpem se o texto de hoje está muito auto-ajuda. Mas foi isso que eu encontrei quando olhei no espelho.)


***********

Ps: Uma coisa não tem me conformado ultimamente: Há tanta moda bonita lá fora... Cores, estilos, tendências... E ainda tem gente que prefere fazer moda com as notícias que saem no jornal. A tendência do outono foi pegar o carro e sair por aí na contra-mão. O inverno nem bem começou e já começou essa palhaçada de fugir de casa. O que será que nos aguarda no verão? Será que as pessoas estão perdendo a criatividade para resolverem seus problemas? (...que por sinal, justo esses, são tão pequenos).
Num mundo em que pessoas passam fome, que não inventaram cura para Aids, que Câncer ainda é doença séria, e que há abuso infantil... As pessoas saem por aí fazendo besteiras por causa de discussões com a mãe, ou com a namorada (o). Vê se pode?

A foto abaixo é pra pensarmos um pouco além do mundo que ultrapassa os metros quadrados das nossas casas. Ás vezes é bom olhar para um espelho maior que a nossa própria imagem!
Só pra você saber... em 2008 também podem-se obter realidades semelhantes a essa.
BeijOs inconformados
e um futuro melhor e mágico pra todos nós!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

UM AMOR DE SALTO ALTO

Qualquer mulher que assistiu "Sex and the City - o filme", sabe que não é só em Nova York que há pessoas em busca de grifes e amor. Todas nós queremos sair desfilando pelas ruas sa cidade com uma bolsa maravilhosa em uma das mãos, e ocuparmos a outra mão com um amor de cinco estrelas entrelaçados aos nossos dedos. mas a verdade é que é muito mais fácil lidar com grifes, marcas, roupas, bolsas e sapatos. Está tudo na vitrine. Basta escolher, pagar e levar embora. Não fala, não questiona, não reclama, não ignora. Mas e o amor? Nunca sabemos o preço que vamos pagar por ele. Se o gasto emocional será compensado, ou se é melhor investir em outra coisa. Ás vezes vem como prêmio. Outras, como um débito enorme. Mas não dá pra colocar numa caixa da Victor Hugo, ou da Louis Vuitton e deixar exposto no armário para usar em dia importante. Amor é um sapato de grife que tem que ser usado todos os dias. Não necessariamente o dia inteiro, mas todos os dias. Sem esfolar e fazer bolhas nos pés. Tem que te acompanhar na jornada diária, fazendo com que você se sinta nas alturas na maior parte do tempo. E que doa pouco. Amor é um salto alto que você tem que se arriscar a usar. Mesmo sabendo que, um dia, o salto pode quebrar e você pode cair com ele. Se isso acontecer, talvez seja hora de calçar pares novos. De novas cores e novos estilos. Ou seja a hora de andar um pouco descalça, para sentir o chão de si mesma.
Confesso que ultimamente tenho andado mais descalça do que com salto alto. Mas "Eu não desisto do amor. Eu o levo sempre comigo!" - mesmo nos dias em que estou sem salto. Pois grifes apenas me empolgam, mas pouco me importam.

Ps: Esse texto é fruto de um domingo regado a sessão do filme citado e com a compahia perfeita de uma melhor amiga! Momentos assim sempre dão origem à boas histórias...

BeijOs Mágicos e uma semana com muito salto alto!

domingo, 22 de junho de 2008

Se eu fugir de mim e não voltar, então esqueça. Mas se eu voltar, volto melhor... acredite.

Me acordam com barulho, mas eu não quero barulho. Quero sussuros ao pé do ouvido. A luz do dia abriu meus olhos, mas eu quero eles fechados... Sonhando com tudo que não foi marcado. Vou mergulhar no tempo pra ver se ele passa mais depressa. Enquanto eu me desacelero sem que você peça. Se eu colocar o coração na mochila e fugir pro meu quarto para compor refrões, me deixe, esqueça temporariamente ou me espere. Mas deixa eu fugir pra dentro de mim. Finja que não vê. Não me pergunte nada. Deixa eu me virar do avesso com uma roupa nova. Precisamos ser tudo que temos direito. Ou tudo que precisamos ser. Eu vou. E volto - cheia de novidades pra te mostrar.

(qual é o problema se eu lançar meu coração ao mar?)
Viva a poesia do Sideral!
Beijos e fugas mágicas...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Pé de valsa

"Dança de um, dança de dois, dança de multidão. Mexer o corpo para acordar a alma. Pode ser o exorcismo no meio da pista da casa noturna ou o encontro na frente do espelho, no lar, sem testemunhas. Conduzir a dama, exercitando a gentileza. Aceitar a condução do cavalheiro, sem receio do rodopio. Durante o vaivém dos corpos, os bailarinos, aos pares, experimentam outra comunicação, a do toque, que ajuda a perceber o outro, que ajuda a estar atento à mudança do rumo do arriscado. Entre casais, essa percepção reforça a cumplicidade. Calorias a menos, felicidade a mais."
(Calendario 2008 Porto Seguro)


Dedicado à todas as danças da vida... do bolero ao rock'n roll, e também a todos os pés que se deixam levar pelo ritmo do coração!

Beijos com sabor de música
E melodias mágicas...
Tati

terça-feira, 17 de junho de 2008

Não vale a pena... Faça valer!

"A vida é como o eco. Se você não está gostando do que está ouvindo, preste atenção no que está emitindo!"
Não vale a pena perder a fé só porque não aconteceu
Não vale a pena parar só porque o caminho é longo
Não vale a pena sofrer por um amor que não corresponde, se existem muitas pessoas ao seu redor que fazem de tudo pra lhe ver feliz
Não vale a pena fazer drama se a situação pode ser transformada em piada
Não vale a pena se culpar se você pode muito bem perdoar-se
Não vale a pena lutar e se ferir quando só há você na batalha
Não vale a pena esperar se você pode ir de encontro ao tempo
Não vale a pena viver por aquilo que não te faz bem se há muitas coisas no mundo que realmente valem a pena...

Se estiver se sentindo mal. Faça as pazes (seja com você ou com alguém).
Se não adiantar, esqueça.
Se não conseguir esquecer, jogue para trás.
E seja quais forem as situações... Perdoe-se e siga em frente. Nem que seja por um novo caminho. Mas vá atrás de coisas que realmente valham a pena!

(Ps: só não fique com pena de si mesma - não perca seu tempo.)

Beijos generosos e mágicos...
Tati

domingo, 15 de junho de 2008

"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome." - (Clarice Lispector)

Hoje eu tinha um “encontro” que foi cancelado. Estava com uma imensa vontade de saborear um almoço de domingo feito pela minha mãe. Mas fui eu quem tive que fazer o almoço. Depois, meu plano era ir a um show, mas não tinha lugar no carro, e mesmo que tivesse, minhas companhias não iriam mais por causa das nuvens escuras que ameaçavam desabar do céu. Fui alugar um filme na locadora e quando voltei, a famosa garoa paulistana quase acabou com a escova que tinha acabado de fazer no cabelo. Tive que acelerar o passo. Cheguei em casa e finalmente choveu. Viu, ainda restou um pouco de sorte nessa história... Porque a verdade é que eu adoro chuva. Adoro aquele barulho caindo do céu, relaxando meus olhos e meu corpo. Adoro ter que aumentar o volume da tv e cochilar debaixo do edredom. Adoro o resultado da escova que faço no cabelo depois que eu acordo. Vou te contar uma coisa: Apesar de tudo. De um dia nem bom, nem ruim (um tipo assim-assim). De uma semana tumultuada em que as coisas não se realizaram segundo a minha vontade. Apesar de hoje, o meu signo falar que eu poderia me sentir um tanto deprimida ou irritada devido aos conflitos da lua cheia. Apesar disso tudo (ou disso nada)... Eu estou tão bem! Sério. A lua está linda lá no céu. E eu não quero saber dos seus conflitos. Mandei os meus para o espaço. Depois da mensagem, do telefone, da pipoca, da coca-cola, do filme, do cochilo, do edredon, da chuva... Eu estou melhor do que nunca. Com cabelo bonito, rímel, unha vermelha, descalça, e de vestido preto. Inspirada. Agora sim, inspirada. Pois de manhã não me vinha nada. Quer saber? Ás vezes, até eu me surpreendo com essa minha louca vidafeliz - nesse chão de concreto. Nessa Terra - minha!

Ps: Raramente coloco fotos minhas nesse blog, pois procuro divulgar minhas idéias, meu coração, não minha imagem. Mas hoje, me faço muito mais eu! - modesta parte... Estou inteira.

BEIJOS e liberdade suficiente para não se preocupar com o que, por um motivo ou outro, não acontece... Mágica?

***

quarta-feira, 11 de junho de 2008

***
Eu preciso de aulas de direção. Meu automóvel é meu coração. E ele não consegue parar. Não me entendam mal. Ainda quero viver muito, e agradeço todos os dias por ele bater forte. Só gostaria que ele parasse de ficar se arranhando por aí. Que ele parasse de arrastar retrovisores por não caber na vaga. Que ele se acostumasse com os sinais vermelhos encontrados pelos cruzamentos, sem excesso de sensibilidade. Sem orgulho ferido. Sem achar que é pessoal. Gostaria que meu coração não atropelasse quem cruza seu caminho por vontade grande de sentir o vento da estrada. Por excesso de velocidade. Porque meu coração não sabe decifrar placas de trânsito. Ele só sabe seguir o sangue que percorre a veia. E sentir. Então, se alguém souber me explique, por favor, as leis desse trânsito que muitas vezes fica parado na rodovia, se locomovendo lentamente, testando minha paciência e só gastando meu combustível.
Ps: Hoje é dia dos namorados e seria muito clichê da minha parte se eu disser que sigo melhor solteira do que “mal” acompanhada (não que tudo que não seja bom o suficiente para alguma coisa, seja mal para tudo). Mas eu digo. Essa é minha verdade. Meu descontentamento diante do que não me serve. Minha procura de alguém que me tire essa mania de controlar tudo. Alguém que seja meu rock’n roll, dance, soul, ‘house’ e todos os sons possíveis. Alguém que se assuma, sendo o que for, e me assuma também com meus defeitos e tudo mais. Sem frases cortadas, sem desculpas esfarrapadas e com todo tempo do mundo. Enquanto esse alguém não vem, eu me viro com minha paixão por mim mesma.
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Mudando de assunto...
Fico triste quando as pessoas falam tanto, criticam tanto, e não conseguem ao menos ser um exemplo! Já parou pra pensar que as coisas que mais nos incomodam nas pessoas ao redor, são os piores defeitos existentes dentro de nós?
BeijOs permitidos e mágicos...
Tati